‘Professor dos Professores’
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Revertendo Efeito e Causa;
Chegando no Fundo da Crença do Tempo Linear
Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4

Orador: Parece que o nosso próximo segmento é do capítulo 16, ‘A Recompensa do Ensino’.

“Podes ter ensinado a liberdade, mas não aprendeste como ser livre. Eu disse anteriormente: “Pelos seus frutos os conhecereis, e eles conhecerão a si mesmos.” Pois é certo que julgas a ti mesmo de acordo com o teu ensinamento. O ensino do ego produz resultados imediatos porque as suas decisões são imediatamente aceitas como sendo a tua escolha. E essa aceitação significa que estás disposto a julgar a ti mesmo de acordo com isso. Causa e efeito são muito claros no sistema de pensamento do ego, porque todo o teu aprendizado foi dirigido no sentido de estabelecer a relação entre eles. E não terias fé no que tão diligentemente ensinaste a ti mesmo a acreditar? No entanto, lembra-te do cuidado que despendeste na escolha das tuas testemunhas, evitando aquelas que falavam pela causa da verdade e de seus efeitos.”

Então estamos começar a ter um senso de que este mundo todo é aprendido, e este mundo todo é baseado em um modo de pensar de cabeça para baixo e invertido onde a causa e o efeito foram revertidos. Até mesmo se você pergunta ‘de onde você é?’ ou ‘onde você começou?’... ‘bem eu nasci em 1958’ e assim por diante... é óbvio que a causa e o efeito já foram revertidos porque então a minha origem está no universo do tempo e espaço. Ou perguntas como ‘Em que tipo de família você foi criado? Era uma família desajustada?’ ou ‘Quais eram as condições sociais na época em que você nasceu?’. As condições culturais e sociais parece ser um fator naquilo que você é. Em tudo isso, a causa de quem eu sou é determinado pelo cosmos do tempo / espaço.

Isso foi ensinado. Este mundo foi cuidadosamente aprendido e construído baseado nesse pensamento retrógrado, houve um cuidado enorme para construir isso desse jeito e ao escolher suas testemunhas. Você pode estar falando de uma família desajustada, ser mal tratado na escola, ter certos eventos apavorantes que pareceram acontecer, e assim por diante... quando alguém reconta sua história da vida pessoal ainda é baseado na causa e efeito revertido. Acredita-se que esses eventos ‘causaram’ um efeito duradouro na mente. Não é visto que a mente acredita que ela é culpada e ela invocou as testemunhas para reforçar a culpa. Em vez disso, através das lentes do ego, é visto como se esses eventos e condições no mundo são de alguma maneira causativos.

Participante 1: Isso me ajudou a lembrar que eu disse ao mundo o que me ensinar.

Orador: E isso mantém isso no tempo passado também, porque mais uma vez, se alguém diz, ‘credo!’ e faz essa pergunta, ‘por que eu faria tal coisa?’... ainda está perguntando aquele ‘Por que?’ em vez disso pergunta ‘Para que serve isso, qual é o Propósito?’ eu posso fazer uma escolha diferente agora mesmo. O propósito não santo (de que o mundo foi feito como um ataque a Deus e como um lugar para se esconder do amor e reforçar a culpa) foi uma decisão passada. Isso é passado. Exatamente agora eu posso escolher ser livre daquele propósito. É isso que significa agarrar-se a um novo propósito - bem agora é oferecido a mim como correção daquilo. Então se você diz, ‘Eu disse ao mundo o que me ensinar’ mantém isso no tempo passado.

Participante 1: E isso é realmente apenas uma outra maneira de dizer que o mundo é apenas uma testemunha da minha mente... crenças. Então na última vez que estivemos conversando sobre isso, eu estava falando como realmente é a crença que vem primeiro, e você me lembrou que é apenas um passo no processo porque a crença e o efeito, ou a causa e o efeito são simultâneos.

Orador: Sim, são um. O tronco da árvore do ego e os galhos. O pensamento que pareceu erguer o mundo, o desejo de ser separado de Deus, e todos os efeitos desse desejo, o cosmos... são um. Tudo isso é história, por assim dizer. Jesus diz bem no final do Curso, “Onde está o ego? Onde estava a escuridão.”

Participante 1: E é somente a aparente linearidade do tempo que obscurece o fato de que são simultâneos.

Orador: O tempo é crença que a causa e o efeito são separados. Esta é a brecha, a brecha que não existe. Este é todo o objetivo do Curso. Você colocou muitos brinquedos na sua brecha e agora você acredita que você pode brincar com esses brinquedos e que você deu vida a esses brinquedos. É a coisa do Pinóquio. Você projetou um bando de imagens e essa coisa que parecia ser uma marionete estática de madeira parece ter sua própria vida. E isso te assusta quando os brinquedos guincham e grasnam e fazem certas coisas. Talvez você pense que você tem que se trancar ou evitar alguns desses eventos ou circunstâncias ou esses brinquedos. E ele diz, ‘são brinquedos de crianças.’ Você tem que ver que você inventou esses brinquedos e ao dar um outro propósito aos brinquedos ou ao roteiro e o sonho todo você pode ver que eles não são reais. Que eles não têm vida nenhuma... não há vida nos brinquedos. Isso vai contra todo o pensamento do mundo, de fazer um mundo um lugar melhor... salvando as crianças famintas, salvando vidas, todos os dramas na TV com resgates e assim por diante que parecem ser tão dramáticos. Salvar a vida. Existe esta coisa horrível chamada morte que parece estar esperando com um gancho para pegar todas as coisas vivas em um certo tempo, e a vida é preciosa, a vida tem que ser preservada e prolongada, ser ‘salva’. No entanto, não há vida aí na tela. Isso é uma coisa muito fundamental e à medida que você começa a ver isso, as implicações disso são muito abrangentes porque então faz muito mais sentido afundar por baixo das imagens na sua mente e deixá-las partir, abandonar-se na consciência de que há alguma coisa real... um mundo de pensamentos reais por baixo de todos os pensamentos da mentalidade errada e das imagens de sombras escuras.

“O fato de não teres aprendido o que ensinaste, não te mostra que não percebes a Filiação como um só? Não te mostra, também, que tu não te consideras uno em ti mesmo? Pois é impossível ensinar com sucesso totalmente sem convicção e é igualmente impossível que a convicção esteja fora de ti. Nunca poderias ter ensinado a liberdade a não ser que acreditasses nela. E o que ensinaste não pode deixar de ter vindo de ti mesmo. Entretanto, esse Ser tu claramente não conheces e não O reconheces, mesmo que Ele funcione. O que funciona tem que estar presente. E só se negares o que Ele tem feito é que poderás negar a Sua presença.”

Tentar ensinar que o mundo tem existência dentro dele mesmo e por ele mesmo como uma realidade objetiva, e tentar ensinar pensamentos retrógrados é tentar ensinar uma lição impossível. E literalmente a mente está sem convicção quando está tentando ensinar uma lição impossível, porque alguma parte da mente sabe que isso não pode ser ensinado. É como um currículo dividido tentando ensinar que o mundo tem existência à parte da mente e tentar compartilhar idéias que não podem ser compartilhadas porque elas não vêm de Deus. São idéias delusórias. E também o que isso faz (a tentativa de compartilhar as idéias do ego ou ensinar o impossível) é negar o Ser, negar a Realidade. É aí que a vigilância da mente entra, onde observar os pensamentos muito cuidadosamente e retirar a fidelidade da mente desses pensamentos retrógrados é tão importante. Por que eu quereria ensinar algo que não pode ser ensinado? Se eu quero ter clareza, por que eu tentaria ensinar algo que não pode ser ensinado? De maneiras sutis quando você começa a levar a sério algumas dessas coisas de causa e efeito, você fica vigiando a mente muito mais de perto. Outro dia eu estava falando sobre ‘Isso não é lindo? Isso não é bonitinho?... as coisas diferentes ou pequenas frases que preenchem as brechas do silêncio. Você começa a olhar até isso. Isso não é só tornar a conversa agradável, mas você começa a sintonizar a sua mente em querer tanto ser um canal para o Espírito Santo que não há o desconforto do silêncio que precisa ser preenchido com esses comentários ou aquelas questões ‘eu estava pensando’. ‘Eu estava pensando porque está nevando tanto?’ ou alguma coisa assim. Eles parecem ser conversas para preencher o espaço morto, o silêncio e o desconforto e o medo daquele silêncio que está aí. Apenas seja capaz de vigiar a mente, vigiar os pensamentos e não dar fidelidade a eles. E apenas ser capaz de se aquecer no silêncio, apenas afundar nele.

“Esse é um curso que te ensina como conhecer a ti mesmo. Tens ensinado o que tu és, mas não tens permitido que o que és te ensine.” De um certo modo o Espírito Santo é um lembrete do nosso Ser, o que nós somos verdadeiramente. E quando Ele diz, ‘mas não tens permitido que o que és te ensine’ é isso que é a tentativa de ensinar e aprender um mundo que é impossível, uma tentativa de não ouvir o Espírito Santo e não deixar o que você é te ensinar.

“Tens sido muito cuidadoso em evitar o óbvio e em não ver a relação real de causa e efeito que é perfeitamente evidente. Entretanto, dentro de ti está tudo o que ensinaste. O que será isso que não aprendeu? Tem que ser essa parte que realmente está fora de ti, não por tua própria projeção, mas na verdade. E é essa parte, que levaste para dentro, que não és.”

Então estamos de volta a mente errada de novo. O ego... toda a consciência é a mente dividida e a mente errada, e enquanto isso é levado para dentro, no sentido de que a culpa e o medo e a vergonha são vistas como estando dentro (ou acredita-se estar dentro) não é visto que estão verdadeiramente fora de mim. Você tem que afundar abaixo deles dentro da mente e ir por baixo deles para ver que eles estão realmente fora de mim, em vez de dentro de mim. Mas enquanto a mente acredita que existe culpa e tristeza e escuridão e vergonha dentro, então ela prefere ficar focada e grudada na tela e acreditar que a causa da culpa e dor está lá fora na tela, o mundo permanece um bom dispositivo de distração. Um jeito de evitar olhar para dentro.

É realmente apenas separar o joio do trigo. Separar o profano, os pensamentos de ataque dos pensamentos reais. Discernimento entre mente errada e mente certa. Você pode chegar nisso de qualquer jeito que você queira, mas isso é o que é. O que pode ser isso que não foi aprendido? Só pode ser a mente errada que não aprendeu o que nós realmente somos, que não reconhece a relação da causa / efeito que é perfeitamente evidente.

Participante 1: Bem o meu negócio é: eu não quero esquecer isso, ou esquecerei isso. A sentença poderia ser também lida, ‘O que pode ser isso que seria esquecido?’

Orador: Sim. Você realmente tem um senso de onde isso tem que estar vindo. E em última instância, é essa coisa sobre aprender o Curso inteiramente ou absolutamente nada. Há lições no livro de exercícios que diz, ‘Você não é dois seres, mas um’. E eu estava me referindo um pouco no sermão de ontem sobre ‘Eu sou um ser espiritual tendo uma experiência humana.’ Que parte desta declaração tem que ser perdoada? A última parte! Esta coisa de experiência humana, ‘Eu sou só um humano.’ Tudo isso - justificativas para erros e enganos. ‘Bem, eu só sou um humano.’ Você não é dois seres. Chega num ponto do grande ou / ou. Ou você é perfeito, infinito, absolutamente imutável... ou qual é a opção? No fim o que mais pode ser? Você não pode ser alguma outra coisa senão isso. Isso leva ao ponto daquela única decisão.

“E é essa parte, que levaste para dentro, que não és. O que aceitas em tua mente não a muda na realidade. Ilusões não são senão crenças no que não existe. E o aparente conflito entre a verdade e ilusão só pode ser resolvido separando-te da ilusão e não da verdade.”

O reconhecimento final que nós temos que chegar é simplesmente que a verdade é verdadeira. Isso parece engraçado quando você lê, que você pode estar esperando alguma grande coisa. Mas, é isso aí, que a verdade é verdadeira. Mas, para enxergar isso você tem que ver o que é falso. É por isso que quando falamos sobre o auto conceito - o auto conceito não é só pequenas crenças pessoais, mas é literalmente a crença que fez o mundo, fez o cosmos. Tudo no pensamento retrógrado é o que é falso. Então o auto conceito não é apenas a persona, mas a persona é uma parte daquilo que a mente embrulhou em torno de si mesma... a mente equivocada embrulhou um corpo em torno dela, e um sofá e um quarto e uma área com flocos de neve e um lago e algumas nuvens e o resto do mundo e um sistema solar. Ela teceu uma teia de aranha de tempo, espaço e forma tudo em volta dela. E assim a peça fundamental de tudo que é esta coisa de causa e efeito. A crença que é realmente possível separar-se do Criador é o que pareceu produzir tudo e simplesmente ao entrar na mente e ver a falsidade dessa causa, então se ela não é uma causa real, então ela não pode ter efeitos reais. O que resta para você é ver que você sonhou toda essa coisa, e em segundo lugar que eu posso dar um novo propósito para esse cosmos todo que eu sonhei. E finalmente, em última instância, não há mais necessidade deste cosmos. Tudo que o propósito pode mostrar é que o único propósito deste mundo é que você passe por ele sem permanecer para ver algum fio de esperança em alguma coisa que você acredita que ele oferece. Não é como se houvesse algum valor que é deixado no cosmos... que você pode ter um paraíso na terra ou alguma outra esfera, ou seja lá o que for. É aí que o Curso nos leva literalmente além de toda a escrita canalizada que diz que ‘existe um mundo de perfeição onde todos vivem em paz e harmonia’ e ainda é descrito como pessoas e seres separados. ‘Um governo perfeito’... é utopia. O mais perto que o Curso chegaria da utopia seria o Mundo Real, que é simplesmente ver que o mundo inteiro é uma projeção ilusória, não encontrando nenhum valor inerente ou significado em aspecto nenhum.

A próxima seção é o capítulo 21 ‘A Responsabilidade pelo que se vê’, seção 2. Parágrafo nove.

“Nós já dissemos que o ego faz de conta que a fantasia é real pois essa é a forma como ele lida com aquilo que quer para fazer com que seja assim. Não há melhor demonstração do poder do querer e, portanto, da fé para fazer com que suas metas pareçam reais e possíveis. A fé no irreal conduz a ajustes da realidade de forma a fazê-la adequar-se à meta da loucura. A meta do pecado induz à percepção de um mundo amedrontador para justificar seu propósito. O que desejas, tu verás. E se a sua realidade é falsa, mantê-la-ás, por não reconheceres todos os ajustes que nela introduziste para fazer com que seja assim.”

Na minha vida, eu noto que algumas pessoas conversariam sobre ‘a pior da hipóteses’, mas eu começaria com ‘Bem, eu tenho que fazer isso’ então eu perguntaria ‘Por que eu tenho que fazer isso’ e então eu diria, ‘Eu preciso fazer isso por causa daquilo’ e retraçando, trazendo de volta até as coisas mais sutis de status e poder e fama e assim por diante e então trabalhando de volta mais e mais em baixo como Maslow fez com as necessidades básicas. Essas necessidades básicas e fundamentais de alimento, vestuário e abrigo. E então, quando você começa a trabalhar com isso dentro da mente e dentro das crenças, você entra nas crenças dos níveis, níveis de necessidade... que existem níveis diferentes de necessidades que eu tenho; necessidade emocionais, necessidades psicológicas e assim por diante. A mente ainda está estilhaçada em níveis e necessidades diferentes. E então você trabalha isso até lá em baixo, passando isso até chegar antes da crença em níveis de necessidades vem a crença em níveis. Isso ainda é uma crença e por baixo disso ainda está a crença na falta e escassez e sacrifício. Então, por baixo disso está a crença na separação, que a crença na separação é possível. É aí onde a crença na falta surgiu - a partir desta crença de que eu poderia ser separado do meu Criador, que de repente eu senti falta de alguma coisa. Que eu não era íntegro e completo. Mas, o que é útil é olhar para todos esses ajustes, as diferentes tentativas de mágica e tentativas de construir um auto-conceito, tornar-se um adulto maduro, respeitado e saudável e isso envolveu todos os tipos de ajuste na minha mente com aquela primeira crença na separação. É como aquela antiga coisa quando uma represa começar a rachar. Alguns seixos estão frouxos e você começa a tapar um e então corre e tapa outro. Este mundo foi feito com um esconderijo. Ele só parece exigir muitos ajustes. Todas as defesas que a mente usa são baseadas na crença subjacente que há alguma coisa para ser defendida. E que as defesas são necessárias e benéficas ou úteis. Há uma enorme quantidade de truques e tentativas da mente para usar mágica e todos os tipos de coisas para ocultar esse desespero que se acredita ser real. E a única maneira de largar as defesas e tentativas de usar mágica é olhar direto dentro da mente e olhar direto para a ‘causa’ e ver que o ‘grande lobo mau’ ou o ‘mágico de oz’, modo de dizer, aquela causa que parece ser essa coisa controladora, dominadora e poderosa nada mais é do que um ratinho que não tem absolutamente nenhuma conseqüência. Você simplesmente pára de acreditar nele. Isso é uma grande liberação.

Lá vamos nós, estamos chegando nessa coisa da causa e efeito de novo...

“Quando a visão é negada, a confusão de causa e efeito vem a ser inaceitável.” Quando a luz na mente é negada, então o pensamento retrogrado vem a ser inevitável porque é visto como necessário e como uma parte daquela idéia de ‘esconderijo’. “O propósito agora passa a ser o de manter obscura a causa do efeito e o de fazer o efeito aparecer como a causa. Essa aparente independência do efeito permite que ele seja considerado como algo que existe por si mesmo, e capaz de servir como uma causa para os eventos e sentimentos que aquele que o fez pensa que ele causa.”

Então é literalmente um mundo à parte do Céu onde as idéias parecem ter deixado sua fonte e onde Deus não tem poder sobre aquilo que foi feito. É o nascimento da realidade objetiva à parte da mente do pensador. Isso estabelece essa coisa toda onde uma figura do sonho parece estar à mercê do sonho do mundo. Além de estar à mercê do sonho do mundo, a figura do sonho também é vista como causativa. Então ela pode fazer coisas, ela pode ser uma causa para eventos de outras coisas. Então quando alguém parece assassinar ou matar ou abandonar ou seja lá o que for, é visto como um agente causativo que pode agir por ele mesmo. Não é visto apenas como uma parte da peça teatral e que eu sou uma mente e o produtor /diretor, que eu arrumei isso desse jeito. É visto como se os personagens tivessem vontades próprias, então eles também são causativos. Por exemplo: ‘você me causa um grande sofrimento. Você me magoou. Você me fez rir.’ Não é visto que a mente escolheu todas as emoções e todos os estados da mente.

“Anteriormente, nós falamos do teu desejo de criar o teu próprio criador e ser pai ao invés do filho para com ele. Esse é o mesmo desejo. O Filho é o efeito, cuja Causa ele quer negar. E assim, ele parece ser a causa, produzindo efeitos reais. Nada pode ter efeitos sem uma causa e confundir os dois simplesmente é falhar na compreensão de ambos. É igualmente necessário que reconheças que fizeste o mundo que vês, assim como reconheças que não criaste a ti mesmo. Ambos são o mesmo equívoco.”

Este é o “problema da autoridade’. É aí que chegamos ao ponto onde dizer que ‘eu estava errado sobre tudo’. Estar errado sobre a crença que eu me separei do meu criador e que eu poderia inventar um mundo à parte de Deus, e também a crença de que eu poderia criar a mim mesmo. Esta é a crença subjacente por trás do assim chamado movimento da ‘auto melhoria’ onde eu sou uma imagem feita por mim mesmo e eu posso melhorar e moldar o destino do meu próprio ser.

Participante 2: Explique um pouco sobre o ‘problema da autoridade’.

Orador: O problema da autoridade é aquela negação do Espírito. Acreditar que você pode inventar um mundo ou inventar um ser na direção do seu próprio fazer é negar aquilo que você é, que você é um Efeito de Deus, que você é Espírito, e que você é como Deus te criou.

Participante 1: E que pode ser mudado.

Orador: E que pode ser mudado. A realidade é somente sua para aceitar, não para selecionar dela. É claro fazer a si mesmo, então primeiro deve haver a crença que a realidade é minha para eu escolher dela. Eu posso escolher ficar com a minha família ou eu posso escolher deixá-los. Eu posso escolher voltar para a faculdade ou não. Eu posso escolher malhar e melhorar meu corpo ou posso escolher deixar pra lá. Todas as tentativas para fazer uma pessoa melhor são percebidas da suposição básica de que posso fazer a mim mesmo, e que a realidade é minha para selecionar dela. Eu posso escolher onde eu quero morar. Eu posso escolher onde eu quero ir. Eu posso escolher reter minha identidade cultural ou ética. Eu posso escolher falar a língua que eu quero falar. É tipo do valor para o pluralismo. Até esse ‘respeito pela diversidade’ ainda não vai até a última instância do querer ver a mesmice como é, ou aceitar a Realidade universal como é. Ainda é uma tentativa de se agarrar à variedade e diversidade, ainda se agarrar à crença de que eu posso fazer a mim mesmo.

Participante 1: Aquela frase que você usou, de acreditar que a realidade é minha para escolher dela. Isso poderia ser igualado também com ‘eu invento a realidade’.

Orador: Sim. Eu posso ordenar os meus próprios pensamentos é um outro jeito de falar disso. Eu posso pegar e escolher da realidade. E claramente, Jesus diz no Curso que se você acredita que você pode colocar em ordem os seus pensamentos e então você tem este sistema de pensamentos desordenado, e então você se sente responsável pelo caos e pela desordem, e então você se sente culpado. A culpa vem automaticamente de uma mente que acredita que pode ordenar seus próprios pensamentos. É inescapável. E ele diz que ‘Deus organiza seus pensamentos’. E aí que entra a Ordem Divina.

Nosso próximo parágrafo é do Capítulo 21, seção 7, parágrafo 7.

“Não te esqueças de que a escolha entre o pecado ou a verdade, impotência ou poder, é a escolha entre atacar ou curar. Pois a cura vem do poder e o ataque da impotência. Aquele que atacas, não podes querer curar. E aquele que queres ver curado, tem que ser aquele que escolheste para ser protegido do ataque. E o que é essa decisão senão a escolha entre vê-lo através dos olhos do corpo ou permitir que ele seja revelado a ti através da visão? Como essa decisão conduz a seus efeitos, não é problema teu. Mas o que queres ver não pode deixar de ser escolha tua. Esse é um curso sobre a causa, não sobre o efeito.”

Este é um curso sobre o modo de pensar e não sobre formas e comportamentos e aparências. E esta sentença: ‘Como essa decisão conduz a seus efeitos, não é problema teu.’ Eu outras palavras não há necessidade nem mesmo de deduzir como a visão funciona ou seja lá o que for, mas tem que ter o desejo e a disponibilidade para visão - essa é a coisa toda.

Agora estamos no Capítulo 24, ‘O Cristo em Ti’, seção 5, parágrafo 2.

“Nos sonhos, efeito e causa são permutáveis, pois aqui aquele que faz o sonho acredita que o que fez está acontecendo com ele. Ele não reconhece que puxou um fio daqui, uma sobra de lá e teceu um retrato a partir do nada. Pois as partes não se adequam umas às outras e o todo em nada contribui às partes não para lhes dar significado.”

Isso é só uma outra maneira de dizer aquilo que estávamos falando. A mente equivocada acredita que ela pode apanhar, selecionar e montar a realidade do jeito que ela quer e é isso que ela vê. E ela não só rotula as partes e as separam umas das outras como também começa a definir como ela quer que as partes se relacionem umas com as outras. Isso tem muito do aprendizado do mundo, não somente o que são as partes, mas também como se relacionam umas com as outras.

Participante 1: E não há relacionamento entre ilusões. Isso tem vindo muito para mim ultimamente. E a tentativa da mente de ver relacionamento onde não há nenhum é simplesmente a tentativa da mente de ordenar o caos e fazer com que a ilusão pareça que não é uma ilusão.

Orador: Sim, é muito importante entender os conceitos. No reino do céu, a única lei eterna é ‘aquilo que você estende você é’. E neste mundo, a lei vem a ser retorcida e adaptada para ‘aquilo que você projeta você acredita’. Então os conceitos têm que ser revelados na mente e deixados pra lá porque pensamentos de ataque (idéias falsas) devem ser projetados. Em outras palavras, elas não podem ser mantidas juntas. Você não pode se agarrar ao sistema de pensamento do Espírito Santo e pensamentos de ataque porque é um conflito intolerável tentar manter dois sistemas de pensamentos opostos. Então, os pensamentos de ataque devem ser projetados. E o que a mente projeta ela acredita. Isso é o que nós lemos anteriormente, isso está no sentido de que a separação ocorreu porque você a aceitou na sua mente. Você acredita nela e negá-la seria um uso inapropriado da negação. Quando a mente equivocada mantém pensamentos (idéias delusórias) que não são de Deus em mente, isso deve ser projetado porque cada pensamento deve ser, ou projetado ou estendido. Os Pensamentos de Deus são estendidos e os pensamentos da mente errada são projetados. Então, é imperativo que a mente deixe partir ou eleve à consciência e deixe os conceitos que não são do Pai partirem... todos os conceitos que não são do Pai, todas as crenças.

Participante 2: Eu acho, e nós falamos disso uma vez, quando eu comecei a ler esta informação e então conforme a minha consciência veio a ser maior, eu comecei a ver toda a reversão da causa e efeito e foi quase um bombardeio. Eu me senti bombardeado pelo pensamento retrógrado e suponho que isso seja apenas eu invocando essas testemunhas para dizer ‘Sim, é impossível você acreditar nisso’, mas ao mesmo tempo... eu me lembro... é a preocupação que vem para mim quando estou olhando para isso agora... as crianças entram em casa e começam a conversar sobre causa e efeito, revertido! E o Tom entra e então começa a fazer isso. E eu me assim... Como eu me encaixo nesse quadro? Se eu vou reverter totalmente o meu modo de pensar e não entrar mais naquele modo de pensar, então como eu me encaixo nesse quadro? Vou simplesmente sentar no canto e manter a boca fechada! Porque não há nada para eu falar! (risadas)

Participante 1: Apesar de que o quadro irá mudar...

Participante 2: Eu tenho certeza que sim.

Participante 1: À medida que a mente muda, o quadro que ela usa como testemunhas tem que estar mudando.

Participante 2: Há a reversão da causa e do efeito também. Eu nem sei ao certo o que é que eu estou fazendo, mas eu vejo que há uma reversão da causa e do efeito nisso... que eu acho que é o - eu mudando a minha mente, que isso vai causar um problema.

Participante 1: Porque as testemunhas da sua mente não são vistas como testemunhas da sua mente, elas são vistas como estando à parte da sua mente e separado de você como mentes individuais que continuarão agarrados neste modo de pensar retrógrado e você continuará ‘Como eu posso seguir em frente com todo esse pensamento retrógrado a minha volta?’

Participante 2: Ou mesmo como um pai, as crianças vêm para mim e dizem, ‘Como isso aconteceu?’ ou ‘E quanto a isso?’ e eu penso, Uau, o que eu digo? Dar a eles as respostas esperadas ou dá-las a informação da enciclopédia ou...

Participante 1: Dê a resposta que um professor daria a eles, ou dê a eles uma resposta que um professor de Deus daria.

Participante 2: Certo. E isso está apenas separando tudo. Em vez de apenas ver a mim mesmo como uma chance para o Espírito Santo, é como se eu tivesse que saber a resposta antecipadamente e estar preparado para que quando eles viessem me perguntar a questão não seria como ‘Puxa, eu tenho que pensar sobre isso. Você pode esperar uns dez ou quinze minutos e eu volto a falar com você porque eu realmente tenho que pensar sobre isso antes de eu te dar uma resposta.’

Orador: Eu acho que por trás do ‘Como eu me encaixo no quadro?’ volta para o ‘sonhador do sonho’ versus ‘figura do sonho’. A coisa básica por baixo disso é: ‘Eu pertenço a esse quadro.’ Em vez de é este quadro ou apenas no geral. Este quadro do mundo ou este quadro de um lar.

Participante 1: Eu estou nele, eu estou no quadro! Eu pertenço a ele. (risadas)

Orador: E a minha mente parece estar se deslocando e parece estranha agora. Para mim antigamente, quanto mais eu mergulhava nas idéias do curso, esse era o atrito que eu sentia. Ir para reuniões familiares havia toda essa conversa sobre todas essas coisas... e só me sentindo como ‘Puxa, se eu continuar com isso... eu me sinto estranho, me sinto de escanteio agora. E isso só poderia piorar’. E esse é o jeito que eu percebia isso porque esta é a direção que isso parece estar indo, dramaticamente longe na direção oposta. E eu acho que naquele tempo, o meu medo era que eu projetava o meu medo para fora no futuro e eu realmente me imaginava sozinho. Eu me imaginava mais no modelo monástico de apenas me afastar para uma cabana ou alguma outra coisa em algum outro lugar.

Participante 1: Banido por qualquer um que antes poderia estar por perto.

Participante 2: Quem você queria que estivesse com você?

Orador: E a surpresa, ou a volta por cima tem sido de apenas sentir o Chamado internamente para ir a lugares, fazer coisas, falar e encontrar pessoas. É como quando eu descrevi a ida a Roscoe e tendo todas aquelas reuniões na Community Kitchen. Era como se eu estivesse atraindo testemunhas que queriam ouvir o que estava saindo, mas antes o que eu percebia como a minha família biológica não se importava... não estavam prontos para receber.
Participante 1: E até mesmo disseram, ‘Eu acho que você precisa encontrar alguma outra pessoa para falar sobre essas coisas’, certo?

Orador: Sim, uma vez, naquele tempo. E foi só seguir aquela Orientação e ir para [centro espiritual] ou vivenciar com **, e só sentar e conversar e imediatamente clicando num ponto onde houve uma experiência do ‘Você também consegue ver isso!’. Apenas atraindo uma testemunha para o meu deslocamento da mente que estava trazendo de volta para mim aquelas idéias, refletindo de volta para mim aquelas idéias que eu estava sentindo. Aquilo realmente foi o contrapeso de toda aquela idéia que eu seria solitário, que na verdade existiam aqueles que podiam ouvir aquilo que eu estava falando, e conseguiam se identificar com isso e conseguiam entender. E então, apenas seguindo cada vez mais naquela direção, seja com as viagens ou com as conversas que estamos tendo e isso e aquilo. Mas a dor estava tentando se encaixar no antigo quadro... este novo tipo de experiência...

Participante 1: Que você realmente não sabia o que era. Você não sabia o que o ‘seja lá o que for’ era, mas de alguma maneira você ainda estava tentando ligar isso naquilo que era familiar.

Orador: E sentindo como se esta fosse uma jornada ou uma Orientação que eu realmente tinha que seguir. Eu realmente queria seguir. O tempo todo, mesmo quando a Voz tinha acabado durante os anos da faculdade onde eu estava tentando organizar as coisas e ter uma carreira, especializar em alguma coisa ou encontrar alguma coisa para me estabelecer pelo menos profissionalmente ou uma vocação e ainda sentindo este Chamado para o que eu não sabia. Mas também sentindo amarrado junto com isso era ‘Eu tenho que ir. Eu tenho que ir com esta Orientação mesmo não tendo uma noção clara. Eu não posso projetar para fora e saber como será’. Eu penso em algumas das estórias de tantos santos e os assim chamados sábios, eu penso no Meher Baba. Apenas chegando num ponto onde ele entrou no silêncio. Dizem que Tara Singh entrou em três anos de silêncio e ocasionalmente falava com as pessoas nos armazéns e lojas. Mas, Meher Baba apenas entrou no silêncio, completo silêncio. E havia tanta luz em seus olhos e tanta atração, uma afeição tão forte que as pessoas vinham sentar na sua presença. E finalmente elas deram para ele uma dessas lousas para soletrar, como um tabuleiro Ouija onde você mexe as letras, e seus ensinamentos vieram através disso. Literalmente ele apontava letra por letra. Isso parecia vagaroso, as pessoas estavam lá e elas anotavam o que vinha. Mas ele literalmente entrou no silêncio. E no pensamento convencional é como ‘Ah pára com isso, o que é isso? Todo mundo fala. Para quê você acha que Deus deu as bocas para as pessoas?

Participante 2: Apenas esteja disposto a fazer o que é necessário.

Orador: Anteriormente a nossa discussão era quando Jesus falou sobre prontidão e maestria. Prontidão não implica maestria, mas significa que um potencial para uma mudança real na mente está lá. Prontidão não é algo que você pode cultivar fora de você mesmo porque não há nenhuma prontidão fora de você. É realmente prontidão na sua mente. E isso não é bom ou ruim ou certo ou errado. Mas, para realmente entrar e focar na vigilância da sua mente e para realmente querer ter aquele deslocamento na mente, o deslocamento da prontidão à maestria, para realmente generalizar... é um assunto altamente interno. Você sabe que o Curso diz que o currículo é altamente individualizado. Quando você realmente olha para isso naqueles termos você vê que você não pode apressar o seu irmão. Você só pode ir por onde você está e isso tira a tensão do querer saber.

Há uma parte da mente que diz ‘Eu gosto de relaxar e assistir um jogo de futebol. Eu aprecio uma partida de golfe. Eu aprecio um belo jantar e ter relações amigáveis com as pessoas. Eu gosto de algumas dessas coisas. Eu não estou pronto para generalizar. Eu não estou pronto para pegar isso e generalizar isso em tudo, mas eu tenho uma sensação de você está ciente de alguma coisa e eu estou vigiando. E além do mais eu sei que nós estamos conectados de uma maneira que eu sei que o que você faz para você, você faz para mim e faz para todos.’ Este é o jeito que eu sentia quando eu estendia isso com muitos amigos. Eu realmente me abria e tentava me fazer disponível e havia uma atração real e então havia um retrocesso... ver que ‘Isto é ameaçador para o dia a dia da minha vida... e ameaçador à maneira que eu concebo a minha vida... existem certas partes que eu gosto do jeito que eu concebo a minha vida e eu não quero mais chegar tão perto... mas eu não estou lá e eu preciso me molhar na chuva um pouco mais’. E está tudo bem. Está bom. Mas a coisa toda é que isto é periférico em relação ao ‘Eu quero ir da prontidão à maestria... Eu quero ser bem sucedido na lição’. E isso leva para longe do periférico de toda a idéia de irmãos.

É como aquele ** material onde ** passa por algumas lutas e ** basicamente diz, ‘a formação de uma revoada não é necessariamente para permanecer com norteador, e pode haver uma revoada, pode não haver uma revoada. Pode haver alguns no bando que dirão ‘este líder é louco’ e deixar o bando e alguns deles podem até parecer chegar ao destino mais rapidamente estando em outro bando’. Nada disso te diz respeito **... sua concernência é ficar com o norteador... não perca o norteador de vista.’ Quando eu li isso foi uma coisa muito útil para mim mesmo porque há uma tendência de observar os bandos em sua volta. Seja a família biológica ou... que é apenas uma cortina de fumaça para os outros porque assim que você entra no pensamento de que você é parte de uma família do Curso ou comunidade do Curso ou algumas pessoas... a mesma coisa acontece com isso. Não é diferente. A mente pode pensar que será diferente agora porque eles são estudantes do Curso ou alguma coisa assim. Mas, este também não é o caso. Ainda é o caso de ‘Eu tenho que ficar com o norteador e tenho que tirar a minha atenção de quem está voando em formação e que não está em formação, quem está com o bando e quem está deixando o bando’ todo o drama do despertar espiritual, por assim dizer, em relação ao ego tudo isso é apenas uma distração também. E você tem vivenciado ambos, ambos com a frustração familiar e também nós tivemos reuniões e você expressou isso uma vez lá fora no alpendre ‘eles dizem que eu estou pronto, eu estou, eu estou pronto... e eles não estão aqui! Eles deveriam fazer parte deste bando! Se eles realmente quisessem estar com o norteador, eles estariam aqui, droga! E é o mesmo tipo de coisa. Como ** diz, “Diga a eles, ‘Eu te convido a voar comigo e eu te convido a não voar comigo. É a sua escolha’”. Isso realmente não importa.

Eu acho que as nossas sessões de ensino / aprendizado são tão úteis e todos nós dissemos que gostaríamos que isso continuasse e até em relação a como, onde ou quando eu acho que qualquer um de nós que se sente guiado a estar em comunicação com qualquer um ou qualquer coisa, se nós trabalharmos com algumas das fitas ou se nos sentirmos fortemente guiados como a Beverly tem sentido algumas vezes, para telefonar ou escrever para alguém, ou seguir com essa orientação, realmente confiar nisso e se as coisas os envolve... é só se manter realmente aberto para isso. Nós queremos ficar mais e mais esclarecidos através dessas situações de ensino / aprendizado não importando como se desdobra.

Então, estamos continuando com a causa e o efeito e agora estamos indo para o capítulo 28, seção 1. O desfazer do medo, a memória presente.

“O milagre nada faz. Tudo o que ele faz é desfazer. E assim anula a interferência naquilo que foi feito. Ele não acrescenta, apenas retira. E o que retira já se foi há muito, mas tenso sido guardado na memória, parecer ter efeitos imediatos. Esse mundo acabou há muito tempo. Os pensamentos que o fizeram já não estão mais na mente que os pensou e os amou por um breve período de tempo. O milagre apenas mostra que o passado se foi e o que se foi verdadeiramente não tem efeitos. A lembrança de uma causa só pode produzir ilusões da sua presença, não efeitos.”

Isso é grande. Isso explica muito daquilo que estamos falando.

“O milagre apenas mostra que o passado se foi e o que se foi verdadeiramente não tem efeitos. A lembrança de uma causa só pode produzir ilusões da sua presença, não efeitos. O lembrar é tão seletivo quanto a percepção, sendo o tempo passado da percepção.”
Esse é um tipo interessante de idéia. O lembrar é o tempo passado da percepção.

”É a percepção do passado como se ele estivesse ocorrendo agora e ainda estivesse presente para ser visto. A memória, como a percepção, é uma habilidade inventada por ti para tomar o lugar do que Deus te deu na tua criação. E, como todas as coisas que fizeste, pode ser usada para servir a outro propósito e para ser um meio para alguma outra coisa. Ela pode ser usada para curar e não para ferir, se desejares que assim seja. Nada do que é empregado para curar representa um esforço para fazer qualquer coisa que seja. É um reconhecimento de que não tens quaisquer necessidades que signifiquem que alguma coisa tenha que ser feita. É uma memória não-seletiva, que não é usada para interferir com a verdade. Todas as coisas que o Espírito Santo pode empregar para curar foram dadas a Ele, sem o conteúdo e os propósitos para os quais foram feitas. Elas são apenas habilidades sem uma aplicação. Elas aguardam para serem usadas. Elas não são dedicadas à coisa alguma e não têm nenhum objetivo.”

Então, realmente isso está declarando claramente o que estamos falando o tempo todo sobre remover todos os propósitos que eu tenho dado a tudo... mesas, cadeiras, corpos, casas, carros, pedaços de papel verde (dinheiro), discos de metal.

Participante 1: Memória não-seletiva é uma frase interessante.

Orador: Porque toda a memória seletiva está usando o passado e escolhendo o que eu quero que as coisas signifiquem para mim, o que penso que elas significam. Não-seletiva dá a impressão que é universal, que o propósito do Espírito Santo é uma aplicação universal e que todas as coisas neste mundo não são dedicadas à coisa alguma e não têm nenhum objetivo. Todas as aptidões, habilidades, objetos em particular e específicos. Isso também se relaciona de volta àquilo que estávamos falando de que eles realmente não têm relação uns com os outros. Todos são relacionados, todas as coisas específicas só têm relação através do propósito do Espírito Santo, mas elas não tem relação umas com as outras. Então, um sofá e um corpo ou uma casa e um corpo ou um carro e um corpo parecem ter relacionamentos fortes. Parece que carros são muito necessários, aos olhos do mundo, para levar esses corpos pra lá e pra cá. Porém todos os objetos deste mundo e todas as aptidões não têm significado inerentes e intrínsecos, ou o uso neles e por eles mesmos porque toda a idéia ‘neles e por eles mesmos’ é errônea. Não há nenhum específico nele e por ele mesmo. Se isso parece muito exagerado, o mundo todo que foi construído começa a balançar se isso for aceito.

Participante 1: Estou pensando na analogia que você usou das contas de um rosário amarradas num cordão de ouro e que o cordão de ouro é o Espírito Santo, ou o propósito do Espírito Santo e as contas são o específico ou isolado ou indivíduo ou seja lá o que for que por eles mesmos são apenas dispersos e não tem nenhum significado ou uso sem o cordão passando por eles.

Orador: E se você levasse a metáfora um pouco mais adiante você veria que é um colar porque o cordão realmente não tem começo nem fim. E, portanto, as contas também não têm...

Participante 1: Onde está a frente e onde está o atrás.

Orador: Sim, não é linear. Se você pegasse a metáfora de apenas se agarrar a um cordão com as contas amarradas você teria uma coisa linear ao passo que o colar ou o círculo é a coisa toda do propósito do Espírito Santo e não tem começo e nem fim.

“O Espírito Santo, de fato, pode fazer uso da memória, pois o próprio Deus está lá. Entretanto, essa não é uma memória de eventos passados, mas apenas de um estado presente. Estás habituado há tanto tempo a acreditar que a memória guarda apenas o que é passado, que é difícil para ti compreender que ela é uma habilidade capaz de lembrar o agora. As limitações que o mundo impõe à lembrança são tão grandes quanto aquelas que permitiste que o mundo te impusesse. Não existe nenhum elo da memória com o passado. Se quiseres que haja, então há. Mas apenas o teu desejo fez o elo, e só tu a prendeste a uma parte do tempo onde a culpa ainda parece pairar.”

E essa parte do tempo onde a culpa ainda parece pairar é o instante não santo. Toda vez que o instante não santo é chamado e acredita-se ser o presente, então o presente é negado, o instante santo é negado quando o passado é trazido ao presente. Então toda vez que você ordena conceitos, ordena pensamentos, toda vez que você julga, então ainda é uma tentativa de negar que são apenas imagens e que os pensamentos do ego e as imagens projetadas já acabaram e se foram. Eles fazem parte daquele instante não santo. Então a mente equivocada existe inteiramente no instante não santo porque a mente errada é o tempo passado. E a mente certa que seria um análogo ao perdão está no presente. Então se nós falarmos da mente errada, mente certa, nós falamos de culpa versus perdão... qualquer maneira que você faça isso, é passado, presente. E o perdão está na mente certa ou no presente momento.

Participante 1: O Instante Santo e o instante não santo.

Orador: Sim. E uma coisa que tem vindo para mim nos últimos dias também é que o milagre é como um ponto. A mente errada é como uma linha, e o milagre é como um ponto, somente um ponto, sempre um ponto. De fato, se você usa isso na metáfora da linha, ele é um ponto que colapsa a linha. Mas, em vez do passo de pensar ‘Eu sou um Santo Filho de Deus, Eu sou Uno, Eu sou Unicidade’, o passo para conseguir isso é ‘eu sou um ponto em vez de uma linha’. Então, toda vez que tenho a tentação de pensar o que eu fiz no passado ou o que está para acontecer, eu posso simplesmente pensar ‘eu sou um ponto, não uma linha’. É muito simples, é um tipo geométrico de metáfora.

Participante 1: Eu gosto da imagem de reconhecer quando eu estou pensando em mim mesmo como uma linha e então ela se encolhe e é apenas um ponto.

Orador: Para alguns isso também pode ser uma questão de ‘Bem, como isso se encaixa com o eu sou tudo e em todos os lugares? Porque na mente de algumas pessoas um ponto pode ser visto como muito minúsculo, mas um ponto assim como um ponto pode ser ampliado. O milagre é uma percepção, mas é como se o cosmos inteiro do tempo e o espaço fosse esse ponto. Você pode observar esse ponto a partir do milagre e você vê que todo o tempo e o espaço é simultâneo. Não é linear e está tudo contido naquele instante não santo. Você pode pensar no instante não santo como um tipo de um ponto que você pode observar a partir do milagre. E neste sentido, isso inclui todos os lugares que você possivelmente poderia estar, tudo incluído nesse ponto. Isso tira o senso de distância e local e lugar.
“O uso que o Espírito Santo faz da memória está bem à parte do tempo. Ele não busca usá-la como um meio de reter o passado, mas ao invés disso, como um modo de permitir que ele se vá. A memória guarda a mensagem que recebe e faz o que lhe é dado fazer. Ela não escreve a mensagem, nem aponta para quê serve.”

A memória é assim como o tempo e o corpo e os relacionamentos e todo o resto. É apenas essa coisa neutra que servirá ao propósito como tudo mais na mente. É uma habilidade que foi inventada pela mente equivocada e voltamos ao ‘Qual é o meu propósito? Para que serve isso?. Não tem propósito inerente nele e por ele mesmo.
“Como o corpo, ela não tem qualquer propósito em si mesma. E se parece servir para cultivar o ódio antigo e fazer para ti retratos das cenas de injustiças e ferimentos que estavas guardando, essa foi a mensagem que lhe pediste e assim ela é. Comprometida com as cavernas da memória, a história de todo o passado do corpo lá se esconde. Todas as estranhas associações feitas para manter o passado vivo, o presente morto, estão armazenadas dentro dela, esperando pela tua ordem para que te sejam trazidas e revividas. E assim os seus efeitos parecem ser aumentados pelo tempo, que levou consigo o que as causou.”

Agora temos uma coisa boa nisso aí. Nós usamos aquela analogia da memória do computador e este é um bom parágrafo para isso - onde toda a história, todo o passado do corpo está oculto aí nesta cripta de um longo disco rígido, com uma enormidade de mega bytes. E literalmente quando ele diz que o corpo é passado estamos falando do ‘passado-passado’ e do ‘futuro-passado’, tudo da percepção.

“E assim os seus efeitos parecem ser aumentados pelo tempo, que levou consigo o que as causou.”

Então, o ego é um pensamento divisionário e é tudo da fragmentação, e nós poderíamos até dizer procriação porque parece haver mais corpos e mais corpos e mais corpos. É basicamente uma explosão populacional, ‘e assim os seus efeitos parecem ser aumentados pelo tempo’. Parece que conforme o tempo continua que há mais e mais corpos e ele diz ‘que levou consigo o que as causou’. É ainda aquela reversão da causa e efeito como se o tempo e a procriação parecem ser a causa de mais e mais corpos quando na verdade a causa do mundo inteiro, incluindo os corpos e todos os fragmentos e tudo, é o ego, a crença na separação dentro da mente. Então, o tempo parece ter feito uma coisa muito boa para a mente equivocada. Parece ter tomado a causa. O tempo parece ter causa, quando na verdade o tempo é apenas uma crença que foi esticada da crença na separação. Então, a causa está na mente, não no tempo. Muitas vezes quando você ouve essas discussões as pessoas perguntam: ‘O mundo está ficando melhor ou pior?’. Algumas pessoas dirão que está ficando cada vez pior por causa da poluição e todos os diferentes problemas e ficando mais complexo e assim por diante. Mas, isso ainda não está chegando na questão, de que a causa do mundo está na mente e que o tempo não está multiplicando os problemas. Ainda existe um único problema, que é a crença na separação. Apesar de que o muito esconde o zero de tudo. Não importa quantas vezes você multiplica uma ilusão por zero você ainda tem zero, porque a causa não está no mundo ou no tempo. E ainda existem os cientistas, com seus telescópios altamente poderosos olhando para o cosmos procurando o início dele (o Big Bang), pois eles ainda acreditam que há uma causa na tela lá fora. O que nós estamos aprendendo aqui com o Curo é que a causa está na mente. Então, agora o próximo parágrafo realmente começa a colocar o tempo em seu devido lugar, por assim dizer. “No entanto, o tempo não é senão uma outra fase do que nada faz. Ele trabalha de mãos dadas com todos os outros atributos com os quais buscas manter oculta a verdade acerca de ti mesmo. O tempo não leva nada embora, nem é capaz de restaurar.”

Então, essa é uma idéia muito importante e como nós discutimos ontem, nós levantamos a citação do texto que é realmente muito cedo para dizer que “...assim como a separação ocorreu no decurso de milhões de anos, o Juízo Final vai se estender por um período similarmente longo e talvez até mais longo.” Quando você lê uma declaração como essa e você ainda não estava esclarecido sobre o nível de confusão, sobre a mente... a mente certa e a mente errada, você poderia erroneamente concluir que a cura está sujeita ao tempo, na verdade, milhões de anos. Ele diz isso aqui! Mas, o que nós estamos vendo aqui bem mais adiante no texto é uma clara declaração que o tempo não leva nada embora, nem é capaz de restaurar.” Não é os milhões de anos que vai restaurar a Filiação de volta ao seu lugar original. O tempo é tão neutro quanto qualquer outra coisa, é apenas uma outra fase do que nada faz. É o propósito que é dado ao tempo que é a coisa crucial. Se a mente pode simplesmente aceitar completamente e inteiramente o propósito do Espírito Santo em um instante, é isso que significa aceitar a Expiação. Isso não leva tempo nenhum. É aí que toda a idéia do tempo colapsa nessa única decisão de aceitar a Correção que sempre esteve na mente.

Participante 2: Então, por que Ele faria uma declaração como essa? Que levou milhões de anos e que vai levar mais milhões?

Orador: Bem, por que Ele diria, “Deus chora?”

Participante 2: Certo. Eu posso ver como isso seria útil, mas eu não tenho certeza... Como você vê isso como útil?

Orador: Bem, em primeiro lugar eu vejo isso no contexto do próximo texto na página 32... eu vejo que se alguém estivesse entrando e começasse a ler algumas dessas frases como estamos lendo agora na página 633 que eu posso simplesmente jogar o livro fora. Sem um estudo e aplicação cuidadosa, e insights e experiência que vêm, que abrem caminho para a mente para aceitar uma idéia como essa, a mente não está pronta. Lembre-se é sempre uma interpretação. Quanto mais os insights se aprofundam e mais você vem a estar ciente de algumas das idéias mais profundas que estão aí sendo expressadas no Curso, uma declaração como essa é simplesmente vista para o que ela serve - um passo no processo. Eu só vejo isso interpretado como desencorajante se for interpretado assim. Por exemplo, você poderia ir ao Manual de Professores e alguns diriam, ‘Bem, se isso está no manual, bem no final deve estar muito longe porque este é o Manual de Professores.’ Porém há uma declaração que é feita que está no Manual de Professores que fala dos ‘estágios’ do desenvolvimento da confiança.

Participante 2: Ah, ele diz ‘Levará um tempo muito longo para alcançar isso.’

Orador: Sim, está até declarado um pouco mais forte do que ‘longo’. Está na página 11 do Manual de Professores. “E agora tem que atingir um estado que talvez por muito, muito tempo ainda lhe seja impossível alcançar.” E em conjunto com esta outra, levar milhões de anos e concluir com uma declaração como ‘Vamos ser realísticos. Este vai ser um processo muito extenso, muito longo’. Certamente existem outras partes no Curso que claramente apontam que isso pode ser um instante. Isso não pode ser aceito em qualquer outro tempo senão agora!

Participante 1: O que parece desencorajante certamente depende de qual é o seu ponto de partida. Eu estou pensando na mulher da reunião que levou o dia todo quando estávamos em Michigan e ela se sentiu muito desencorajada quando ela ficou lendo que a idéia leva somente um instante porque ela sentiu que se só levava um instante, por que ela já não tinha vivenciado aquele instante? E então olhando para isso como é, um instante bem curto foi muito desencorajante para ela, ao passo que alguma outra pessoa olhando para isso, em termos de milhões de anos ou impossível por muito, muito tempo poderia parecer desencorajante.

Orador: É baseado na interpretação. O ego pode seguir em qualquer um dos caminhos e tornar isso desencorajante para a mente, que isso vai levar muito, muito tempo ou que leva só um instante e eu não consigo fazer isso. Eu não acho que isso é possível quando você começa a ter clareza sobre ‘o sonhador do sonho’ e sobre a urgência que temos falado sobre até ter que fazer uma interpretação da declaração porque ela dissolve.

Participante 1: Apenas deixa isso partir. Use-o enquanto for útil e então deixa pra lá.

Orador: Ele se foi. Não é nem um tipo de coisa ativa como ‘Ok, obrigado. Você me serviu muito bem, te dou um beijo de adeus.’ Em um certo ponto, no insight, no Aha!... o passado se foi, está dissolvido.

“No entanto, o tempo não é senão uma outra fase do que nada faz. Ele trabalha de mãos dadas com todos os outros atributos com os quais buscas manter oculta a verdade acerca de ti mesmo.”

Todos os outros atributos... você poderia jogar todo o kit e a cambada com aquele... tempo, espaço, habilidades, aptidões, personalidade... você que o diga. Tamanho, graus, atributos, níveis... todos são ‘os outros atributos com os quais buscas manter oculta a verdade acerca de ti mesmo.’ A verdade sobre o nosso Ser é completamente Abstrato. Não existem níveis na verdade sobre o nosso Ser, nem intervalos, nem graus.

“O tempo não leva nada embora, nem é capaz de restaurar. E, no entanto, fazes um estranho uso dele, como se o passado tivesse causado o presente, que não é senão uma conseqüência na qual não se pode fazer mudança alguma, posto que a sua causa se foi.”

Aí está uma grande sentença porque aí que isso leva embora todos os fundamentos do mundo. É o uso estranho que você dá ao tempo, como se o passado tivesse causado o presente, que precisa ser deixado partir. E você vê que a última parte da sentença, ‘que não é senão uma conseqüência na qual não se pode fazer mudança alguma, posto que a sua causa se foi.” É assim que o ego pula o presente. Se o passado causou o presente, então o presente é apenas um efeito. Não há nenhuma maneira de mudar isso. Você está afundado, você está determinado. O ego diz, só pula o presente porque...

Participante 1: Não há nada que você possa fazer quanto a isso.

Orador: Não há absolutamente nada que você possa fazer, diz o ego, porque o passado causou o presente.

Participante 1: Eu nunca tinha visto isso desse jeito antes.

Orador: Então você consegue ver porque a tempo linear tem que colapsar, a mente tem que deixar a crença no tempo linear partir porque diferente do que foi você volta para o determinismo. Por exemplo, em termos de psicologia: ‘você é um produto do seu ambiente’ ou ‘você é um produto do seu condicionamento passado’.

“Entretanto, a mudança tem que ter uma causa que dure, ou ela não permanecerá. Nenhuma mudança pode ser feita no presente se a sua causa é o passado. Tal como usas a memória, nela tu só manténs o passado e assim ela constitui uma maneira de manter o passado contra o agora.”
Então se voltarmos para a nossa analogia do computador, a mente equivocada fica chamando os programas e aí está o seu uso da memória. Se no computador havia uma pequena seção que era a memória de Deus ou a memória do Presente ou do Espírito Santo, a mente equivocada nunca invoca esse programa. Ela sempre volta para a cripta gigantesca do passado e continua solicitando memórias dela. Em vez disso ela literalmente precisa invocar a Memória do Presente.

“Não te lembres de nada do que ensinaste a ti mesmo, pois foste mal ensinado. E quem manteria uma lição sem sentido em sua mente, quando pode aprender e preservar outra melhor? Quando as antigas memórias de ódio aparecem, lembra-te de que a sua causa se foi. E assim não podes compreender para que servem.”

Isso encaixa justamente com todas as lições do livro de exercícios tais como ‘Nada do que vejo significa coisa alguma’ e ‘Eu não compreendo para o que qualquer coisa serve.’ É por isso que essas lições são tão importantes porque a mente tem que aceitar essas idéias em relação ao que os olhos do corpo parecem ver e ouvir. É aí que a desorientação pode entrar. É para isso que a vida foi construída, no sentido de vida diária seqüencial, e o que ele está dizendo é que quando ‘as antigas memórias do ódio aparecem,’ em qualquer forma que pareçam tomar, lembre-se que a sua causa se foi e então você não pode compreender para que elas servem. Isso significa, não tente decifrar. Não tente racionalizar isso ou quebrar em partes. Você não pode compreender para o que elas servem. Pare de tentar. E isso se encaixa naquilo que você tem recebido em seu diário sobre ‘você ainda pensa que sabe’, e isso se aplica diretamente a isso. Então agora nós vamos pegar a idéia da substituição para um novo propósito ou uma nova causa.

“Não permitas que a causa que queres dar a elas agora seja aquilo que fez com que fossem o que eram ou pareciam ser. Fica contente porque ela se foi, pois é disso que terias que ser perdoado. E vê, no seu lugar, os novos efeitos de uma, causa aceita agora, com conseqüências aqui. Elas te surpreenderão com sua beleza. As novas idéias antigas que trazem consigo serão as felizes conseqüências de uma Causa tão antiga que em muito excede o alcance da memória que a tua percepção pode ver.”

Temos falado das idéias que não são de Deus, elas não podem ser compartilhadas na realidade, e a tentativa de compartilhar esses conceitos e idéias é que parece fazer o mundo ter realidade objetiva. A mente não só inventa um sonho no qual as figuras do sonho parecem vir e reforçar a realidade do mundo, a mente não só dá um rótulo para aquela figura do sonho e chama a figura do sonho por um nome específico, como também a figura do sonho responde ao nome. Isso é bem convincente, que existe uma realidade à parte da mente, sem ver que a mente está fazendo o chamar e o responder, por assim dizer, e é tudo uma tentativa delusória. Eu vejo fulano e beltrano e eles dizem ‘oi!’. Eles respondem àquele nome. Então é por isso que todos os sentidos e tudo que vem através dos sentidos apenas testemunham a realidade do mundo. Parece haver duas pessoas ou duas mentes concordando com alguns conceitos fictícios inventados e parece ter uma realidade por causa disso. Então nossa próxima citação pula para frente, para o Capítulo 26:

Continuar na Parte 3


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