‘Professor dos Professores’
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Preparando a Fundação || Desaprendendo o Mundo || Transferência do Treinamento

Revertendo Efeito e Causa;
Chegando no Fundo da Crença do Tempo Linear
Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4


Orador: Nós vamos começar com uma sessão de ensino / aprendizado sobre causa e efeito. E estamos começando com a seção do Curso intitulado ‘Causa e Efeito’.

“Podes ainda reclamar do medo, mas apesar disso persistes em amedrontar a ti mesmo. Eu já indiquei que não podes pedir a mim que te libere do medo. Que sei que o medo não existe, mas tu não sabes. Se eu interviesse entre os teus pensamentos e os resultados, estaria adulterando uma lei básica de causa e efeito, a lei mais fundamental que existe dificilmente eu poderia te ajudar se depreciasse o poder do teu próprio pensamento. Isso estaria em oposição direta ao propósito deste curso. É muito mais útil lembrar-te de que não vigias os teus pensamentos com suficiente cuidado. Podes sentir que, nesse ponto, seria necessário um milagre para capacitar-te a fazer isso, o que é perfeitamente verdadeiro. Não estás habituado ao pensamento da mente disposta ao milagre, mas podes ser treinado para pensares deste modo. Todos os trabalhadores em milagres necessitam deste tipo de treinamento. Eu não posso permitir que deixes a tua mente sem vigilância, ou não será capaz de ajudar-me. Trabalhar com milagres implica na realização do poder do pensamento de forma a evitar criações equivocadas. De outro modo, será necessário um milagre para endireitar a própria mente, um processo circular que não promoveria o colapso do tempo para o qual o milagre foi intencionado. O trabalhador de milagres tem que ter respeito genuíno pela verdadeira lei de causa e efeito, como uma condição necessária para que o milagre ocorra.”

De um certo modo é isso que estamos fazendo aqui. Tentando ter um claro e genuíno respeito pela verdadeira causa e efeito. E eu acho que o primeiro parágrafo realmente traz o ponto de partida que é definitivamente um trabalho interior, já que não há nada que possa interferir entre os nossos pensamentos e seus efeitos. Realmente isso traz de volta à nossa responsabilidade e nada mais. É a nossa própria responsabilidade com a nossa própria mente.

“Tanto os milagres quanto o medo vêm dos pensamentos. Se não estás livre para escolher um deles, também não estarias livre para escolher o outro. Escolhendo o milagre, rejeitaste o medo, mesmo que apenas temporariamente. Tens estado amedrontado com todas as pessoas e todas as coisas. Tens medo de Deus, de mim e de ti mesmo. Tu nos percebeste mal ou nos criaste equivocadamente e acreditas no que fizeste. Não terias feito isso se não tivesses medo dos teus próprios pensamentos. Os que têm medo não podem deixar de criar de forma equivocada, porque percebem equivocadamente a criação. Quando crias de forma equivocada, estás em dor. O princípio de causa e efeito agora vem a ser um real expedidor, embora apenas temporariamente. De fato, “Causa” (com C maiúsculo) é um termo que propriamente pertence a Deus e Seu “Efeito” (com E maiúsculo) é o Filho de Deus. Isso acarreta um conjunto de relações de Causa e Efeito totalmente diferentes daquelas que introduzes na criação equivocada. O conflito fundamental nesse mundo, portanto, se dá entre criação e criação equivocada. Todo medo está implícito na segunda e todo amor na primeira. O conflito é, portanto, um conflito entre amor e medo.”

Então sem precipitar demais, nós podemos dizer que toda criação equivocada é a mente errada e isso é o avesso porque causa e efeito são separados e revirados. E parece que alguma coisa no mundo ou no cosmos é a causa do estado de medo e transtorno. E toda a criação ou os relacionamentos da verdadeira causa e efeito seriam refletidos na mente certa, na qual a mente é vista como sendo causativa e não estando à mercê da coisa alguma.

“Já foi dito que acreditas que não podes controlar o medo porque tu mesmo o fizeste e a tua crença nele parece deixá-lo fora do teu controle. No entanto, qualquer tentativa de resolver o erro tentando dominar o medo através da maestria é inútil. De fato, ela afirma o poder do medo pela própria suposição de que o medo tem que ser domado.”

Então poderíamos dizer que tudo é mágica neste mundo; todas as tentativas para proteger o corpo, abrigar o corpo, assegurar o corpo, melhorar o corpo e tudo mais neste mundo é de certa maneira uma mudança externa para reduzir o medo. Então o medo não é realmente reconhecido onde ele está, nem o qual é a sua verdadeira causa. Acredita-se que esteja do lado de fora na tela. Então se o medo é que eu vou passar fome até morrer ou me afogar numa inundação ou ser varrido por um furacão... todas as barricadas que são armadas sejam elas seguros corporais ou de saúde tais como vacinas contra a gripe e manutenção preventiva para tudo. É tudo uma tentativa de dominar o medo.

Participante 1: … eliminando o que se acredita equivocadamente ser a causa dele.

Orador: E é claro, isso não funciona porque a causa do medo não está no mundo. Isso foi armado desse jeito para parecer estar lá fora. Mas todas as tentativas para lidar com isso é apenas mágica. E a razão pela qual a mágica é tão acreditável é porque ela parece funcionar. Se eu realmente ganho muito dinheiro, se eu realmente tenho um monte de seguros, se eu realmente venho a ser civilizado e manso e uso a tecnologia que parece me rodear com os melhores meios disponíveis para manter o corpo saudável, protegido, seguro e assegurado, então o erro, que é o que na verdade está ocorrendo na mente, é duplamente protegido da consciência porque a mágica da projeção parece funcionar.

É por isso que parece que algumas pessoas que vão ao programa dos 12 passos ou pessoas que chegam no fundo do poço podem ser mais abertas e prontas para uma mudança da mente, uma transformação espiritual, porque elas tentam certas coisas e nada parece funcionar. Elas chegam no ponto onde sentem que suas vidas são ingovernáveis e precisam de alguma outra coisa além delas para fazer uma mudança.

A projeção é uma defesa sutil e sedutora. Parece que no mundo há pessoas desprivilegiadas, países desprivilegiados, e então a abundância é assim associada com riqueza material e tecnologia e avanços na medicina. Não é absolutamente visto que tudo isso é um encobrimento ou um escudo para tentar resolver o medo através da mágica e mantê-lo na consciência. O mundo não é absolutamente onde o medo está. Então é bem furtivo. A verdadeira resolução está inteiramente na maestria através do amor. Poderíamos dizer que escolher um milagre é essa maestria através do amor já que o perdão é um reflexo do amor. Anteriormente, na semana passada, nós entramos na discussão sobre os desejo na mente e toda a coisa sobre repressão e indulgência. Tentar reprimir e bloquear os pensamentos da consciência não faz nada porque eles simplesmente emergem novamente. A repressão não se livra deles. E indulgência, ou usar a mágica e perseguir os caminhos do mundo até a enésima potencia numa tentativa de resolver o problema ou escapar do medo, da solidão, do isolamento também não funciona. Nenhuma dessas defesas funciona. Mas a verdadeira resolução, que seria o milagre, pode ser escolhido em qualquer instante. E isto irá funcionar porque ele acaba com o isolamento e a experiência do medo e raiva e solidão e conflito.

“Nesse ínterim, contudo, o senso de conflito é inevitável, já que te colocaste em uma posição na qual acreditas no poder que não existe.” De volta à mágica, de volta ao mundo. “Nada e tudo não podem coexistir. Acreditar em um é negar o outro. O medo na realidade é nada e o amor é tudo. Sempre que a luz penetra na escuridão, a escuridão é abolida. O que acreditas é verdadeiro para ti. Nesse sentido, a separação ocorreu e negá-la é meramente usar a negação de maneira imprópria. Porém, concentrar-se no erro é apenas mais um erro. O procedimento corretivo inicial é reconhecer temporariamente que existe um problema, mas só como uma indicação de que é necessário uma correção imediata. Isso estabelece um estado na mente no qual a Expiação pode ser aceita sem adiamento. Contudo, deve-se enfatizar que, em última instância, nenhuma transigência é possível entre tudo e nada.”

Eu acho que isso foi parte da discussão que entramos ontem quando eu disse que negar que há um problema não é útil. Mas ter um senso de que há um problema na consciência (ex: eu me sinto transtornado, deprimido, incomodado ou bravo ou sei lá o que) é apenas temporariamente necessário para ver que há um problema, mas então deveria ser instantaneamente entregue ao Espírito Santo porque não há nenhum valor em se agarrar ao problema ou se agarrar ao pesar ou qualquer coisa que o transtorno pareça ser.

Participante 1: E negar isso mantém isso duplamente removido de qualquer tipo de solução.

Orador: Pela última declaração, “Contudo, deve-se enfatizar que, em última instância, nenhuma transigência é possível entre tudo e nada” você pode ver que tudo que precedeu isso era apenas um passo no processo porque à medida que se vem a ter a mente voltada para o milagre e se começa a habitualmente escolher o milagre, então esse procedimento corretivo inicial de reconhecer o problema desaparece. Eu usei o exemplo de manter uma tocha na frente em vez de dizer ‘Eu tenho um problema onde está a minha tocha?’ Cada vez mais, à medida que você vem a ter habitualmente a mente voltada para o milagre e conforme você vê a causa e o efeito em seus verdadeiros relacionamentos você pode manter a sua tocha (Propósito) lá na frente. Ou como será dito muito mais tarde no Curso na seção ‘Estabelecendo a Meta’, a meta pertence ao início. Então mais adiante em regras para decisões ele diz, ‘você deve reconhecer que é muito mais fácil ter um dia feliz se você lembrar que pergunta fazer e você manter o seu propósito na frente do que tentar entender isso depois que pareceu ter escorregado e tentar recuperar o senso de paz’. É muito mais difícil recuperar do que simplesmente manter-se firme na sua mente e manter a mente na frente. Mas isso está logo aí no texto então é mais apropriado falar sobre reconhecer o erro onde ele está - na mente.

“O tempo é essencialmente um instrumento através do qual pode-se desistir de toda a transigência a esse respeito. Ele apenas parece ser abolido por etapas, porque o tempo em si mesmo envolve intervalos que não existem. A criação equivocada fez com que isso fosse necessário como medida corretiva.”

Ele está dando uma dica aí, porque parece ser um processo no tempo. Mas Jesus diz que em última instância não pode haver transigência entre o tudo e o nada, então é assim que ele está pressagiando que vai ser um completo instante de perdão e que toda essa idéia de processo é uma metáfora.

“A declaração ‘Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pareça, mas tenha a vida eterna’ só precisa de uma leve correção para ser significativa nesse contexto: ‘Ele o deu ao Seu Filho unigênito’”.

Então, se nós reformularmos a frase ‘ele deu ao Seu Filho unigênito’ mais uma vez de um ponto de vista físico isso não faria sentido porque Deus não conhece a forma. Mas o que nós podemos dizer é que Deus deu o mundo real para o seu Filho unigênito. Em outras palavras, quando o Espírito Santo Respondeu o sonho da separação o Espírito Santo fez o mundo real. Não criado em Espírito, mas fez o mundo real como uma correção para o mundo perceptual distorcido que foi feito pelo ego como um ataque a Deus.

“Deve-se notar especialmente que Deus só tem um Filho.”

Então, ele começa a sentença dizendo que Deus tem só tem um único Filho e então ele vai falar sobre partes e Filiação. Mais uma vez tem que ser uma metáfora porque o Espírito unificado é o Filho de Deus, ou Cristo. Entretanto para uma mente que acredita firmemente na separação é um bom passo no processo falar sobre partes do todo, por assim dizer, como se existissem partes num todo. E nós falamos sobre isso e assim por diante em termos de mente. No Curso geralmente é descrito como se cada irmão tivesse sua própria mente. E em muitas seções está escrito nessa metáfora... O professor de Deus pode mudar a mente dos pacientes? … e isso e aquilo. Quando na verdade, na direção da coisa com que estaremos trabalhando é que em última instância só há um Filho de Deus, só há uma Mente. E num sentido metafórico com o ego, só há um ego. E em última instância, na realidade, não há nenhum ego.

“Se todas as Suas criações são Seus Filhos, cada um tem que ser uma parte integral de toda a Filiação. A Filiação, em sua unicidade, transcende a soma de suas partes. Todavia, isso fica obscuro enquanto qualquer uma de suas partes está faltando. É por isso que, em última instância, o conflito não pode ser resolvido até que todas as partes da Filiação tenham retornado. Só então pode o significado da integridade em seu verdadeiro sentido ser compreendido. Qualquer parte da Filiação pode acreditar no erro ou no in-completo, se assim escolher. Todavia, se o faz, está acreditando na existência do nada. A correção desse erro é a Expiação.”

Participante 1: Eu li aquela parte sobre a ‘Unicidade transcende a soma das partes’ e eu penso na experiência da sinergia de unir-se com uma outra pessoa e manter a intenção nesse nível metafórico do outro ser um outra pessoa. Mas certamente parece haver uma sinergia quando dois se unem é melhor do que duas vezes um.

Orador: Eu também acho que isso é bem precipitado no texto e se pode concluir pela leitura alguma coisa como: ‘todavia, isso fica obscuro enquanto qualquer uma de suas partes está faltando’ que isso vai ser um longo, longo processo de correção. Com esta declaração poderia se concluir que é um processo longo. A citação que está vindo para mente é ‘assim como a separação ocorreu no decurso de milhões de anos, o Juízo Final vai se estender por um período similarmente longo e talvez até mais longo.’ Então você pode pegar uma declaração como a que acabamos de ler e uma da página 36 e dizer que este processo de correção vai literalmente levar mais de milhões de anos baseado nessas declarações. Mas, mais uma vez isso está dentro de um contexto do tempo. Se você realmente olhar para o que isso quer dizer em outras partes do texto o que ele diz é que o tempo não existe, que isso só leva um instante, que uma vez que a mente é curada todas as mentes são curdas. Olhando para esses tipos de coisas que estão incrustados nas partes posteriores do texto e em todo o livro de exercícios. Eu diria que essas declarações são muito mais declarações do tipo o topo do degrau, o topo da escada. Esta declaração inicial pressupõe que vai ser um processo muito, muito longo. Também volta para coisa que estávamos falando - a percepção de que se eu aceito a minha parte na Expiação, então eu fiz a minha parte, mas as muitas outras partes terão que fazer a parte delas. E quando eu aceito a minha parte completamente e retorno à Criação com o meu pai, que este mundo de tempo e espaço continuará por milhões de anos até o tempo em que cada parte tenha aceito a expiação, e mais uma vez você está se afastando da realidade metafísica de última instância que nada do tempo-espaço pode jamais existir em absoluto.

Como pode todas as mente serem curadas em todos os lugares e todos os tempos? É isso o que ele diz no livro de exercícios. Se eu aceito a Expiação, então é assim que o mundo é salvo, a salvação do mundo depende de mim, a salvação do cosmos depende de mim. Você consegue ver esses dois ângulos. Um insinua que não existe nenhum mundo ou cosmos fora da minha mente e quando eu aceito a correção isso toma conta dos cosmos. Este é um salto enorme do sentido linear que como um fragmento, quando eu aceito a Expiação, então todos os meus irmãos têm que aceitar a Expiação também, e isto levará milhões de anos antes que a mente seja curada. Mas, uma coisa não pode ter nada a ver com a outra. Então um é obviamente mais profundo que o outro. E eu acho que esta é uma das áreas onde há muita confusão quando as pessoas trabalham com o Curso.

Participante 1: Inicialmente eu estava muito confuso com o fato de haver diferentes níveis representados no Curso. Assim que eu achava que eu estava começando a entender uma idéia, então eu me deparava com uma outra idéia que parecia contradizer o que eu pensava que estava começando a entender, não percebia que eram apenas representações de diferentes níveis.

Orador: Uma vez que um degrau é transcendido isso parecia ser apenas o que era, uma metáfora ou um salto no passo do processo. E isto faria sentido porque a mente acredita que a percepção é fragmentada e tem todos esses conceitos e crenças e níveis. O Curso é escrito com declarações em todos esses aparentes níveis da consciência e em última instância há uma declaração que diz, ‘você aprenderá inteiramente este curso ou não aprenderá em absoluto.’ Basicamente o que ele está dizendo é que quando você alcança o topo da escada que a escada desaparece. Literalmente esta é uma jornada sem distância para uma meta que nunca mudou. E agora, agora mesmo, é o único tempo que você pode aceitar a Expiação porque exatamente agora é tudo que existe. O tempo é simultâneo. Ele não é seqüencial, não é linear. Quando você realmente transcende esses níveis, então toda a idéia de processo simplesmente colapsa nele mesmo. Não faz sentido porque não pode ser ambos um instante e um processo. A mente pode tentar vacilar ou oscilar para frente e para trás e é só uma questão de chegar ao esclarecimento disso. E também estamos sendo chamados, num sentido metafórico, para sermos professores de Deus - para falarmos com nossos irmãos de experiências que estão além deste mundo, que o que está por vir já aconteceu. Essa é uma idéia de alcance bem distante, mas quando falamos disso, estaremos falando como o Espírito nos usa, isso também virá como o Curso em diferentes degraus. Então se você acaba voltando e revendo todas as suas escritas e suas fitas ou conversas com todas as pessoas você encontraria um mosaico de passos na escada, muito parecido com o próprio Curso. É isso que você faz se você ler os ensinamentos de Jesus, quando você lê o Livro de Urântia ou qualquer outra coisa. Você vê claramente que algumas declarações obviamente são ditas no nível do ouvinte e outras vezes o autor está falando com uma mais profunda compreensão metafísica. ‘O reino do Céu está ao alcance das mãos’ é um bom exemplo daquela coisa instantânea que estamos falando sobre descrever os ‘mensageiros do reino’ ou ‘a luz do mundo’ ou ‘você seguirá em frente e levará a minha mensagem para todas as partes da terra’ e assim por diante, todas essas declarações certamente não chegam perto da pureza metafísica do ‘o reino do Céu está ao alcance das mãos.’ O fato verdadeiramente religioso é que agora é o tempo da Correção, não no futuro. Realmente não existe nenhum futuro, e isso é um grande pulo.

“Já falei brevemente sobre a prontidão, mas alguns pontos adicionais podem ser úteis aqui. A prontidão é apenas o pré-requisito para a realização. As duas não devem ser confundidas. Assim que ocorre um estado de prontidão, usualmente existe algum desejo de realização, mas isso não significa necessariamente que ele não seja dividido. Esse estado não implica em nada mais do que um potencial para a mudança da mente. A confiança não pode se desenvolver plenamente enquanto a maestria não tiver sido conseguida. Nós já tentamos corrigir o erro fundamental de que o medo pode ser domado e enfatizamos que a única maestria real é através do amor. A prontidão é só o começo da confiança. Podes pensar que isso implique na necessidade de uma enorme quantidade de tempo entre a prontidão e a maestria, mas permita-me lembrar-te que o tempo e o espaço estão sob o meu controle.”

Isso faz lembrar de ‘você pode acreditar que a sua realização da meta do Espírito Santo está longe no futuro’ e que pode ser um pensamento deprimente. Mas, posteriormente no texto ele nos lembra que esse não é necessariamente o caso, que o tempo está sob o uso do Espírito Santo. É um jeito todo novo de pensar sobre o tempo e espaço. Eu estava conversando com o Craig outro dia e ele disse, “Talvez eu tenho esse retrocesso porque eu sinto como se tivesse uma lista de razões para que eu queira mudar para Chicago; os prós e contras. Eu venho tentando estabelecer isso... estabelecer isso e aquilo... e então se eu tiver o dinheiro suficiente e as condições certas, então estou pronto para ir.”

Participante 1: Na busca espiritual?

Orador: Sim, mas profundamente dentro da busca espiritual. E isso foi quando discutimos a idéia de que tudo o que é necessário é prontidão da nossa parte e disponibilidade para ter os milagres apresentados através de nós, e Jesus arrumará tempo e espaço para nós. Literalmente o tempo está nas mãos do trabalhador de milagres. O trabalhador de milagres não está preso no tempo, tipo tentando abrir seu caminho da melhor forma que ele pode.

Participante 1: Então ele pode sair e apresentar milagres...

Orador: Mas literalmente tudo que é necessário é prontidão e então o tempo e o espaço são arranjados. Até mesmo com os intensivos que fazemos ou essas sessões que temos, é só a nossa disponibilidade e nossa prontidão que arranja o tempo e espaço para o ensinamento e aprendizado para nós estendermos os milagres e estender a clareza. Não é que temos que passar por todo um processo para arrumar todas essas coisas, e deduzir quem vai vir e tudo isso e aquilo. Esse é o jeito do mundo de fazer as coisas, tirar uma produção disso ou alguma coisa. É um sentido realmente diferente. Tudo o que eu tenho que ter é disponibilidade.

Participante 1: Isso é quando é realmente sem esforços, eu acho. É quando a intenção é forte e simplesmente se desdobra disso.

Orador: Tem sido chamado do sincronicidade. Para os olhos do mundo parece que as coisas simplesmente clicam e fluem tão sem esforços, tão facilmente, tão em sincronia. E num certo sentido para a mente que está pronta e capaz e disposta a apresentar um milagre, tudo é simplesmente alinhado para ela. Ok, bem acho que é o fim dessa sessão. A próxima é sobre o Capítulo 14, seção 3. Parágrafo cinco, sentenças um à nove, A Decisão a Favor da Inculpabilidade.

“O milagre te ensina que escolheste a inculpabilidade, a liberdade e a alegria. Não é uma causa, mas um efeito. É o resultado natural da escolha certa, atestando a tua felicidade que vem da escolha de estar livre da culpa. Todos aqueles a quem ofereces a cura a devolvem. Todos aqueles a quem atacas, guardam e valorizam esse ataque mantendo-o contra ti. Se fazem isso ou não, não fará nenhuma diferença, tu vais pensar que fazem. É impossível oferecer o que não queres sem essa penalidade. O custo de dar é receber. Ou uma penalidade que te fará sofrer, ou a aquisição feliz de um tesouro a ser valorizado.”

Participante 1: Então a causa é a mentalidade certa. E o efeito é o milagre. É isso que está dizendo?

Orador: O milagre é apenas um lembrete da Causa. ‘O Espírito Santo não olha para os efeitos, mas tem olhado para depois da causa’ - então Ele vê a falsidade dos efeitos do mundo porque Ele vê que todos eles vêm de uma falsa causa, e Ele lembra a mente da Causa que é o presente. Então quando diz, ‘o milagre não é uma causa, mas um efeito’ é como aquilo que você estava dizendo, é um efeito por escolher a mente certa.

Uma outra maneira que podemos falar sobre isso é que o mundo apenas testemunha aquilo que a mente quer. E se a mente escolhe a mente certa, o milagre testemunha essa escolha. Ele testemunha a inculpabilidade e a liberdade e a alegria.
A próxima citação é do mesmo capítulo.

“Aqueles que lembram sempre que nada conhecem e que vieram a estar dispostos a aprender todas as coisas, irão aprendê-las. Mas sempre que confiarem em si mesmos, nada aprenderão. Destruíram sua motivação para aprender por pensarem que já sabem. Não penses que compreendes coisa alguma enquanto não passares pelo teste da paz perfeita, pois a paz e a compreensão ao juntas e nunca podem ser achadas sozinhas. Cada uma traz a outra consigo, pois é a lei de Deus que não sejam separadas. Elas são causa e efeito uma da outra e, assim, quando uma está ausente, a outra não pode estar.”
Participante 1: Então neste sentido, está claro que a menos que eu esteja constantemente num estado de paz, eu não sei nada. Se eu simplesmente preciso ser lembrado que eu não sei nada, pode ser se eu reconhecer isso que eu não estou sempre num estado de paz.

Orador: Isso chama à mente algumas diferentes passagens no Curso. Uma no texto é aquela que diz, ‘você ainda acredita que a sua compreensão é uma contribuição essencial para a verdade.’ Está falando com a mente ego, ou a mente equivocada. E em outra parte refere-se àquilo que a Bíblia chamou de ‘a paz de Deus que excede o entendimento’. Está falando sobre aceitar a Expiação, sobre estar na sua mente certa. É isso o que significa entender. Isso também poderia significar ser o ‘sonhador do sonho’, ter revertido completamente a causa e os efeitos em todos os aspectos. Não ter confusão, estar absolvido do conflito. E tudo isso é igualado a compreensão e paz. Aí eles são quase usados de modo intercambiável. Eles são causa e efeito, um para o outro. Onde um está ausente, o outro não pode estar. Isso me faz lembrar de outras partes no texto onde Jesus fala sobre ‘uma causa é feita uma causa pelo seu efeito’. Em outras palavras o Pai é o Pai por causa do Filho. Não no sentido de que o Filho criou o Pai, mas no sentido de que é isso que dá a Paternidade, através da criação. É apenas uma outra maneira de dizer que a causa e o efeito estão juntos, que a causa e o efeito não são separados e através do relacionamento caminham juntos.

Participante 1: Eles são simultâneos.

Orador: Sim. Não existe uma brecha entre eles. E no mundo, toda a idéia do tempo linear é uma brecha entre a causa e efeito. Como se alguma coisa tivesse entrado entre a Causa e o Efeito, o Pai e o Filho. Todo o objetivo do Curso é mostrar que isso é impossível. Idéias não deixam a sua fonte, causa e efeito são simultâneos. Uma outra maneira de dizer isso é que a mente obtém exatamente o que ela quer. E quando ela quer somente paz ela não pode perceber qualquer outra coisa senão um mundo pacífico. Mas, enquanto ela não estiver certa do que ela quer, então parece haver uma brecha entre causa e efeito. Está começando a aprofundar nessa coisa da causa e efeito. Ontem eu acho que a questão que foi levantada sobre a situação hipotética, a pior das hipóteses... e há alguns dias atrás quando eu estava no telefone com o Craig ele estava dizendo “Eu não consigo enxergar como você consegue seguir em frente sem conflito. E se eu te convidasse para almoçar no mesmo dia que você já tivesse dito que iria palestrar na Unity?” E eu descrevi para ele que ouvindo o Espírito Santo e seguindo essa Voz, isso elimina todos os conflitos. Não é mais um menu de opções. Você está seguindo a orientação interior e você está em um lugar onde você se sente como o sonhador do sonho porque você não está tentando mudar ou controlar o roteiro. Você está deixando se levar, observando alguma coisa que já aconteceu. É aí que entra a coisa do sem esforço. Você não está olhando para trás e dizendo ‘Isto poderia ter sido diferente.’ Ou ‘Nós precisamos fazer isso de uma forma diferente.’ E você também não está ansioso, planejando, esquematizando, forçando e tentando fazer com que isso funcione da melhor forma para você, que isso funcione do jeito que você quer.

Participante 1: O que parece realmente um fator-chave é que realmente só existe uma coisa que eu quero. O conflito só entraria se eu pessoalmente quisesse estar com Craig e se eu pessoalmente me sentisse obrigado a estar com a Unity ao mesmo tempo. Mas quando o meu desejo pessoal não é um fator, e tudo que eu quero é apenas ouvir e seguir o Espírito Santo, então isso tira todo o conflito disso.

Orador: A mente equivocada realmente acredita que ela tem opções e que quando ela está pensando “Eu queria estar em qualquer outro lugar menos aqui” então ela realmente acredita que existe ‘algum outro lugar’. Mas não existe. Causa e efeito são simultâneos. Não existe um algum outro lugar hipotético. De um certo modo, o roteiro está escrito e o resultado é sempre o que deve ser. Todas as coisas literalmente trabalham juntas para o bem. As sombras estão se movendo num padrão de Ordem Divina e é apenas uma questão de ver isso como um ‘sonhador do sonho’ ou de estar recuado e observando o que literalmente já aconteceu. E é aí que a facilidade e a paz entram. Tensão é acreditar que você está no sonho, que você é uma pessoa e está pensando “Eu poderia estar em algum outro lugar” ou “isso deveria ser diferente do que é”. O que quer que seja a hipótese é o que está passando na mente quando há algum conflito surgindo, há um senso de coerção: “Eu estaria fazendo isso se eu realmente fizesse do meu jeito, em vez disso” e a mente equivocada ainda está tentando separar a causa e o efeito. Está negando que a causa e o efeito são simultâneos, que é só uma projeção do pensamento.

Participante 2: Parece que toda vez que eu desejo estar em algum outro lugar, o pensamento é que eu poderia ter um efeito diferente, se eu estivesse fazendo alguma outra coisa ou se eu não gosto de onde eu estou... não me sentindo bem ou infeliz quando eu penso se eu estivesse em algum outro lugar, eu acho que mudaria como eu estou me sentindo. E isso é a reversão da causa e efeito.

Orador: Sim, essa é a resposta do ego para a separação. Ele está sempre resistindo a alguma coisa na forma, um pensamento de alguma coisa no futuro ou o pensamento de algum lugar imaginado. Se nós removêssemos essa pessoa e colocássemos esta pessoa em outro ambiente, ou com uma outra pessoa ou as condições seriam diferentes...etc.
Participante 1: As coisas seriam melhores se fossem diferentes disso... Eu me vi pensando sobre isso ontem à noite quando estávamos assistindo aquele filme na TV e havia tantas pausas longas para os comerciais entre os segmentos e eu me lembro de estar sentando pensando, “Ah, você acha que seria melhor se fosse diferente. Você acha que seria melhor se não tivesse nenhum comercial.”

Orador: Essa é uma versão sutil da mesma coisa. Em última instância se nós voltarmos para o auto-conceito e a divisão do sujeito / objeto você verá o que está por baixo... ‘Eu acho que eu estaria melhor se eu estivesse num lugar diferente’... é que eu sou uma pessoa. Não é visto que eu estou em todos os lugares, não faz sentido pensar que eu posso ir para um outro lugar ou situação sem a crença que eu sou esse pequeno, minúsculo fragmento, uma pessoinha. O reconhecimento de última instância é que se o cosmos inteiro ou o mundo inteiro é apenas uma projeção da mente, esse cosmos é o efeito desta causa errônea ou a crença que eu sou separado.

Uma outra coisa também. Parece que certos eventos que são seqüenciais e que alguns eventos ocorreram na semana passada, ou ontem ou décadas atrás - como Cleópatra séculos atrás. Mas, o Curso está nos ensinando que essas coisas parecem ter sido projetadas da mente em termos de tempo. São vistas como ocorrendo há muito tempo atrás, e quanto mais perto se chega de onde parece ser projetado é pensado como espaço. Este polegar e Cleópatra não parecem ter muita relação, ainda assim ambas são idéias. Uma foi projetada pela minha mente em termos de tempo ‘vivendo séculos atrás’ e este polegar parece estar muito literalmente perto ao alcance das mãos! Este polegar está a tantas polegadas de distância. Muito perto do projetor. Ao passo que os eventos que parecem ter ocorrido muitos anos atrás ou séculos atrás foram projetados além da mente para o tempo. Mas, idéias não deixam sua fonte. Cleópatra está na mente errada assim como esse polegar. Isso começa a colapsar o tempo quando você começa a ver que não existe tempo seqüencial. Que é só uma tentativa do ego de manter a causa e o efeito separados um do outro, para inventar um tempo seqüencial e acreditar que eu sou um fragmento movendo no tempo e através do tempo linear. Ou que eu sou um fragmento linear, até mesmo com um passado uma história pessoal e um futuro por vir.

Participante 1: Então, você tomaria o programa de TV como um exemplo... com o meu pensamento que havia comerciais demais e seria melhor se não houvesse comerciais.

Orador: Bem, isso volta para o ‘roteiro está escrito’ e o roteiro está rodando sozinho e até a idéia de que ‘se esses comerciais tivessem sido tirados, isso economizaria tempo.’ Em última instância o que economiza tempo é um milagre. Um milagre colapsa o tempo. O que é um milagre senão olhar para o mundo do sonho ou o roteiro de um ponto elevado, acima do campo de batalha, vendo a falsidade da coisa toda. É isso que é um milagre, um salto acima do campo de batalha onde você apenas reconhece o falso como falso. Ele não faz nada. Ele não tira os comerciais dos filmes. Ele realmente só lembra a mente que o que ela vê é falso e isso colapsa a necessidade do tempo.

Participante 1: Eu não acho que eu estava tão ciente do tempo que estava levando. Eu não sentia que eu estava querendo apressá-lo porque havia alguma outra coisa a fazer. Eu acho que a minha percepção era que os comerciais estavam interrompendo o fluxo do filme. Então, essa era a minha percepção equivocada... Eu estava segmentando, havia uma diferença na minha mente entre o filme e o comercial.

Orador: Que havia uma diferença entre as imagens do filme e as imagens do comercial... havia uma ordenação aí.

Participante 1: Certo.

Orador: Não apenas vendo imagens como imagens.

Participante 1: E querendo uma continuidade ‘deste conjunto’ de imagens, que não fosse interrompida por ‘aquele conjunto’ de imagens. Quando eu penso desse jeito, eu começo a ver o jeito que é, a quebra...


Continuar na Parte 2

 


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