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Abrindo-se para a Experiência do Relacionamento Real

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Parte 1

Participante: Minha intenção e interesse é dar uma olhada mais aprofundada e mais aproximada no significado do relacionamento. Eu sinto que não sei o que é relacionamento. Não está muito claro. Eu acho que é algo que eu realmente não estou ciente. Lá no fundo eu sinto que o relacionamento real é estar em União com Deus, mas isto está além da minha experiência. Então, tudo que acredito sobre relacionamentos não me trouxe a experiência que eu tenho almejado. Eu quero verdadeiramente conhecer a experiência do relacionamento real.

Orador: É um bom ponto de partida para você admitir que você não sabe o que é o relacionamento real. Você pode dizer as palavras “União com Deus,” porém você fala de uma coleção de palavras que não são a sua experiência. Você está declarando a sua intenção de vir para a experiência do relacionamento real. O que você acha que é um relacionamento real na sua vida?

Participante: Eu penso no relacionamento como uma experiência harmoniosa de conexão entre uma pessoa e outra pessoa.

Orador: Vamos começar olhando para o que as suas experiências têm sido. Você tem vivenciado desilusão.

Participante: Sim.

Orador: Em todas as tentativas que você tem se esforçado para estar em conexão, que você buscou para estar naquele relacionamento harmonioso que você procurou, você tem sido desiludido.

Participante: Sim, desiludido no casamento e até certo ponto em todos os meus relacionamentos.

Orador: Casamento, relacionamentos familiares, amizade, relacionamentos no trabalho, etc. todos têm sido mal sucedidos em atender o seu desejo de uma harmonia constante e uma experiência de conexão duradoura.

Participante: Sim. De uma forma ou de outra tenho sido desiludido em todos os meus relacionamentos porque eu não tenho encontrado felicidade duradoura, harmonia duradoura, sensação de conexão duradoura.

Orador: Como você define o relacionamento? Este é um ponto inicial no dissolver da desilusão e insatisfação que você vivencia. Você está ciente de todas as suposições e definições inconscientes que você mantém sobre conceitos de relacionamentos na sua mente? Você tem idéia da influência que esses conceitos exercem nas suas experiências deste mundo? Primeiro, nós temos que dar uma olhada em como você tem definido o relacionamento, pois a suas experiências do mundo resultam das suas crenças e conceitos e pensamentos sobre você mesmo e o mundo.

Participante: Eu noto que eu não estou definindo isso agora, ou pelo menos se eu estou definindo isso agora não é uma coisa consciente. Eu estou muito mais ciente de que eu não sei o que é... em vez de pensar que eu sei o que é.

Orador: Se você parece vivenciar desilusão, tenha certeza de que você acredita firmemente que você “sabe” o que não é verdadeiro. Desilusão não é uma experiência do Verdadeiro Conhecer, Sabedoria e Compreensão. Nós vamos juntos descobrir e liberar a falsa crença de tentar saber ou decifrar o mundo e o cosmos, ou neste caso o significado do relacionamento neste mundo. Vamos começar esta jornada juntos com o que quer que seja que venha à mente agora.

Participante: Bem, relacionamento parece ser entre pessoas. E, eu acho que um característica de um assim chamado “bom” relacionamento seria comunicação aberta.

Orador: E como você caracterizaria comunicação aberta?

Participante: Eu diria que comunicação aberta é uma disponibilidade de conversar sobre as coisas. É uma disponibilidade para pôr na mesa seus sentimentos e pensamentos e resolver as coisas. E esse resolver, eu acredito, provavelmente resulta na mudança de algum componente na forma. O que eu quero dizer com “componente na forma” é que uma mudança de circunstância é feita como um resultado daquele resolver ou solucionar ou conversar. Essa mudança deve ajudar a situação e essa mudança deve fazer uma diferença ou trazer uma solução para os problemas que surgem no relacionamento. E muitos problemas surgem num relacionamento, então há uma grande necessidade de comunicação aberta.

Orador: Você diz “problemas surgem num relacionamento,” então você definiu os problemas como alguma coisa errada dentro do relacionamento assim como você o percebe.

Participante: Sim.

Orador: E ao definir os problemas como estando “dentro do relacionamento,” você também acredita que alguma coisa precisa mudar “no relacionamento” a fim de haver uma solução para os problemas, assim haver a experiência da conexão e harmonia que você almeja.

Participante: Sim, é isso mesmo!

Orador: Então o problema assim como você o vê é definido em termos da forma e a solução para o problema é definido desta maneira também. Essas definições e esse método de resolver problemas algum dia funcionou para você? Você encontrou a felicidade e harmonia duradoura que você buscou nessa percepção do relacionamento?

Participante: Não, não, não! (Risadas)

Orador: (Sorrindo) A quantidade das suas tentativas foram suficientes?

Participante: Sim, sim, de novo e de novo. Era tão circular. A minha frustração era que a disposição estava lá para conversar sobre as coisas, mas nós não tínhamos idéia de como fazer isso. Quero dizer, eu acho que queríamos encontrar uma solução, mas não sabíamos como falar sobre isso. Nós simplesmente não sabíamos como fazer dar certo. Era como se estivéssemos perdendo uma grande oportunidade para encontrar o problema e então estávamos perdendo a oportunidade e resolvendo o problema, mas nós nem sabíamos disso. Então o problema nunca era resolvido -- surpresa, surpresa. Era muito circular. Na melhor das situações chegávamos a uma solução temporária que faziam as coisas parecerem melhores por um tempo. Mas, a solução nunca durava porque o mesmo problema ou um problema relacionado era sempre recorrente.
Eu acho que uma outra característica do relacionamento na minha mente, de um bom relacionamento, tinha a ver com longevidade construída no tempo. História compartilhada e dor compartilhada e alegrias compartilhadas e lutas compartilhadas eram tudo parte da construção de um bom relacionamento. Era uma combinação de altos e baixo, tudo isso. Longevidade fazia o relacionamento parecer mais forte embora houvesse muitos altos e baixos.

Orador: E o que aconteceu com essa noção?

Participante: Num certo ponto longevidade não fazia mais diferença em absoluto. Não era mais o fator firmava o relacionamento. Parecia esfarelar apesar de estarmos juntos por muitos anos.

Orador: Bem então, este é um bom começo, ver a desilusão de definir o relacionamento numa certa maneira e procurar por soluções para o problema numa certa maneira é ver a desilusão do padrão de tentar usar os relacionamentos para resolver uma falta interior percebida, um vazio que não foi resolvido. É um padrão de olhar para as formas e situações e resultado para resolver as sensações de vazio e falta de conexão e intimidade. Nós estamos juntos prestes a aprender que formas e resultados e situações são o passado, então quando eu quero consertar alguém, quando eu quero mudar alguém, quando eu quero que uma situação mude, um comportamento mude, de fato, eu estou com esperanças mudar o passado para resolver um conflito interno. A crença é que uma mudança na forma é uma mudança real e irá resolver o conflito.
Participante: Como assim? O que você quer dizer com procurar mudar um comportamento, seja o comportamento de uma outra pessoa ou até mesmo o meu comportamento, ou querer uma mudança na minha situação -- é ter esperanças de mudar o passado?

Orador: Bem tudo é verdadeiramente perfeito Como É exatamente agora, porém as sensações de vazio, sensações de falta de conexão e sensações de falta de intimidade são todos só sintomas da crença que as coisas seriam melhores se elas fossem diferentes do que são. O mundo das imagens é o passado, e o desejo de mudar as imagens é o desejo de mudar o passado. Este é um reflexo da crença que só se pode encontrar aquilo que se procura se alguma coisa mudar na forma. É a exigência que o passado seja diferente, em vez de se abrir para a idéia da cura de que somente uma mudança na mente é necessária para resolver o aparente conflito. Esta mudança da mente só pode ocorrer no presente, e só pode oferecer a consciência de que o passado se foi.

Participante: Como eu chego a essa consciência, a consciência de que o passado se foi?

Orador: É essencial começar a reconhecer que a solução de todo o conflito está dentro da mente. Você tem que estar disposto a olhar para dentro da sua mente antes que possamos realmente chegar no problema ou reconhecer a Solução. O problema evidente é resolvido conforme é trazido para a Solução interior, e é por isso que tudo é verdadeiramente perfeito Como É exatamente agora. A Solução interior não conhece oposto.

Nossa discussão deve necessariamente incluir metafísica ou uma disponibilidade para ir além do físico, além do que é percebido com os cinco sentidos. Nós devemos estar abertos para a Verdade do nosso Ser em Deus. Só no presente, neste exato instante, o Momento Vivido, está a verdadeira liberdade e liberação.

Participante: Ok. Estou disposto a olhar isso muito profundamente. Eu quero verdadeiramente encontrar paz que dure e uma Intimidade que seja Constante. Estou disposto a fazer o que for necessário. Quais são algumas metafísicas básicas que precisamos explorar? Parece que você está pressupondo que eu tenho um monte de crenças e suposições inconscientes que eu preciso questionar. É este o caso?

Orador: Devemos questionar juntos tudo aquilo que se tem acreditado ser verdadeiro. Devemos desde o início não manter que nenhuma crença é assustadora ou está além do questionamento. Pois não poderemos vivenciar o que está além do físico a menos que estivermos dispostos a questionar tudo que acreditamos ser verdadeiro. Você entende a direção que a nossa discussão deve seguir?

Participante: Sim, eu vejo a direção que estamos indo. Nós estamos olhando para questões muito básicas, questionando a exata natureza da realidade, a exata natureza do que é real. É perguntar aquelas questões: “O que é Deus? Quem sou eu? Qual é o significado da vida?” É para onde estamos indo com tudo isso, não é?

Orador: Isso mesmo! Vamos ser muito diretos e honestos. Despertar para a Verdade é o simples reconhecimento que Deus é real e que o Amor é real, e que não há nenhum oposto para um Deus Amoroso. Mente Divina, Sendo Uma com Deus, é Criada para ser uma Criadora. Espírito, Sendo e Criando na semelhança de Deus, é Espírito. Como Deus é Espírito, assim é Toda Criação. Então, o Estado natural da Mente é Pura Criatividade. Criação é a extensão de Deus. E Ser um com Deus é estender como Deus estende. Isto é o que Jesus se refere como o Reino do Céu.

Percepção, como um contraste agudo, é uma distorção da habilidade Criativa. E a projeção faz a percepção. Em outras palavras, parece haver pensamentos ilusórios na mente que não foram Criados por Deus e que parecem ser projetados ou “sair” fora da Mente de Deus. Na verdade isto é impossível, pois Idéias não deixam a sua Fonte, e O Que Deus Cria como Um é Um para sempre. Criação equivocada é projeção e isto é sempre uma distorção da Realidade. Toda percepção é irreal, e neste sentido é porque não tem nenhuma origem divina. A percepção foi feita em vez de Criada e, portanto, não pode ser real.

Então em termos bem básicos, a Mente foi Criada para ser uma Criadora, não uma percebedora. Percepção é o desejo de ser “alguma coisa” que Você, como Espírito, não é. Este desejo parece ter tomado forma. Então, todo o mundo perceptual do tempo / espaço / matéria é uma ilusão. O nada da ilusão pertence a toda matéria, todo tempo e todo espaço, porque aquilo que parece ser linear tempo-espaço é uma distorção da Realidade e simplesmente mascara um “oposto” da Eternidade. Este aparente cosmos de galáxias e estrelas e criaturas é a crença de que é possível haver “alguma coisa” além de Deus, além do Amor Eterno.

Com a crença na separação de Deus, a mente adormecida se identificou com o corpo e um cosmos rodeando o corpo é seu novo “lar.” O corpo é visto como sujeito, que então percebe um mundo e um cosmos com outros corpos como o objeto. Existe algo para se perceber, um corpo e cinco sentidos, e algo que é percebido, um mundo e um cosmos, e é isto que é envolvido na percepção.

Se nós examinarmos isso no sentido do tempo, todas essas formas, todos esses pensamentos de formas de imagens de ídolos projetados são o passado. Em outras palavras, o ego pareceu acontecer num instante não santo, no passado onde a mente pareceu ser enganada e confundida e esqueceu a sua Verdadeira Realidade. O mundo projetado é apenas uma sombra ou uma ilustração externa de uma idéia falsa que é o passado. Então, quando nós falamos de relacionamentos pessoais e voltamos com a nossa discussão ao contexto de relacionamentos, nós poderíamos precisamente dizer que todos os relacionamentos pessoais são o passado. As mágoas que são mantidas sempre envolvem o auto-conceito do corpo e comportamento (ex: “Você disse que faria isso e não fez, você não é o mesmo de quando eu me casei com você. Nós concordamos em estar juntos, mas você não é a mesma pessoa com quem eu me casei.”) Questões de dinheiro, questões e preocupações sexuais, ciúmes, inveja, e todos os assim chamados “problemas” de relacionamento, não importa como você define a situação, são baseados no corpo. Eles são baseados na crença da realidade do passado. A mente equivocada está tentando usar o passado para resolver a culpa e o conflito que ela sente (ex: “Estou sentindo falta e existe algo que pode compensar essa falta, existe algo no mundo para me completar, e existe uma maneira em que as coisas podem dar certo que me fará feliz e preencher o vazio que eu sinto dentro.)”

Parte 2


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