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O Sonhador do Sonho
Workshop / Estudo / Discussão Direcionada
(Seleções de Um Curso Em Milagres)
PARTE
1: O uso da terminologia metafísica e metáforas:
Deus, Espírito, Conhecimento, Criação, Cristo,
Céu, e a metáforas da mente dividida, causa e efeito,
percepção, ego, Espírito Santo, milagre,
revelação, consciência, mentalidade certa,
mentalidade errada, escolhas, crenças, divisão do
sujeito / objeto, nível de confusão, ordenação
dos pensamentos, julgamento, cura, o abandono do julgamento.
PARTE 2: Os dois usos do tempo, relacionamentos e o corpo; os
propósitos do ego e do Espírito Santo.
PARTE 3: Metas do ego:
O que são elas? Por que é importante deixá-las
partir?
PARTE 4: Examinando o
Auto Conceito. Aproximando-se da verdade através da negação
(vendo o falso como falso). Revelando todas as ilusões
como uma. O fazedor de imagem e as imagens são uma. O Verdadeiro
perdão: um novo propósito. Meditação:
esvaziando a consciência de seus conteúdos. Ver completamente
o auto-conceito é ser livre. |
Parte 2 - Os Dois Usos do Tempo, Relacionamentos
e o Corpo.
Em Um Curso Em Milagres, Jesus ensina que o mundo do tempo e espaço
é uma ilusão, um sonho, simplesmente uma projeção
dos pensamentos que Deus não criou. Para a mente sonhadora e
adormecida que acredita que o sonho de imagens é a sua realidade,
Jesus ditou uma ferramenta (UCEM) que ajuda a identificar claramente
dois propósitos distintos para o mundo do sonho; o do Espírito
Santo e o do ego. O propósito do Espírito Santo que é
o perdão libera a mente das ilusões e a leva ao despertar.
O propósito do ego que é a morte é a crença
que a separação de Deus é real e o ego usa o mundo
para reforçar a culpa e o medo para perpetuar a si mesmo. Então,
a questão essencial é ter a certeza desses dois propósito
para que o propósito do ego possa ser abandonado e o propósito
do Espírito Santo abraçado. UCEM contém mais de
1.400 páginas. O propósito deste panfleto é ajudar
a identificar esses dois propósitos, de uma maneira concisa,
usando passagens selecionada de UCEM em três tópicos principais
de interesse: Tempo, Relacionamentos e o Corpo.
Em UCEM Jesus afirma:
"Tu tens considerado a separação como um meio de
romper a tua comunicação com o teu Pai. O Espírito
Santo a re-interpreta como um meio de restabelecer o que não
foi rompido, mas foi obscurecido. Todas as coisas que fizeste têm
utilidade para Ele, para o Seu propósito santíssimo. Ele
tem o conhecimento de que não estas separado de Deus, mas percebe
muitas coisas em tua mente que permitem que pensas que estás.
Tudo isso e nenhuma outra coisa é o que Ele quer separar de ti.
A Expiação é uma lição em compartilhar,
que te é dada porque tu esqueceste como fazê-lo. O Espírito
Santo apenas lembra-te o uso natural das tuas capacidades. Reinterpretando
a capacidade de atacar em capacidade de compartilhar, Ele traduz aquilo
que fizeste no que Deus criou. Se queres realizar isso através
Dele, não podes olhar para as tuas capacidades através
dos olhos do ego, pois irás julgá-las como ele as julga.
Todo o poder que elas têm para causar dano está no julgamento
do ego. Toda a sua utilidade está no julgamento do Espírito
Santo. As capacidades que possuis agora são apenas sombras da
tua força real. Todas as usas funções atuais estão
divididas e abertas ao questionamento e à duvida. Isso é
assim porque não tens certeza quanto ao mundo como vais usá-las
e és, portanto, incapaz de conhecimento.
Tu também és incapaz de conhecimento porque ainda podes
perceber sem amor. A percepção não existia até
a separação introduzir graus, aspectos e intervalos. O
espírito não tem níveis e todo conflito surge do
conceito de níveis. Só os Níveis da Trindade são
capazes de Unidade. Os níveis criados pela separação
não podem senão conflitar. Isso é assim porque
eles são sem significado uns para os outros. Tudo o que precisas
fazer é o esforço para aprender, pois o Espírito
Santo tem uma meta unificada para o esforço. Se diferentes capacidades
são aplicadas durante um tempo suficientemente longo a uma meta,
as próprias capacidades vêm a ser unificadas. Isso acontece
porque elas são canalizadas em uma única direção,
ou seja, em um único caminho. Em última instância,
todas elas contribuem para um resultado único e, ao fazê-lo,
o que é enfatizado é a sua similaridade ao invés
de suas diferenças. Portanto, todas as capacidades devem ser
entregues ao Espírito Santo, Que compreendes como usá-las
de forma apropriada. Ele as usa só para a cura, porque só
te conhece íntegro. Curando, aprendes sobre a integridade e aprendendo
sobre a integridade, aprendes a lembrar de Deus."
OS DOIS USOS DO TEMPO
Deus em Seu conhecimento não está esperando, mas Seu Reino
fica destituído enquanto tu esperas. Todos os Filhos de Deus
estão esperando pelo teu retorno, assim como estás esperando
pelo deles. O atraso não importa na eternidade, mas é
trágico no tempo. Tens optado por estar no tempo ao invés
de estar na eternidade e por conseguinte, acreditas que estás
no tempo. Porém, a tua opção tanto é livre
quanto pode ser alterada. Tu não pertences ao tempo. O teu lugar
é só na eternidade, onde o próprio Deus te colocou
para sempre. Os sentimentos de culpa são os preservadores do
tempo. Eles induzem aos medos da retaliação ou abandono
e assim garantem que o futuro será como o passado. Essa é
a continuidade do ego. Isso dá ao ego um senso falso de segurança,
por acreditar que não podes escapar disso. Mas podes e tens que
fazê-lo. Deus te oferece em troca a continuidade da eternidade.
Quando escolhes fazer essa troca, simultaneamente trocarás a
culpa por alegria, perversidade por amor e dor por paz. Tu és
invulnerável porque não tens culpa. Só através
da culpa é que podes te apegar ao passado. Pois a culpa estabelece
que serás punido pelo que fizeste e depende, portanto, de um
tempo unidimensional, procedendo do passado para o futuro. Ninguém
que acredite nisso pode compreende o que “sempre” significa
e, portanto, a culpa não pode deixar de privar-te da apreciação
da eternidade. Tu és imortal porque és eterno e o que
é “sempre” em que ser agora. A culpa, então,
é uma forma de manter o passado e o futuro em tua mente para
assegurar a continuidade do ego. Pois se o que foi será punido,
a continuidade do ego está garantida. No entanto, a garantia
da tua continuidade é de Deus, não do ego. E a imortalidade
é o oposto do tempo, pois o tempo passa, enquanto a imortalidade
é constante. A aceitação da Expiação
te ensina o que é a imortalidade, pois ao aceitar a tua inculpabilidade,
aprendes que o passado nunca foi e deste modo o futuro é desnecessário
e não há de ser.
O Uso do Tempo pelo Espírito Santo
O propósito do tempo é fazer com que sejas capaz de aprender
como usá-lo construtivamente. É, portanto, um instrumento
de ensino e um meio para um fim. O tempo cessará quando não
for mais útil para facilitar o aprendizado.
O tempo, porém, tem um fim e é isso que os professores
de Deus são designados para trazer. Pois o tempo está
em suas mãos. Tal foi a escolha que fizeram e ela lhes foi dada.
O milagre é um instrumento de aprendizado que faz com que a necessidade
de tempo diminua. Ele estabelece um intervalo temporal fora do padrão,
que não está sujeito às leis usuais do tempo. Nesse
sentido ele é intemporal... O milagre é o único
instrumento à tua disposição imediata para controlar
o tempo.
É evidente que a percepção que o Espírito
Santo tem do tempo é exatamente oposta à do ego. A razão
disso está igualmente clara, pois eles percebem a meta do tempo
de maneiras diametralmente opostas. O Espírito Santo interpreta
o propósito do tempo como o de tornar a necessidade do tempo
desnecessária. Ele considera a função do tempo
temporária, servindo apenas à Sua função
de ensinar, que é temporária por definição.
A Sua ênfase, portanto, recai sobre o único aspecto do
tempo que pode se estender até o infinito, pois o agora é
a noção mais próxima de eternidade que esse mundo
oferece. É na realidade do “agora”, sem passado ou
futuro, que está o começo da apreciação
da eternidade. Pois só o “agora” está aqui
e só o “agora” apresenta as oportunidades de encontros
santos nos quais se pode achar a salvação.
Tu também irás interpretar a função do tempo
do mesmo modo como interpretas a tua. Se aceitas a cura como tua função
no mundo do tempo, enfatizarás somente o aspecto do tempo no
qual a cura pode ocorrer. A cura não pode ser realizada no passado.
Ela tem que ser realizada no presente para liberar o futuro. Essa interpretação
liga o futuro ao presente e estende o presente ao invés do passado.
Mas se interpretas a tua função como destruição,
perderás a vista do presente e apegar-te-ás ao passado
para assegurar um futuro destrutivo. E o tempo será como tu o
interpretas, pois por si mesmo, ele não é nada.
Perceber verdadeiramente é estar ciente de toda a realidade através
da consciência da tua própria realidade. Mas para tanto,
não podem surgir ilusões visíveis aos teus olhos,
pois a realidade não deixa espaço para erro nenhum. Isso
significa que percebes um irmão somente como o vês agora.
O passado do teu irmão não realidade no presente, portanto,
não podes vê-lo. As tuas reações passadas
a ele também não estão presentes,e se é
a elas que reages, vês apenas uma imagem que fizeste e aprecias
em lugar dele. No teu questionamento das ilusões, pergunta a
ti mesmo se é verdadeiramente são perceber o que foi como
sendo agora. Se te lembras do passado quando olhas para o teu irmão
serás incapaz de perceber a realidade que é agora... Consideras
“natural” usar a tua experiência passada como ponte
de referencia a partir do qual julgar o presente. No entanto, isso não
é natural porque é delusório. Quando tiveres aprendido
a olhar para todas as pessoas sem fazer absolutamente nenhuma referencia
ao passado, ou ao delas ao teu, conforme o percebias, serás capaz
de aprender com o que vês agora. Pois o passado não pode
fazer nenhuma sombra para obscurecer o presente, a não ser que
tu tenhas medo da luz. Essa escuridão está em ti. O Cristo,
como te está sendo revelado agora, não tem passado, pois
Ele é imutável e na Sua imutabilidade está a tua
liberação. Pois se Ele é como foi criado, não
há nenhuma culpa Nele. Nenhuma nuvem de culpa se ergueu para
obscurecê-Lo e Ele está revelado em todas as pessoas que
encontras porque O vês através Dele Mesmo. Nascer de novo
é deixar que o passado se vá e olhar para o presente sem
condenação. A nuvem que obscurece o Filho de Deus para
ti é o passado e se quiseres que o passado seja passado e se
vá, é preciso que não o vejas agora. Se o vês
agora em tuas ilusões, ele não saiu de ti, embora não
esteja presente.
O tempo pode liberar bem como aprisionar, dependendo de
quem é a interpretação que usas. Passado, presente
e futuro não são contínuos, a não ser que
tu lhes imponhas a continuidade. Podes percebê-los como contínuos
e fazer com que sejam assim para ti. Mas não te enganes, para
depois acreditar que é assim. Pois acreditar que a realidade
é aquilo que queres que seja, de acordo com o uso que fazes dela,
é delusório. Tu queres destruir a continuidade do tempo
fragmentando-o em passado, presente e futuro para os teus próprios
propósitos. Queres antecipar o futuro com base na tua experiência
passada e planejá-lo de acordo com isso. Entretanto, fazendo
assim, estás alinhando passado e futuro e não estás
permitindo o milagre, que poderia intervir entre eles, liberando-te
para nascer de novo. O milagre te capacita a ver o teu irmão
sem passado e assim percebê-lo como tendo nascido de novo. Os
erros do teu irmão são todos passado e por percebê-los
sem erros, tu o estás libertando. E como o passado do teu irmão
é o teu, compartilhas dessa liberação. Não
deixes que nenhuma nuvem escura do teu passado o obscureça separando-o
de ti, pois a verdade está apenas no presente e tu acharás
se a buscares lá. Tua tens procurado onde ela não está
e, portanto, não a achaste. Aprende, então, a buscá-la
onde ela está e despontará em olhos que vêem. O
teu passado foi feito na raiva e se o usares para atacar o presente,
não verás a liberdade que o presente contém. O
julgamento e a condenação ficaram para trás e a
não ser que os tragas contigo, verás que estás
livre deles. Olha com amor para o presente, pois ele guarda as únicas
coisas que são verdadeiras para sempre. Toda a cura está
dentro dele porque a sua continuidade é real. Ele se estende
a todos os aspectos da Filiação ao mesmo tempo e assim
os capacita a alcançarem uns aos outros. O presente é
antes do tempo ser e será quando o tempo não mais for.
Nele estão todas as coisas que são eternas e elas são
uma só. A sua continuidade é sem tempo e a sua comunicação
não se quebra, pois não estão separadas pelo passado.
Só o passado pode separar e ele não está em lugar
nenhum. O presente te oferece os teus irmãos na luz que te uniria
a eles e te libertaria do passado. Irias tu, então, manter o
passado contra eles? Pois se o fizeres, estás escolhendo permanecer
na escuridão que não existe e recusando-te a aceitar a
luz que te é oferecida. Pois a luz da visão perfeita é
dada livremente, assim como é livremente recebida e só
pode ser aceita sem limites. Nesta única dimensão do tempo,
imóvel e imutável e onde não há sinal do
que foste, olhas para o Cristo e chamas as Suas testemunhas para brilhar
sobre ti porque as invocaste. E elas não negarão a verdade
em ti, porque a procuraste nelas e lá a achaste. Agora é
o tempo da salvação, porque agora é a liberação
do tempo. Alcança todos os teus irmãos e toca-os com o
toque de Cristo. Na união intemporal com eles está a tua
continuidade, ininterrupta porque é totalmente compartilhada.
Podes imaginar o que significa não ter cuidados, preocupações,
ansiedades, mas apenas ser perfeitamente calmo e sereno o tempo todo?
No entanto, é para isso que serve o tempo, para aprender só
isso e nenhuma outra coisa. O Professor de Deus não pode ficar
satisfeito com o Seu ensinamento até que esse ensinamento constitua
todo o teu aprendizado. Ele não terá cumprido a Sua função
de ensino, enquanto não fores um aprendiz tão consistente
que aprendas só com Ele. Quando isso tiver acontecido, não
mais terás necessidade de um professor ou de tempo para aprenderes.
Uma fonte de possível desencorajamento da qual poderás
sofrer é a tua crença em que isso leva tempo e que os
resultados do ensino do Espírito Santo estão em um futuro
distante. Isso não é assim. Pois o Espírito Santo
usa o tempo à Sua própria maneira e não é
limitados por ele. O tempo é Seu amigo no ensino. O tempo não
O desgasta, assim como desgasta a ti. E todo o desgaste que o tempo
parece trazer consigo, não se deve a outra coisa senão
à tua identificação com o ego, que usa o tempo
para da suporte à própria crença na destruição.
O tempo é teu amigo se deixares que o Espírito Santo o
use. Ele precisa de muito pouco tempo para restaurar em ti todo o poder
de Deus. Ele, que transcende o tempo para ti, compreende para que serve
o tempo.
O Uso do Tempo pelo Ego
O ego tem uma estranha noção de tempo e é como
essa noção que poderias começas o teu questionamento.
O ego investe maciçamente no passado e no fina acredita que o
passado é o único aspecto do tempo que é significativo.
Lembra-te que a ênfase que ele coloca na culpa lhe permite assegurar
a própria continuidade, fazendo com que o futuro seja como o
passado e assim evitando o presente. Através da noção
de pagar pelo passado no futuro, o passado vem a ser o determinante
do futuro, fazendo com que ambos sejam contínuos sem a intervenção
do presente. Pois o ego considera o presente apenas como uma breve transição
para o futuro, na qual ele traz o passado ao futuro interpretando o
presente em termos de passados.
O “agora” não em qualquer significado para o ego.
O presente apenas lembra a ele feridas passadas e ele reage ao presente
como se fosse o passado. O ego não pode tolerar a liberação
do passado e, embora o passado já esteja acabado, o ego tenta
preservar sua imagem respondendo como se ele estivesse presente. Ele
ditas as tuas reações àqueles que encontras no
presente a partir de um ponto de referencia passado, obscurecendo a
sua realidade presente para ti. Com efeito, se seguires os ditames do
ego, reagiras ao teu irmão como se ele fosse outra pessoas e
isso, com certeza, te impedirá de reconhecê-lo como ele
é. E receberás mensagens do teu irmão saídas
do teu próprio passado, porque ao fazer com que ele seja real
no presente, estás te proibindo de deixar que ele se vá.
Assim, negas a ti mesmo a mensagem de liberação que todo
irmão te oferece AGORA.
É precisamente das figuras sombrias do passado que tens que escapar.
Elas não são reais e não têm nenhuma influencia
sobre ti a não ser que as tragas contigo. Elas carregam as manchas
de dor na tua mente, orientando-te para atacar no presente em vingança
de um passado que já não existe. E essa decisão
é uma decisão de dor futura. A não ser que aprendas
que a dor passa e uma ilusão, estás escolhendo um futuro
de ilusões e perdendo as muitas oportunidade que poderias achar
de liberação no presente. O ego quer preservar os teus
pesadelos e impedir-te de despertar e compreender que eles são
o passado. Poderias reconhecer um encontro santo se o estás percebendo
apenas como um encontro com o teu próprio passado? Pois não
estarias te encontrando com ninguém e o compartilhar da salvação,
que faz com que o encontro seja santo, estaria excluindo da tua vista.
O Espírito Santo ensina que sempre encontras a ti mesmo e que
o encontro é santo porque tu o és. O ego ensina que sempre
encontras o teu passado e porque os teus sonhos não foram santos,
o futuro não pode ser santo e o presente é sem significado.
O ego... considera a função do tempo como a de estender
a si mesmo no lugar da eternidade, pois assim como o Espírito
Santo, o ego interpreta a meta do tempo como a sua própria. A
continuidade do passado e do futuro, só a sua direção,
é o único propósito que o ego percebe no tempo
e ele abole o presente de tal forma que nenhuma brecha em sua própria
continuidade possa ocorrer. A sua continuidade, portanto, iria manter-te
no tempo.
O ego, como o Espírito Santo, uso o tempo para convencer-te da
inevitabilidade da meta e do fim do ensinamento. Para o ego, a meta
é a morte, que é o seu fim. Mas para o Espírito
Santo, a meta é a vida, que não TEM fim.
O ego é um aliado do tempo, mas não um amigo. Pois ele
é tão desconfiado da morte quanto da vida, e o que quer
para ti, ele não pode tolerar. O ego quer que tu morras, mas
não ele mesmo. O resultado da sua estranha religião tem
que ser, portanto, a convicção de que ele pode perseguir-te
além tumulo. E como ele não quer que aches a paz nem mesmo
na morte, te oferece a imortalidade no inferno. Ele te fala do Céu,
mas te assegura que o Céu não é para ti. como podem
os culpados esperar o Céu?
A crença no inferno é inescapável para aqueles
que se identificam com o ego. Seus pesadelos e seus medos estão
todos associados com ele. O ego ensina que o inferno está no
futuro, pois é para isso que todo o seu ensino é dirigido.
O inferno é a sua meta. Pois embora o ego ambicione a morte e
a dissolução como um fim, não acredita nelas. A
meta da morte, que obsessivamente procura para ti, deixa-o insatisfeito.
Ninguém que siga o ensinamento do ego pode deixar de ter medo
da morte. No entanto, se pensássemos na morte simplesmente como
um fim para a dor, seria ela temida? Nós já vimos antes
esse estranho paradoxo no sistema de pensamento do ego, mas nunca tão
claramente quanto aqui. Pois o ego precisa aparentar afastar o medo
de ti para manter a tua fidelidade. Ao mesmo tempo, ele precisa engendrar
medo de forma a se manter. Mais uma vez, o ego tenta, e com sucesso
demasiado, fazer as duas coisas usando a dissociação para
manter unidos os seus objetivos contraditórios de tal forma que
pareçam conciliados. Assim, o ego ensina: a morte é o
fim no que diz respeito à esperança do Céu. Entretanto,
porque tu e o ego não podem se separados e porque ele não
pode conceber a própria morte, ainda irá perseguir-te
porque a culpa é eterna. Tal é a versão do ego
acerca da imortalidade. E é isso que a versão que ele
dá ao tempo apóia.
O ego ensina que o Céu está aqui e agora porque o futuro
é o inferno. Inclusive quando ataca de forma tão selvagem
a ponto de tentar tirar a vida daquele que acredita que a sua voz é
a única que existe, o ego ainda fala do inferno, até mesmo
a ele. Pois lhe diz que o inferno está aqui também e o
solicita a escapa do inferno para o esquecimento. O único tempo
que o ego permite a alguém olhar com equanimidade é o
passado.
Como é desolador e desesperados o uso que o ego faz do tempo!
E como aterroriza! Pois sob a sua insistência fanática
para que o passado e o futuro sejam a mesmo coisa, jaz escondida uma
ameaça muito mais insidiosa à paz. O ego não faz
propaganda da sua ameaça final, pois quer que seus adoradores
ainda acreditem que ele pode oferecer-lhes uma saída. Mas a crença
na culpa necessariamente leva à crença no inferno e sempre
o faz. A única maneira na qual o ego permite que o medo do inferno
seja vivenciado é trazendo o inferno para cá, mas sempre
como um antegosto do futuro. Pois ninguém que se considere merecedor
do inferno pode acreditar que a punição terminará
em paz.
O Espírito Santo ensina assim: não há nenhum inferno.
O inferno é apenas o que o ego fez do presente. A crença
no inferno é o que te impede de compreender o presente, porque
tens medo dele. O Espírito Santo conduz com tanta firmeza ao
Céu quanto o ego leva ao inferno. Pois o Espírito Santo,
Que só conhece o presente, usa-o para desfazer o medo através
do qual o ego quer fazer com que o presente seja inútil. Não
há como escapar do medo no uso que o ego faz do tempo. Pois o
tempo, de acordo com o seu ensinamento, não é nada além
de um instrumento de ensino para compor a culpa até que ela abranja
tudo, exigindo vingança para sempre.
Podes esperar usar os teus irmãos como um meio de “resolver”
o passado e ainda assim vê-los como eles realmente são?
A salvação não é achada por aqueles que
usam os seus irmãos para resolver problemas que não existem.
Tu não quiseste a salvação no passado. Irias impor
os teus desejos vãos ao presente e esperar achar a salvação
agora? Determina-te, então, a não ser como foste. Não
uses nenhum relacionamento para prender-te ao passado, mas com cada
um deles nasce de novo a cada dia.
OS DOIS USOS DO RELACIONAMENTO
... todos os relacionamentos que a culpa tocou são usados só
para evitar a pessoa e a culpa. Que estranhos relacionamentos fizeste
com esse estranho propósito! E te esqueceste que relacionamentos
reais são santos e não podem ser usados por ti de forma
alguma. São usados exclusivamente pelo Espírito Santo
e é isso o que faz com que sejam puros. Não podes amar
partes da realidade e compreender o que o amor significa. Se queres
amar de modo diferente de Deus, Que não conhece amor especial,
como podes compreender o amor? Acreditar que relacionamentos especiais,
com amor especial podem te oferecer a salvação é
acreditar que a separação é a salvação.
Pois é na completa igualdade da Expiação que está
a salvação. Como podes decidir que aspectos especiais
da Filiação podem te dar mais do que outros? O Espírito
Santo sabe que ninguém é especial. No entanto, Ele também
percebe que fizeste relacionamentos especiais, que Ele quer purificar
e não deixar que destruas. Não importa quão pouco
santa seja a razão pela qual tu os fizeste, Ele pode traduzi-los
em santidade, removendo tanto medo quanto tu Lhe permitires. Podes colocar
qualquer relacionamento sob os Seu cuidados e estar seguro de que não
resultará em dor, se Lhe ofereceres a tua disponibilidade para
que o relacionamento não sirva à necessidade de alguma
que não seja a do Espírito Santo. Toda culpa no relacionamento
surge do uso que fazes dele. Todo o amor, do uso do Espírito
Santo. Não tenhas, portanto, medo de abandonar as tuas necessidades
imaginárias que iriam destruir o relacionamento. A tua única
necessidade é a do Espírito Santo.
O Uso do Relacionamento pelo Espírito Santo
Devido à culpa, todos os relacionamentos especiais têm
elementos de medo. É por isso que variam e mudam tão freqüentemente.
Eles não se baseiam apenas em amor imutável. E o amor,
ali onde entrou o medo, não merece total confiança porque
não é perfeito. Em Sua Função como Intérprete
do que fizeste, o Espírito Santo usa os relacionamentos especiais,
que escolheste para dar apoio ao ego, como experiências de aprendizado
que apontam para a verdade. Sob o Seu ensinamento, todo relacionamento
vem a ser uma lição de amor.
Todas as pessoas na terra formam relacionamentos especiais e embora
isso não seja assim no Céu, o Espírito Santo sabe
como trazer um toque do Céu a esses relacionamentos aqui. No
instante santo ninguém é especial, pois as tuas necessidades
pessoais não invadem ninguém para fazer os teus irmãos
parecerem diferentes. Sem os valores do passado, tu os verias a todos
como o mesmo e iguais a ti. E também não verias nenhuma
separação entre tu e eles. No instante santo, vês
em cada relacionamento o que ele será quando perceberes apenas
o presente. Deus te conhece agora. Ele não Se lembra de nada,
tendo sempre conhecido a ti exatamente como te conhece agora.
Qualquer relacionamento que queiras substituir por outro não
foi oferecido ao Espírito Santo para que Ele o use.
Sob o ensinamento do Espírito Santo, todos os relacionamentos
são vistos como compromissos totais e, apesar disso, não
entram em conflito um com o outro de forma alguma. A fé perfeita
em cada um deles, pela capacidade de cada um de satisfazer-te completamente,
surge apenas da fé perfeita em ti mesmo.
No instante santo, a culpa não tem atração já
que a comunicação foi restaurada. E a culpa, cujo único
propósito é romper a comunicação, não
tem função aqui. Aqui não há o que ocultar
e não há pensamentos privados. A disposição
de comunicar-se atrai a si a comunicação e supera completamente
a solidão. Existe perdão completo aqui, pois não
existe nenhum desejo de excluir ninguém da tua completeza, reconhecendo
repentinamente o valor da parte de cada um nela. Na proteção
da tua integridade todos são convidados e bem-vindos. E compreendes
que a tua completeza é a completeza de Deus, Cuja única
necessidade é que tu sejas completo. Pois a tua completeza faz
com que sejas Dele na tua consciência. E é aqui que vivencias
a ti mesmo como foste criado e como és.
A tua parte é apenas a de lembrar-te disso: não queres
que nada do que valorizas venha a ti através de um relacionamento.
Não escolhes feri-lo nem curá-lo ao teu próprio
modo. Não sabes o que é cura.
A tua tarefa não é buscar o amor, mas simplesmente buscar
e achar todas as barreiras que construíste dentro de ti contra
ele. Não é necessário buscar o que é verdadeiro,
mas é necessário buscar o que é falso. Toda ilusão
é uma ilusão de medo, não importa a forma que tome.
E a tentativa de escapar de uma ilusão para outra tem que falhar.
Se buscas o amor fora de ti mesmo, podes estar certo de que percebes
o ódio dentro de ti e tens medo desse ódio. No entanto,
a paz nunca virá da ilusão do amor, mas só da sua
realidade.
Se relacionamentos especiais de qualquer tipo querem impedir a completeza
de Deus, podem ter qualquer valor para ti? O que interferiria com Deus,
tem que interferir também contigo.
O Espírito Santo só te pede essa pequena ajuda: sempre
que os teus pensamento vagarem em torno de um relacionamento especial
que ainda te atraia, entra com Ele em um instante santo e lá
permite que Ele te libere. Ele só precisa da tua disponibilidade
para compartilhar a Sua perspectiva para dá-lo a ti de forma
completa. E a tua disponibilidade não precisa ser completa porque
a Sua é perfeita.
O relacionamento santo, um passo importante em direção
à percepção do mundo real, é aprendido.
É o velho relacionamento não-santo, transformado e visto
de forma nova. O relacionamento santo é uma realização
fenomenal de ensino. Em todos os seus aspectos, como se inicia, se desenvolve
e vem a se realizar, representa uma reversão do relacionamento
não-santo. Sê consolado nisso: a única fase difícil
é o início. Pois aqui, a meta do relacionamento é
abruptamente deslocada para ser exatamente o oposto do que era. Esse
é o primeiro resultado de oferecer o relacionamento ao Espírito
Santo, para que Ele o use de acordo com os Seus propósitos.
Vós fizestes juntos um convite ao Espírito Santo para
que Ele entrasse no vosso relacionamento. De outra forma, Ele não
poderia ter entrado. Embora possas ter feito muitos equívocos
desde então, fizestes também enormes esforços para
ajudá-Lo no Seu trabalho. E Ele não deixou de apreciar
tudo o que fizestes por Ele. Ele nem sequer vê quaisquer equívocos.
Tu tens sido grato deste mesmo modo para com o teu irmão? Tens
consistentemente apreciado os esforços positivos e deixado de
ver os equívocos?
Através do teu relacionamento santo, renascido e abençoado
a cada instante santo que não programaste, milhares subirão
ao Céu contigo.
Um relacionamento santo é um meio de ganhar tempo. Um instante
passado junto com o teu irmão restaura o universo para ambos.
Será um sonho feliz e um sonho que irás compartilhar com
todos aqueles que vierem a estar diante da tua vista. Através
dele, a bênção que o Espírito Santo derramou
sobre ele será estendida.
O Uso do Relacionamento pelo Ego
Nós temos dito que limitar o amor a uma parte da Filiação
é trazer a culpa para os teus relacionamentos e assim fazer com
que sejam irreais. Se buscas separar certos aspectos da totalidade e
olhar para eles de forma que satisfaçam as tuas necessidades
imaginárias, estás tentando usar a separação
para salvar-te.
É impossível usar um relacionamento às custas de
outro e não sofrer culpa. E é igualmente impossível
condenar parte de um relacionamento e achar paz dentro dele. Sob o ensinamento
do Espírito Santo, todos os relacionamentos são vistos
como compromissos totais e, apesar disso, não entram em conflito
um com o outro de forma alguma. A fé perfeita em cada um deles,
pela capacidade de cada um de satisfazer-te completamente, surge apenas
da fé perfeita em ti mesmo. E isso não podes ter enquanto
a culpa permanecer. E haverá culpa enquanto aceitares e valorizares
a possibilidade de fazer de um irmão o que ele não é,
porque queres que ele assim seja.
O ego estabelece relacionamentos apenas para conseguir alguma coisa.
E quer manter a pessoa que dá presa a ele através da culpa.
É impossível para o ego entrar em qualquer relacionamento
sem raiva, pois o ego acredita que a raiva faz amigos. Não é
isso que ele afirma, mas é esse o seu propósito. Pois
o ego realmente acredita que pode conseguir as coisas e mantê-las
fazendo com que o outro seja culpado. Essa é sua única
atração, uma atração tão fraca que
não seguraria ninguém, exceto que ninguém a reconhece.
Pois o ego sempre parece atrair através do amor e não
tem qualquer atração para qualquer pessoa que perceba
que ele atrai pela culpa. A atração doentia pela culpa
tem que ser reconhecida pelo que é. Pois tendo se tornado real
para ti é essencial vê-la claramente e, retirando o teu
investimento nela, aprender a abandoná-la. Ninguém escolheria
abandonar aquilo que acredita que tenha valor. No entanto, a atração
da culpa só tem valor para ti porque não olhaste para
o que ela é e a julgaste completamente no escuro.
É apenas através do ataque sem perdão que o ego
pode assegurar a culpa que mantém todos os seus relacionamentos
juntos. Pois para o ego os relacionamento significam apenas que os corpos
estão juntos. É sempre isso que o ego exige e não
se opõe que a mente vá a qualquer lugar ou ao que ela
possa pensar, pois isso não parece ser importante. Enquanto o
corpo estiver lá para receber seu sacrifício, ele está
contente. Para o ego, a mente é algo privado e só o corpo
pode ser compartilhado. As idéias basicamente não oferecem
interesse, a não ser na medida em que trazem o corpo do outro
para mais perto ou para mais longe. E é nesses termos que ele
avalia as idéias como boas ou más.
É claramente insano acreditar que através da comunicação
serás abandonado. Apesar disso, muitas pessoas acreditam que
seja assim. Pois pensam que as suas mentes têm que ser mantidas
privadas ou as perderão, mas se os corpos estão juntos,
as mentes continuam sendo de cada um. A união do corpo vem a
ser, então, a maneira pela qual querem manter as mentes separadas.
Pois corpos não podem perdoar. Eles só podem fazer o que
a mente lhes indica. A ilusão da autonomia do corpo e sua capacidade
de superar a solidão não passa de uma obra do plano do
ego e para estabelecer a própria autonomia. Enquanto acreditares
que estar com um corpo é ter companhia, serás compelido
a tentar manter o teu irmão em seu corpo, preso pela culpa. E
verás segurança na culpa e perigo na comunicação.
Pois o ego sempre ensinará que a solidão é solucionada
através da culpa e que a comunicação é causa
da solidão.
O relacionamento especial de amor é uma tentativa de limitar
os efeitos destrutivos do ódio, achando um abrigo na tempestade
da culpa. Não faz nenhuma tentativa de erguer-se acima da tempestade,
à luz do sol. Ao contrário, enfatiza a culpa fora do abrigo
tentando construir barricadas contra ela e manter-se do lado de dentro.
O relacionamento especial de amor não é percebido como
um valor em si mesmo, mas como um lugar de segurança, no qual
o ódio é cortado e mantido à parte. O parceiro
especial no amor é aceitável só enquanto ele serve
a esse propósito. O ódio pode entrar e é até
mesmo bem-vindo em certos aspectos do relacionamento, mas ele ainda
é mantido pela ilusão do amor. Se a ilusão se vai,
o relacionamento é rompido ou vem a ser insatisfatório
com base na desilusão. O amor não é uma ilusão.
É um fato. Onde a desilusão é possível,
não houve amor, mas ódio. Pois o ódio é
uma ilusão e o que pode mudar nunca foi amor. É certo
que aqueles que selecionam determinadas pessoas como parceiros para
qualquer aspecto da vida e as usam para qualquer propósito que
não compartilhariam com os outros, estão tentando viver
com culpa ao invés de morres de culpa.
Reconhece isso posto que é verdadeiro, e a verdade tem que ser
reconhecida se é que queremos distingui-la da ilusão:
o relacionamento especial de amor é uma tentativa de trazer o
amor para a separação. E como tal não é
nada mais do que uma tentativa de trazer o amor para o medo e fazer
com que ele seja real no medo. Violando fundamentalmente a única
condição do amor, o relacionamento especial de amor quer
realizar o impossível. Como, a não ser em ilusões,
isso poderia ser feito?
O relacionamento especial de amor é a dádiva de que o
ego mais se vangloria e aquela que maior apelo tem para aqueles que
não querem renunciar à culpa. É aqui que a “dinâmica”
do ego fica mais clara, pois contando com a atração desse
oferecimento, as fantasias que se formam em torno dele são freqüentemente
bastante evidentes. Aqui em geral se julga que elas são aceitáveis
e até mesmo naturais.
O relacionamento especial é um instrumento do ego, estranho e
anti-natural, com o fim de unir inferno e Céu e fazer com que
sejam indistintos. E a tentativa de achar o que se imagina de “melhor”
dos dois mundos simplesmente tem levado à fantasias de ambos
e à incapacidade de perceber um ou outro tal como é. O
relacionamento especial é o triunfo dessa confusão.
A busca do relacionamento especial é um sinal de que te igualas
ao ego e não a Deus. Pois o relacionamento especial só
tem valor para o ego. Para o ego, a não ser que um relacionamento
tenha valor especial, não tem significado pois o ego percebe
todo amor especial. Entretanto, isso não pode ser natural, pois
não é como o relacionamento de Deus e de Seu Filho, e
todos os relacionamentos que não são como esse têm
que ser anti-naturais.
OS DOIS USOS DO CORPO
Quando te igualas a um corpo, sempre experimentas depressão...
Lembra-te que o Espírito Santo interpreta o corpo só como
um meio de comunicação. Sendo o elo de comunicação
entre Deus e Seus Filhos separados, o Espírito Santo interpreta
tudo o que tens feito à luz do que Ele é. O ego separa
através do corpo. E o Espírito Santo alcança os
outros através dele. Tu não percebes os teus irmãos
como o Espírito Santo os percebe, porque não consideras
os corpos somente como meios de juntar as mentes e uni-las com a tua
e a minha. Essa interpretação do corpo vai mudar a tua
mente por completo a respeito do valor que ele tem. Por si mesmo, ele
não tem nenhum... A comunicação acaba com a separação.
O ataque a promove. O corpo é feio ou bonito, pacifico ou selvagem,
útil ou danoso, de acordo com o uso que lhe é conferido.
E no corpo de outra pessoa verás o uso que tens conferido ao
teu. Se o corpo vem ser um meio que dás ao Espírito Santo,
de forma que Ele o use em favor da união da Filiação,
tu não veras coisa alguma que seja física exceto como
ela é. Usa-o para a verdade e o verás verdadeiramente.
Usa-o equivocadamente e tu o compreenderás equivocadamente, porque
já o terás feito por usá-lo de forma equivocada.
O Uso do Corpo pelo Espírito Santo
A melhor forma de usar o teu corpo é utilizá-lo para te
ajudar a ampliar a tua percepção de modo que possas conseguir
a visão real, da qual o olho físico é incapaz.
Aprender a fazer isso é a única utilidade verdadeira do
corpo.
O Espírito Santo vê o corpo só como um meio de comunicação
e como comunicar é compartilhar, ele vem a ser comunhão.
Se usas o corpo para o ataque, isso te causa dano. Se tu o usas só
para alcanças as mentes daqueles que acreditam que são
corpos e ensiná-los através do corpo que isso não
é assim, vis compreender o poder d mente que está em ti.
Se usas o corpo para isso, e só para isso, não podes usá-lo
para o ataque. A serviço da união, ele vem a ser uma bela
lição de comunhão, que tem valor até que
haja comunhão.
A cura é o resultado de usar o corpo somente para a comunicação.
Como isso é natural, cura fazendo com que ele seja integro, o
que é também natural... Ajuda e cura são as expressões
normais de uma mente que está trabalhando através do corpo,
mas não no corpo... A percepção do corpo só
pode ser unificada por um propósito único. Isso libera
a mente da tentação de ver o corpo sob muitas luzes e
o entrega por inteiro à Única Luz na Qual ele pode ser
realmente compreendido... O aprendizado tem que conduzir para o que
está além do corpo até o re-estabelecimento do
poder da mente nele.
A saúde é o início da perspectiva adequada da vida
sob a orientação do único Professor Que conhece
o que é a vida, sendo a Voz pela Vida.
No instante santo, onde os Grandes Raios substituem o corpo na consciência,
o reconhecimento dos relacionamentos sem limites te é dado. Mas
para ver isso, e necessário abrir mão de toda utilidade
que o ego da ao corpo e aceitar o fato de que o ego não tem nenhum
propósito que queiras compartilhar com ele. Pois o ego quer limitar
todas as pessoas a um corpo para os seus próprios propósitos
e enquanto pensas que ele tem um propósito, escolherás
usar os meios pelos quais ele tenta transformar o próprio propósito
em realização. Isso nunca será realizado. No entanto,
terás certamente reconhecido que o ego, cujas metas são
totalmente intangíveis, lutará por elas com todo o seu
poder e fará isso com a força que tu lhe tens dado.
Quando o corpo deixa de atrair-te e quando não conferes nenhum
valor a ele como meio de conseguires o que quer que seja, então
não haverá interferência na comunicação
e os teus pensamentos serão tão livres quanto os de Deus.
À medida em que permitires que o Espírito Santo te ensine
como usar o corpo só para propósito de comunicação
e renuncias a usá-lo segundo os fins que o ego vê para
ele, que são a separação e o ataque, aprenderás
que não tens absolutamente nenhuma necessidade de um corpo. No
instante santo, não há corpos e vivencias apenas a atração
de Deus. Aceitando-a sem divisões, tu te unes a Ele totalmente
em um instante, pois não queres colocar nenhum limite na tua
união com ele. A realidade deste relacionamento vem a ser a única
verdade que jamais poderias querer. Toda a verdade está aqui.
Entretanto, o que faz os professores de Deus é o seu reconhecimento
de qual é o verdadeiro propósito do corpo. À medida
em que avançam na sua profissão, cada vez mais se apercebem
de que a função do corpo é apenas deixar que a
Voz de Deus fale através dele para ouvidos humanos. Esses ouvidos
carregarão para a mente do ouvinte mensagens que não são
deste mundo, as quais a mente compreenderá devido à Fonte
donde provêem. Desta compreensão virá o reconhecimento,
nesse novo professor de Deus, de qual é realmente o propósito
do corpo, do único uso que realmente existe para ele.
Deus não fez o corpo porque ele pode ser destruído e,
portanto, não é do Reino. O corpo é o símbolo
do que pensas que és. É com toda a clareza um instrumento
de separação e, portanto, não existe. O Espírito
Santo, como sempre, toma o que tu fizeste e o traduz em um instrumento
de aprendizado. Mais uma vez, como sempre, Ele re-interpreta o que o
ego usa como argumento para a separação como uma demonstração
contra isso.
... o que realmente és tem que ser revelado a ti. Acreditar que
és um corpo pede correção, pois é um erro.
A verdade do que és convoca a força em ti para trazeres
à tua consciência aquilo que o equívoco oculta.
Se não és um corpo, o que és tu? Precisas estar
ciente do que o Espírito Santo usa para substituir a imagem de
um corpo na tua mente. Precisas sentir algo em que possas depositar
a tua fé na medida em que a retiras do corpo. Precisas ter uma
real experiência de outra coisa, algo mais sólido e mais
seguro, mais digno da tua fé e realmente presente.
A paz será tua porque a Sua paz ainda flui para ti a partir Dele,
Cuja Vontade é paz. Tu a tens agora. O Espírito Santo
vai ensinar-te como usá-la e, estendendo-a, aprenderás
que ela está em ti.
Os Grandes Raios, se fossem vistos, estabeleceriam que o relacionamento
especial é totalmente sem valor. Pois ao vê-los, o corpo
desapareceria, porque os eu valor teria sido perdido. E assim todo o
teu investimento em vê-lo seria retirado.
A liberdade tem que ser impossível enquanto perceberes a ti mesmo
como um corpo. O corpo é um limite. Aquele que quer buscar a
liberdade num corpo está procurando-a onde não é
possível achá-la. A mente pode ser libertada quando deixar
de se ver dentro de um corpo, firmemente ligada a ele e protegida pela
sua presença. Se isso fosse a verdade, a mente seria, de fato,
vulnerável! A mente que serve ao Espírito Santo é
para sempre ilimitada sob todas as formas, está além das
leis do tempo e do espaço, desligada de qualquer preconceito,
com força e poder para fazer tudo o que lhe é pedido.
Pensamentos de ataque não podem entrar nesta mente, porque ela
foi dada à Fonte do amor e o medo jamais pode entrar na mente
que tenha se ligado ao amor.
O Espírito Santo não exige de ti que sacrifiques a esperança
do prazer do corpo, ele não tem nenhum esperança de prazer.
Mas também não pode trazer a ti o medo da dor. A dor é
o único “sacrifício” que o Espírito
Santo pede e esse Ele quer remover.
O corpo não pode te trazer nem paz nem tumulto, nem alegria nem
dor. É um médio e não um fim. Não tem propósito
em si mesmo, mas somente aquele que lhe é dado. O corpo parecerá
ser qualquer coisa que seja o meio de alcançar a meta que lhe
atribuíste... O corpo é o grande traidor aparente da fé.
Nele está a ilusão e as sementes da falta de fé,
mas só se lhe pedes o que ele não pode dar.
... o corpo é um instrumento de aprendizado para a mente. Os
instrumentos de aprendizado não são lições
em si mesmos. Seu propósito é meramente facilitar o aprendizado.
O pior que um uso faltoso de um instrumento de aprendizado pode fazer
é falhar em facilitar o aprendizado. Ele não tem nenhum
poder em si mesmo para introduzir erros fatuais de aprendizado.
É essencial lembrar que só a mente pode criar e que a
correção pertence ao nível do pensamento.
O segredo da verdadeira prece é esquecer as coisas que você
pensa que precisa. Pedir coisas específicas é a mesma
coisa que olhar para o pecado, e depois perdoá-lo. Também
da mesma maneira, em prece você passa por cima das tuas necessidades
específicas conforme as vê, e deixa-as nas mãos
de Deus. Lá elas se tornam tuas dádivas a Ele, pois elas
dizem a Ele que você não tem outros deuses diante Dele;
nenhum Amor senão o Dele. Qual poderia ser a Sua resposta senão
a tua lembrança Dele? A prece é uma renúncia; um
deixar partir, um tempo em quietude para ouvir e amar... E é
em direção do Amor que você vai na prece. A prece
é um oferecimento, é desistir de você mesmo para
ser uno com o Amor. Não há nada a pedir porque não
resta nada para querer. Esse nada se torna o altar de Deus.
O objetivo da prece é liberar o presente da sua seqüência
de ilusões passadas; deixar que ela seja um remédio livremente
escolhido para cada escolha que simbolizou um equívoco. O que
a prece pode te oferecer agora excede muito de tudo o que você
pediu antes, que é lamentável ficar contente com menos.
O Uso do Corpo pelo Ego
O ego uso o corpo para o ataque, para o prazer e para o orgulho. A insanidade
dessa percepção faz com que ela seja, de fato, amedrontadora.
Se usas o corpo para o ataque, isso te causa dano.
Usar o corpo de maneira não-natural é perder de vista
o propósito do Espírito Santo e assim confundir a meta
do Seu currículo. Não há nada tão frustrante
para um aprendiz do que um currículo que ele não pode
aprender. O seu sentimento de adequação sofre e ele não
pode deixar de ficar deprimido. Confrontar-se com uma situação
de aprendizado impossível é a coisa mais deprimente do
mundo. De fato, em última instância, é por esse
motivo que o próprio mundo é deprimente.
Nesse mundo, nem mesmo o corpo é percebido como íntegro.
Seu propósito é visto como fragmentado em muitas funções
com pouca ou nenhuma relação uma com a outra, de modo
que parece ser regido pelo caos. Guiado pelo ego, ele É... Perceber
o corpo como uma entidade separada não pode senão fomentar
a doença, porque não é verdadeiro. Um meio de comunicação
perde a sua utilidade se é usado para qualquer outra coisa. Usar
um meio de comunicação como um meio de ataque é
uma óbvia confusão de propósito.
Tu não és limitado pelo corpo e o pensamento não
pode se fazer carne. Entretanto, a mente pode ser manifestada através
do corpo se vai além dele e não o interpreta como limitação.
Sempre que vês outra pessoa como limitada ao corpo ou pelo corpo,
estás impondo esse limite a ti mesmo. Estás disposto a
aceitar isso, quando todo o propósito do teu aprendizado deveria
ser escapar das limitações? Conceber o corpo como um meio
de ataque e acreditar que a alegria poderia resultar daí é
uma indicação clara de um aprendiz deficiente. Ele aceitou
uma meta de aprendizado em óbvia contradição com
o propósito unificado do currículo, meta essa que interfere
com a sua capacidade de aceitar o propósito do currículo
como o seu próprio.
Para o ego, o corpo é algo com que atacar. Igualar-te ao corpo
te ensina que o que tu es serve para atacar. O corpo não é,
então, a fonte da própria saúde. A condição
do corpo depende apenas da tua interpretação da sua função...
O ego faz uma confusão fundamental entre meio e fim, como sempre
faz. Considerando o corpo como um fim, o ego não tem uma utilidade
real para ele, porque ele não é um fim.
Olha para todos os adornos feitos para se pendurar pelo corpo, ou para
cobri-lo, ou para serem usado por ele. Vê todas as coisas inúteis
feitas para que os olhos do corpo as contemplem. Pensa nas muitas oferendas
feitas para o prazer do corpo e lembra-te que todas essas coisas foram
feitas para fazer parecer belo o que tu odeias. Usarias essa coisa odiada
para atrair o teu irmão a ti e para atrair os olhos do seu corpo?
Aprende que com isso apenas estás lhe oferecendo uma coroa de
espinhos, sem reconhecê-la pelo que ela á, e tentando justificar
a tua própria interpretação do valor que ela tem
através da sua aceitação.
Tu não pedes muito da vida, mas pouco demais. Quando deixas que
tua mente seja atraída para o que concerne ao corpo, por coisas
que compras, por prestígio tal como é valorizado pelo
mundo, estás pedindo o pesar e não a felicidade.
A primeira ilusão, que tem de ser descartada antes que um novo
sistema de pensamento possa assumir o controle, é a de que desistir
das coisas deste mundo é um sacrifício. O que poderia
ser senão uma ilusão, se este mundo, em si mesmo, não
passa de uma ilusão? É necessária grande aprendizado
para reconhecer e aceitar o fato de que o mundo não tem nada
para dar. O que pode significar o sacrifício do nada? Não
pode significar que, por causa disso, venhas a ter menos. Do ponto de
vista do mundo, não há sacrifício que não
envolva o corpo. Pensa um pouco acerca daquilo a que o mundo chama sacrifício.
Poder, fama, dinheiro, prazer, físico; quem é o “herói”
a quem todas estas coisas acontecem? Poderiam significar alguma coisa
a não ser para um corpo? No entanto, um corpo não é
capaz de avaliar. Ao procurar estas coisas, a mente associa-se ao corpo,
obscurecendo a sua identidade e perdendo de vista o que ela é.
Uma vez ocorrida esta confusão, torna-se impossível para
a mente compreender que todos os “prazeres” do mundo não
são nada... Os professores de Deus não podem sentir nenhum
arrependimento em desistir dos prazeres do mundo.
O corpo, de fato, parece ser o símbolo do pecado enquanto acreditas
que ele pode te conseguir o que queres. Enquanto acreditas que ele pode
te dar prazer, também acreditarás que pode te trazer dor.
Pensar que és capaz de ficar satisfeito e feliz com tão
pouco é ferir a ti mesmo e limitar a felicidade que queres ter
convoca a dor para que ela encha a tua pobre dispensa e faça
com que a tua vida seja completa. Essa é completeza conforme
o ego a vê.
Nós dissemos que a paz em primeiro lugar tem que superar o obstáculo
do teu desejo de ficar livre dela. Onde a atração da culpa
domina, a paz não é querida. O segundo obstáculo
pelo qual a paz tem que fluir e, estreitamente relacionado com o primeiro,
é a crença segundo a qual o corpo tem valor pelo que oferece.
Pois aqui se faz com que a atração da culpa seja manifestada
no corpo e vista nele. Esse é o valor que pensas que a paz quer
roubar de ti. É isso que acreditas que ela quer que deixes de
possuir, deixando-te sem lar. E é por isso que queres negar um
lar à paz. Esse é o “sacrifício” que
sentes como se fosse grande demais para ser feito, demais para ser pedido
a ti. Isso é um sacrifício ou uma liberação?
O que é que o corpo te deu realmente que justifique a tua estranha
crença em que nele está a salvação? Não
vês que essa é a crença na morte?
Isso não é inevitável? Sob as ordens do medo, o
corpo perseguirá a culpa, servindo ao seu patrão cuja
atração pela culpa mantém toda a ilusão
da sua existência. É isso, então, a atração
da dor.
É impossível buscar o prazer através do corpo e
não achar dor. É essencial que esse relacionamento seja
compreendido, pois o ego o vê como prova do pecado. Ele não
é realmente punitivo em absoluto. É apenas o resultado
inevitável de te equacionares com o corpo, que é o convite
à dor. Pois ele convida o medo a entrar e vem a ser o teu propósito.
A atração da culpa tem que entrar com ele e o que quer
que seja que o medo oriente o corpo a fazer é, portanto, doloroso.
Ele irá compartilhar a dor de todas as ilusões e a ilusão
do prazer será o mesmo que a dor.
Regido por essa percepção, o corpo vem a ser o servo da
dor, buscando-a como dever e obedecendo à idéia de que
a dor é prazer. É essa a idéia que está
por trás de todo o maciço investimento do ego no corpo.
E é esse relacionamento insano que ele mantém escondido
e, no entanto, se alimenta disso. A ti ele ensina que o prazer do corpo
é felicidade. Entretanto, para si mesmo sussurra: “É
a morte”.
A culpa deve ser abandonada, e não escondida. O medo da fuga
faz com que seja difícil dar as boas-vindas à liberdade,
e fazer de um inimigo um carcereiro parecer seguro... Não é
fácil reconhecer que as preces por coisas, por status, por amor
humano, por “dádivas” externas de qualquer tipo são
sempre feitas para estabelecer carcereiros e se esconder da culpa. Essas
coisas são usadas para metas que substituem as metas de Deus
e, portanto, distorcem o propósito da prece. O desejo por elas
<é> a oração. Ninguém precisar pedir
explicitamente. A meta de Deus é perdida na busca por metas menores
de qualquer tipo, e a prece se torna pedido para ter inimigos. O poder
da prece pode ser claramente reconhecido até mesmo nisso. Ninguém
que quer um inimigo irá falhar em encontrar um. Mas também
é certo que irá perder a única meta verdadeira
que é dada a ele. Pense no custo, e entenda bem. Todas as outras
metas vão custar a meta de Deus.
Orar por coisas específicas sempre pede que o PASSADO seja repetido
de alguma forma. O que foi agradável antes ou pareceu ser; o
que era de um outro e ele parecia amar... tudo isso são apenas
ilusões do passado.
Continuar na Parte 3
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