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O Propósito é a Única Escolha
Quando olhamos para as escolhas no mundo, nossa sensação
de estar arrasado às vezes pode ser expressado em uma variedade
de formas. Este diálogo (entre o Orador e vários amigos)
começa com uma expressão de inquietação,
que é uma forma sutil de transtorno ou simplesmente não
estar em paz. Isso proporciona um ponto de partida para traçar
o transtorno específico até a sua fonte, a mente equivocada,
onde a percepção é corrigida pela escolha de um
novo propósito.
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Parte 4
Questionador 2: Vamos voltar por um minuto para a idéia
de que o ego é só uma crença. Onde a personalidade
é a preocupação na minha mente eu ainda tenho o
Verdadeiro Ser enganchado com a personalidade.
Orador: Na outra noite quando estávamos juntos,
tínhamos um cavalheiro contando sobre como ele estava se sentindo
e ele compartilhou muito francamente sobre inúmeros pensamentos
julgadores. Muitos deles ele identificou como “auto-julgamentos”
dele mesmo como uma pessoa. Porém mesmo se os julgamentos tivessem
sido os assim chamados “dirigido a outros”, é tudo
a mesma coisa. Todos os julgamentos estão amarrados no conceito
da personalidade e na divisão básica do sujeito-objeto.
Crenças irreais produzem aparências irreais. Se alguém
consegue apenas começar a questionar as crenças, então
esse alguém consegue desistir de todo o sistema de crença
e o cosmos do tempo-espaço que o sistema de crença pareceu
produzir. Somente então este alguém consegue lembrar da
sua Verdadeira Identidade como Espírito Eterno. Porém,
até dizer “desistir”, implica que alguém tinha;
que o sistema irreal de crença era “meu” em primeiro
lugar, que isso era mais do que uma ilusão. Parece que aquilo
que é irreal tem realidade, como se a separação
de Deus realmente aconteceu. Essa é a trapaça.
Então, para mim, é essencial realmente questionar o que
se acredita. Além deste questionamento é chegar ao reconhecimento
de que todas as crenças, todos os galhos da árvore, modo
de dizer, e a única crença de onde surgiu o tronco da
árvore (ego) nesta analogia, são todas uma só.
É um ponto de referência da clareza de onde se vê
o falso como falso. É um observar que todas as imagens são
passado, em vez de selecionar e seqüenciar as imagens em uma ordem
de objetos e eventos. É um estado de quietude, de paz e de alegria!
Questionador 2: Então, você daria as características
novamente, da realidade ou Verdade?
Orador: É eterna, imutável, sem forma,
estendendo-se para sempre. Não tem componentes de forma, nem
tempo, nem espaço, nem especificidade.
Questionador 2: Então, eu notei que eu ainda
não estou esclarecido na minha mente. Quando eu olho para a natureza,
eu vejo que ela está mudando e que certamente é forma.
Então, esses são sinais de que a natureza é irreal.
E eu ainda acho que é real. Então, eu devo estar enganado.
Orador: Quem é o “eu” que pensa
que a natureza é real?
Questionador 2: Então, é nesse “eu”
que se tem ir; esse que tem que ser questionado.
Orador: Ele só tem que ser olhado e visto na
Luz. Outro dia você mencionou, “Eu não sei quem eu
sou.” A primeira questão que já foi questionada
foi feita pelo ego: “Quem sou eu?” O Verdadeiro Ser nunca
fez essa pergunta. Ele sabe com certeza o que ele é, Espírito
-- Um com Todos.
Questionador 1: Não saber quem eu sou, porém
pensar que sei, é onde a culpa entra. Quando faço algo
que penso que é errado, parece que me sinto culpado por causa
daquilo que fiz. A culpa não tem nada a ver com aquilo que foi
feito; vem da identificação equivocada com o “eu”
que pode fazer -- não é isso?
Questionador 2: Mesmo que eu fiz algo e pensei que
senti prazer mundano, tudo é a mesma coisa.
Orador: Sim, é uma identificação
equivocada da mente de qualquer maneira. Ambos, prazer e dor são
percepções equivocadas. Lembrem-se das nossas duas alternativas
novamente: separação e perdão. A mente equivocada
acredita que é o ego. Essa crença é uma decisão
que deve ser revertida antes que Deus e o Verdadeiro Ser possam ser
lembrados. Essa crença é projetada na tela (o cosmos inteiro)
como culpa atribuída a um fazer ou um não-fazer ou uma
situação específica ou evento (ex: “Eu não
deveria ter deixado meu filhos. Eu não deveria ter gritado com
o meu marido. Eu não devolvi o dinheiro que eu devia. Eu sou
culpado por causa de alguma coisa que eu fiz ou não fiz no passado.”)
Entretanto você consegue ver que a personalidade é a suposição
na qual todos esses pensamentos se baseiam? Você consegue ver
como o ego quer que a mente acredite que a culpa é por causa
de alguma coisa que aconteceu na tela? A culpa nunca é por causa
de qualquer coisa na tela. A culpa resulta da escolha da mente errada,
de acreditar que se é algo que não é (ex: uma pessoa
num mundo de dualidade). Isso não é nada, só uma
tentativa insana de se envolver com essa crença que não
tem nenhuma realidade e não tem nenhuma existência.
Então, se alguém consegue trabalhar o transtorno até
o âmago da decisão, a crença na separação
de Deus, e claramente discernir o propósito do ego descoberto,
pode-se rir da idéia do ego. É assim que a paz da mente
é alcançada. Alguém vê aquilo que esse alguém
não é, e aquilo que se é retorna gentilmente para
a consciência. Há uma cena que vem na minha mente do filme
“Muito além do Jardim”. O filme tem alguns grandes
símbolos da inocência e a indefesa. Quando Chauncey, o
jardineiro, deixa o seu “abrigo”, sua residência e
sai “para o mundo”, ele encontra a cidade secreta, um ambiente
urbano, por assim dizer. Ele está caminhando e uma gangue de
rua aproxima-se dele, xingando-o. Um membro da gangue até puxa
uma faca e a coloca no rosto dele. Embora a situação pudesse
ser percebida como ameaçadora, Chauncey permanece calmo e indefeso.
Ele simplesmente tira e aponta o controle remoto da TV que ele carrega
no bolso, como que pensando “Eu não gosto deste canal,
talvez há um outro canal que eu possa assistir.” O propósito
do perdão -- essa é a alternativa real que se tem que
escolher não importando a situação. O Espírito
é a escolha ou o “canal” a sintonizar para ter percepção
clara e paz da mente.
Questionador 2: Então enquanto estamos aqui,
só existe uma escolha que é o perdão ou a separação.
Orador: E isso é somente enquanto se acredita
que está aqui. Se alguém vê que é o sonhador
do sonho da separação, este alguém não está
negando o sonho, mas meramente deixando de ser uma figura no sonho e
passando a ser o sonhador. Por exemplo, pensar: “Eu sou um homem,
eu moro em tal endereço, eu faço tais coisas para o meu
sustento” indica que a mente acredita que está na tela,
dentro do sonho. Isso é personalidade. Isso é não
estar na mentalidade certa. Identificado como um “pessoa”
inevitavelmente se sentirá defensivo em relação
a “outras pessoas, lugares, situações, eventos e
/ ou instituições”, tais como o governo, a Receita
Federal, vizinhos, irmãos, colegas de trabalho, cunhados(as),
sogro(a), etc. pois a identidade não é verdadeira. Mas
se alguém vê a si mesmo como o sonhador do sonho, este
alguém consegue aceitar um propósito diferente para o
sonho. É um lugar bem desapegado apenas ver o falso como falso.
Assiste e observa os pensamentos do mundo. Não mais reage a eles.
Na percepção do mundo ainda parece que o corpo fala. Parece
que o corpo está ativo, às vezes andando ou conversando,
às vezes movendo os braços. Mas a sua atenção
está tão removida dos pensamentos do mundo que se sente
des-identificado da forma e identificado com o propósito do perdão
do Espírito. No fluxo deste propósito não há
consciência de pessoas ou ações ou situações
ou eventos separados.
Questionador 1: Uma das coisas que eu fiquei ciente
nos seminários que eu freqüentei foi que eu tinha uma forte
identificação com os meus pensamentos. Eu pensei que meus
pensamentos eram eu. É claro, os pensamentos vinham e eu me sentia
como se estivesse sendo empurrado em todas as direções.
Então eu tive a oportunidade de ver que eu não sou os
meus pensamentos. Mas um pensamento que você introduziu é
que eu também penso que eu sou o pensador. Então este
é um outro passo de volta daquilo. Então eu só
estou sentado com isso e notando o quanto sou apegado no pensar que
eu sou o pensador. Esta é uma parte da personificação.
Orador: Sim, e é bom parar e dar uma olhada
nisso. Este erro é um engano básico. Se alguém
pensa que é o pensador dos pensamentos julgadores, ou aquele
que acredita nas falsas crenças, então a culpa e o medo
necessariamente se seguem. Freqüentemente na “jornada espiritual”
as pessoas estarão a favor do “Pare de pensar. Pensar que
é o problema. O problema é pensar, em vez de simplesmente
sentir-se feliz.” A vida é Pensamento. Então não
é que o pensamento por si só é prejudicial, mas
é importante entender que existem dois tipos de modo de pensar,
num sentido metafórico. Este é o passo no processo. Antes
de chegar a ver que o medo (ego) não existe e nunca ocorreu,
tem que se usar o passo no processo dos dois sistemas de pensamento
que compõe a mente dividida. E, em um sistema de pensamento existem
pensamentos reais, enterrados profundamente na mente, que estão
encobertos com pensamentos de ataque. Isso pode ser útil. Em
vez de pensar, “Eu tenho que parar de pensar. Fiz isso de novo.
Eu ainda estou pensando. Eu nunca vou sair desta armadilha do pensar.”
E se sentindo culpado por pensar, só é necessário
pedir o discernimento do Espírito, ajuda para selecionar os dois
sistemas de pensamento. Todo o ponto da seleção é
chegar ao reconhecimento de que os dois sistemas de pensamento são
mutuamente exclusivos -- a existência de um nega o outro.
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