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O Propósito é a Única Escolha

Quando olhamos para as escolhas no mundo, nossa sensação de estar arrasado às vezes pode ser expressado em uma variedade de formas. Este diálogo (entre o Orador e vários amigos) começa com uma expressão de inquietação, que é uma forma sutil de transtorno ou simplesmente não estar em paz. Isso proporciona um ponto de partida para traçar o transtorno específico até a sua fonte, a mente equivocada, onde a percepção é corrigida pela escolha de um novo propósito.


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Parte 2


Orador: Deve haver alguma coisa para isso se alguém concorda que o Céu é Eterna Unicidade e não tem nada a ver com escolha, já que não há nada para se escolher na Unicidade. Agora, o que eu estou dizendo é que para se aproximar da aceitação de algo que já aconteceu (ex: a Correção da crença na separação) tem que se escolher onde está. Em outras palavras, deve-se primeiro investir na escolha onde ela tenha um significado como um meio de aprendizado, por exemplo, no nível da mente, antes que possa haver a lembrança da Unicidade sem escolhas. De todas as coisas que se precisa fazer, tudo é tão simples quanto uma escolha. Tudo o que se tem que fazer é tomar uma decisão. Uma decisão!

Você consegue compreender vagamente que a paz, descanso, alegria e felicidade necessariamente estão relacionadas com a única decisão que se precisa tomar? Realmente nem mesmo é uma decisão, é apenas uma aceitação. O que nós queremos olhar é tudo que parece estar no caminho desta aceitação. É assim simples.

Nós queremos ser tão meticulosos ao retraçar “as específicas escolhas pessoais” até a falsa crença que está por baixo de todas elas, que há a abertura para o grande momento que parece mudar tudo e ainda assim é imutável, este Instante. O ensinamento que eu compartilho é que a iluminação está disponível neste exato momento. E qualquer coisa dentro da nossa mente, que esteja no caminho desse reconhecimento da iluminação exatamente agora, primeiro deve ser questionado, e então visto pelo que é -- ilusão. Por favor, não entrem na coisa da comparação de quem é iluminado e quem não é. Iluminação não é pessoal. Apenas considere essas idéias e a santidade da intenção para ter a clareza. Apenas diga com intenção séria: “Eu quero paz! Eu quero isso mais do qualquer outra coisa. Eu vou derrubar todas as minhas máscaras. Eu entendo que a fim de derrubá-las eu vou ter que olhar para elas. Eu quero ver as máscaras pelo o que elas são. Eu quero discernir o falso do verdadeiro -- ter a mentalidade certa. Esta é oportunidade preciosa!” Consegue pensar em alguma coisa mais importante do que olhar para a própria mente e examinar os obstáculos a este reconhecimento? Existe qualquer coisa que possa até mesmo chegar perto disso? Esta é uma oportunidade muito preciosa!

Pela nossa discussão nós identificamos a crença em que as escolhas pessoais são escolhas entre formas e imagens. Então se alguém vê que não existe escolha na forma, conseqüentemente haveria só um assistir ou um observar, um estado de êxtase, um estado de completo desapego. Que êxtase parar de tentar ver escolha onde não existe.

Então queremos retraçar isso. Agora vamos dar uma olhada onde está essa escolha. Onde estaria esta escolha libertadora, a única escolha que tem que ser feita, onde estaria se não está entre as formas e as imagens no passado ou futuro?

Questionador 1: Eu noto que eu ainda quero dizer que existe escolha entre forma e Espírito.

Orador: Você entende essa escolha da qual você fala, esta escolha entre forma e Espírito? Para entender esta escolha, tem que se estar esclarecido sobre a distinção entre forma e conteúdo. Esta é a distinção que estamos investigando juntos. Você acredita que escolhas são pessoais e entre especificidade -- nós estabelecemos isso no nosso ponto de partida. Forma é a projeção de formas-pensamento e imagens específicas. Forma é a projeção do pensamento equivocado. O Espírito é específico?

Questionador 1: Eu suponho que você está dizendo que o Espírito é geral ou universal porque o Espírito é um reflexo da Realidade e a Realidade é eterna e sem forma.

Orador: Se nós pensarmos na palavra “universal”, ela não tem uma conotação diferente do “específico”? Espírito é universal. Para a nossa discussão quando movermos a nossa atenção para a mente, a esfera do conteúdo ou propósito, movemos para um contexto significativo. A mente divida é um contexto na qual a idéia “escolha” é significativa como uma metáfora ou um passo no processo, uma “preparação” para a última decisão ou aceitação final que traz um fim para toda decisão. Esta decisão final é uma decisão / aceitação do conteúdo ou do propósito do Espírito. Pode-se acreditar que existe propósito ou conteúdo no mundo da forma, mas não é assim. Qual é o propósito do carro? Qual é o propósito de um sofá? Qual é o propósito de um microfone? Você consegue enxergar como todas essas coisas parecem ter pequenos propósitos separados? Este é o aprendizado do mundo. A mente equivocada tem designado nomes, significados, ou “propósitos” para coisas tais como: objetos, comportamentos, eventos, condições, pessoas, etc., e as relações entre eles. Como um motor de carro funciona? Como o eco-sistema funciona? Como um corpo humano funciona? Você vê, não só foram dados nomes a todas esses pedaços e fragmentos e imagens como um instrumento separado, mas como também a mente equivocada acredita que sabe como todos eles funcionam juntos. Não existem imagens fragmentadas e falsas associações entre imagens numa percepção curada ou verdadeira. Não existe nenhuma no Céu ou na Realidade também, pois não existem imagens na Realidade.

Vamos examinar por um momento a questão: “Como funciona corpo?” Existem algumas crenças de auto-conceitos que se relacionam com a profissão de enfermagem que pode ser útil examinar agora. (obs: três dos questionadores são enfermeiros) O treinamento que vocês receberam quando vocês estavam na escola de enfermagem, qual foi? Foi para ensinar a vocês como as partes do corpo funcionam, como os sistemas do corpo funcionam, como os sistemas do corpo interagem um com outro? Havia alguma rotulação das partes que vocês aprenderam na sua formação? É claro, e esta é apenas uma pequena tira do aprendizado do mundo. Aparentemente existem muitas outras disciplinas. Toda a educação do mundo tem sido sobre dar um propósito e significado para a especificidade e tentar definir e entender como a especificidade se relaciona uma com a outra. É possível se abrir para idéia de que não existe nenhum propósito específico e nenhum relacionamento entre a especificidade?

E se na verdade não há nenhum propósito ou significado para qualquer coisa nela e por ela mesma? E se tudo que é percebido com os cinco sentidos é simplesmente o passado. É como ter um banco de memórias de um computador de associações passadas. Por exemplo, vamos olhar para a memória de um copo caindo no chão e quebrando. De que outra maneira alguém “saberia” que um copo em particular quebraria numa situação específica a menos que fosse baseada no passado? Todo o significado que é dado para tudo, incluindo como as coisas se relacionam umas com as outras e o para que tudo específico serve, é tudo baseado no passado. É tudo inventado. Deus não conhece um copo. Ele não conhece o significado de um copo ou sua textura, ou o significado da palavra “cair”. E sobre o que o copo cairia? O chão? Qual é o significado “do chão”? Nós estamos falando sobre um desaprender necessário e fundamental de tudo que tem sido aprendido. Quando falamos sobre deixar o passado partir, nós estamos falando de desaprender tudo que tem sido aprendido. Quando falamos sobre abandonar o passado, estamos falando de desaprender a coisa fundamental do tempo / espaço, não só apenas deixar as memórias da infância ou lembranças desagradáveis partirem. É deixar partir o mundo percebido com os cinco sentidos. Um outro exemplo é a natureza. Tudo é aprendido. Tudo é passado. Então a coisa chave, quando trazemos tudo de volta para a escolha, é que a mente equivocada pensa que vê significado e propósito no mundo. O ensinamento que eu estou compartilhando é que o propósito e o conteúdo é da mente.

Quantos de nós têm buscado pela verdade e dito, “Se existe tal coisa como a verdade, ela deveria ser simples?” Por que a verdade seria tão complicada, tão complexa? É significativo, intuitivamente pensar na verdade como simples. Bem, não parece simples que em vez de trilhões de propósitos e associações que constituem este mundo aparente, existem apenas dois propósitos numa mente dividida, e somente um deles reflete a Realidade? Isso não simplifica a aproximação da verdade? Se alguém pudesse se aproximar da simplicidade disso, e saber que havia apenas uma decisão a tomar entre esses dois propósitos, isso não tornaria tudo muito simples? Se eu penso que tenho trilhões de opções e escolhas “aí fora” no mundo da forma, isso parece trazer sentimentos de inquietação! Isso parece trazer medo. Isso parece envolver confusão. Existe alguém que não tenha vivenciado estas coisas?

Questionador 1: Ou falado sobre isso recentemente? (Risadas)

Orador: A noção de que existem múltiplas escolhas e propósitos baseados em muitas, muitas imagens do cosmos do tempo-espaço é amedrontadora, confusa, complexa e opressiva. Então o que nós queremos fazer é ter a certeza de que existem apenas dois propósitos. Não é isso que parece para a mente equivocada. Isso não faz nenhum sentido na perspectiva do mundo. Então deve haver um contexto completamente diferente de escolha do que escolha entre imagens.

Agora, admita por um minuto a possibilidade de que só há duas alternativas, dois propósitos na mente dividida; chame um desses propósitos de perdão e um desses propósitos de separação. Desta perspectiva, a idéia de que toda escolha que você faz traz tudo ou nada para você seria significativa?

Questionador 1: Sim.

Orador: Então temos algo muito interessante aqui. Se eu posso simplesmente ter realmente, realmente, realmente a certeza do discernimento entre esses dois propósitos, entre esses dois propósito na mente dividida, então é simples escolher a iluminação, pois a salvação será óbvia. Não é uma boa notícia? Existe alguma prioridade mais elevada do que chegar nesse discernimento?

Nós poderíamos dar à separação muitos nomes diferentes, tais como: medo, culpa ou morte. Os nomes não importam. Nós poderíamos dar ao perdão muitos nomes também, tais como: paz, amor e alegria. Os nomes não importam. Escolher entre esses dois propósitos na mente é onde a escolha realmente está, chame-os pelos nomes que você quiser. Se alguém consegue acreditar que realmente só existem dois propósitos na própria mente, então este alguém só precisa entrar em contato com a trapaça daquilo que parece estar entre a minha consciência dessas duas alternativas básicas, essas duas opções básicas. Se todas as estradas que tenho perseguido neste mundo são apenas escolhas entre ilusões, mas eu ainda acredito que existe uma escolha real para se fazer no mundo, eu preciso começar a ver a fraude do jogo do mundo. Enquanto eu acreditar que ainda existem duas escolhas a se fazer no mundo das imagens, sentir-se inquieto é inevitável. A fonte da inquietação é esta: a mente não está clara e não consegue ver as duas alternativas e aceitar aquela que é real.
Uma outra coisa que eu quero mencionar é a estrutura da mente. Metaforicamente, vamos dizer que essas duas alternativas estão no subsolo de um grande edifício. Da crença na separação surgiu um completo sistema de pensamento, os muitos andares do prédio. Então, este único pensamento fragmentador parece multiplicar-se em todos os tipos de crenças subseqüentes. Muitas pessoas considerariam o tempo um conceito bastante abstrato. Espaço parece bem abstrato também, porém cada um desses conceitos é específico naquilo que envolve incrementos e unidades de medida. O tempo é uma idéia de separação. O espaço é uma idéia de separação. Na verdade eles são apenas duas formas de uma mesma idéia. Todas as crenças que a mente equivocada mantém sobre ela mesma envolve a crença em níveis -- nível corporal, nível emocional, nível do pensamento, nível cósmico, nível familiar, nível microscópico, etc. Na Realidade não existem níveis. Tudo é Um em Espírito.

Pensamentos tais como “Quando eu vou para casa?” precisam ser examinados. Para cada pensamento passado na mente existem bloqueios edificados, modo de dizer, que estão por baixo do pensamento passado. Pensamentos irreais vêm de um sistema irreal de crenças.

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