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O ‘Herói’ do Sonho


Toda a leitura do texto neste documento foi retirada da
seção ‘O Herói do Sonho’ de Um Curso em Milagres.

Parte 1 | Parte 2


Orador: Como estão todos?

Participante 1: Eu tive um momento de “aha” tão incrível. Ontem quando eu fui para casa, eu comecei a ler... tanta coisa foi lida ontem. Um pouco foi para minha cabeça, com um tanto eu estava me sintonizando, com um outro tanto eu não estava. Eu acendi minha lareira e estava sentado lá e comecei a ler o uso do corpo na página 27 e uma luz se apagou e eu igualei isso com uma ferramenta de comunicação. Ponto final. Então eu pensei para que serve um telefone celular. E se eu começasse a usá-lo para martelar um prego ou mexer a minha sopa? E isso é como usá-lo totalmente para o que ele não serve. E se eu colocasse maquiagem nele... usando-o totalmente para aquilo que não serve, e eu entendi isso. Então eu fiz a minha meditação e foi tão poderosa.

Orador: Sim, é isso aí. É para dentro dessa experiência que as metafísicas estão te levando. Está te levando para aquele reconhecimento. Eu olhei para isso como um lápis. Se eu usar um lápis que parece servir para escrever e comunicar, e usá-lo para abrir uma porta - vai quebrar. É isso. É ridículo tentar abrir uma porta usando uma lápis como alavanca. A mesma coisa com um telefone, passando maquiagem nele. Você começa a rir porque isso é ridículo. E isso é aquilo que Jesus está nos pedindo para fazer. Você tem que começar a rir do propósito que você dá ao mundo, começando pelo seu corpo. Você dá ao seu corpo toda esse falso significado e falsos propósitos. Você o usa para o orgulho, prazer e ataque.

Participante 1: À medida que eu lia falava sobre as metas. Quais são as suas metas quando você olha para o poder, prestígio, dinheiro, prazer físico... todas essas coisas são para o corpo. Para que ser o corpo? Para ganhar todas essas coisas? Não. Então todas essas metas são direcionadas para um propósito errado, para o corpo.

Orador: E nós podemos olhar para o que isso acarreta. Se eu escolher usar o corpo para esses propósitos, então eu terei uma experiência no tempo e espaço que é temporário. Eu irei deslocar e mudar. E essa é a conseqüência disso. Eu terei uma experiência temporária de qualquer coisa que eu estiver buscando. Irá parecer que eu tenho isso e perco isso. Mas se o meu propósito é para Deus e Deus é agora, já foi dado e é sem fim, então a conseqüência seria sempre amor. Então, tudo o que eu preciso fazer é procurar pela falsidade que bloqueia essa simplicidade. É isso aí.

Participante 1: É isso que eu tenho. Todas essas metas estão rodopiando, rodopiando, rodopiando.

Orador: É por isso que eu disse desde o começo que este workshop... se você realmente utilizar toda essa informação, então você não precisará sair por aí e fazer um monte de outros workshops, porque é isso aí... essa é a ferramenta, esvaziar a sua mente do falso conteúdo, da complexidade e do ego. Você aprende a olhar para o ego e você aprende a ter um mente simples. Você começará a esquecer o mundo, a especificidade e complexidades do mundo. E para o mundo isso é regredir, parece chato e estúpido.

Participante 1: Hoje eu tive dificuldades de chegar aqui.

Orador: É isso que você nota quando você realmente começa a olhar para a sua mente, “Onde eu estou?” Esse é um bom pensamento para se ter. Apenas deixe-o partir porque há uma suposição por trás disso de que “Eu estou em algum lugar”. Mas está indo para a direção certa.

Participante 1: Eu tenho uma outra pergunta. “O segundo obstáculo pelo qual a paz tem que fluir e, estreitamente relacionado com o primeiro, é a crença segundo a qual o corpo tem valor pelo que oferece. Pois aqui se faz com que a atração da culpa seja manifestada no corpo e vista nele.” Eu realmente não entendi isso.

Orador: Bem, você acha que o corpo tem valor em sua autonomia. Ele é autônomo e o valor da liberdade no corpo, o valor de colecionar as coisas que você pensa que você precisa. Então você pode dizer que a idéia de usar o corpo para ser um ser espiritual é uma atração da culpa... tornar-se uma pessoa espiritual, usar isso para obter alguma coisa, o “mecanismo de obter”. O mecanismo de obter, a mente dividida - a mente não curada - a mente adormecida - a mente equivocada - pensa que a salvação está do lado de fora dela mesma e Jesus chama o âmago dessa mente de “mecanismo de obter”. Ela pensa que é um sujeito [corpo] e então, há um objeto. E então o que ela precisa, que é baseado na falta, está do lado de fora dela e ela precisa obter isso. Ela ouve o chamado para o despertar e distorce isso. Não é diferente do vício das drogas; crack, cocaína, maconha, álcool, seja lá o que for. A mente ouve o chamado, interpreta e então usa o corpo como um meio para obter aquilo que ela pensa que precisa e que é tudo baseado na atração da culpa.

Participante 1: A atração à culpa, talvez é isso o que eu realmente não entendi.

Orador: A atração à culpa é a mesma atração à dor. A falta está na mente, mas a mente pensa que agora ela é uma pessoa. E ela pensa que para curar isso, para se salvar, que agora há alguma coisa do lado de fora dela que pode curar essa dor que está na mente. Mas o que acontece é que a mente perpetua a dor quando procura. Então esta é a atração à dor. Dor e culpa são a mesma coisa. Se você tem dor então você tem a culpa na sua mente, eles são o mesmo.

Participante 2: Dor na mente.

Orador: Sim, mas a dor e a culpa é a mesma coisa. Medo, culpa, seja lá como pareça surgir... é tudo medo, mas culpa é dor. É tudo uma coisa só. Não é amor. É atração ao medo, a atração à culpa que é perpetuada pela crença no corpo. O corpo está aí para perpetuar a culpa. Lembra daquilo que estávamos falando ontem... e você falou muito bem quando você entendeu isso... que isso é intolerável lá na mente... e que é o início, por assim dizer... e é tão intolerável que a mente começa a fazer esses conceitos e esconder. E essa é a culpa, a culpa é intolerável, a dor é intolerável. Ela só olha para o lado de fora...

Participante 2: Para culpar algum outro alguém.

Orador: O ato de culpar é simplesmente uma parte de perpetuar a culpa. Então se você está culpando, você está transtornado, é a culpa surgindo na consciência e é isso que estamos chegando aqui. Está tudo na sua mente e as formas são neutras. Só é refletido de volta. As formas já foram perdoadas, o Espírito Santo fez isso e é isso o que você está aprendendo a aceitar. Mas a sua mente está confusa agora com a causa e o efeito e está dando o sonho do mundo... você sonhou isso, que é uma falsa causa (ou nós também podemos chamar isso de efeito irreal)... você sonhou isso e jogou fora e você mantém o que? O corpo, o “Herói” do sonho. Você o mantém, sua série de aventuras de dor e sofrimento. E a parte que pode ser atuada, você manteve - a “face da inocência”. Ohhh! E às vezes ela olha para fora e diz, “Oh, aqueles coitados lá fora, pessoas fracas e inocentes.” E você realmente acredita que estão perdendo a inocência delas e é por isso que você acredita que a inocência está mudando... “Eu ainda tenho a minha, mas elas estão perdendo a delas.”

[risadas]

E essa é a essência do ego que é o que eu estou chegando aqui. Nós precisamos aprender a olhar aquela parte da nossa mente. Isso não é o que nós somos, mas é o que nós pensamos que somos e isso é dor. A dor vem de não olhar para isso. Então todas as distrações, demoras e resistência é a negação de procurar isso diretamente. A dor é uma conseqüência de não olhar. É isso, apenas não ser direto.

Participante 2: Então toda vez que vemos culpa e sofrimento ou qualquer coisa lá fora, é tudo parte da consciência.

Orador: É uma parte da minha interpretação da consciência.

Participante 2: Não é real. Absolutamente não é real. Aquela pessoa que nós vemos, como o sem teto que vemos na rua.

Orador: Bem, é bom prestar atenção em como você se sente. É aqui que o treinamento da mente entra. Você caminha e presta atenção nos seus pensamentos subindo. Deixe-os subir porque o ego vai querer fazer algo daquilo que você vê. Então, como um trabalhador em milagres, você começa a observar e então você observa o movimento do pensamento entrando... “Oh, olha para aquele pobre coitado. Olha como ele está sujo.” Observe a repulsão ou seja lá o que for. E então, toda a falsa empatia e toda a projeção, “Eu não seria capaz de viver desse jeito. Ele não tomou banho... como ele poderia ter um bom dia sem um banho?” Você vê? Continuamente... todos esses pensamentos.

Participante 3: Ou talvez, fico imaginado o que ele fez de errado para ficar desse jeito.

Orador: Isso mesmo, “O que ele fez de errado?”

Participante 2: Muitas decisões que ele tomou para chegar lá.

Orador: Certo e tudo isso é apenas uma projeção e o que o Curso está dizendo é que o amor está aqui exatamente agora e se você está vendo um mundo que não é o reflexo do amor, então você não está na sua mente certa. Você não está vendo a consciência corretamente. Isso não significa que não existe guerra, mas que você não divide mais ou pensa que sabe o que essas coisas significam. Então, vamos dar uma olhada nisso: sem teto. Vamos olhar para essa idéia. O que ela significa? Quem é sem teto? Perceba isso, acredite nisso. Agora, eu acho que eu sei o que é “sem teto”.

Participante 3: Eu sei o que é um “teto” (lar)?

Orador: Eu tenho um conceito do que é um lar? O que é um lar? Se o presente momento, que é a aproximação mais próxima da eternidade que o campo perceptual oferece é o meu lar - e é isso que é a verdade que é sem fim...

Participante 3: Ou você pode associar isso com a idéia de quatro paredes onde você coloca o seu corpo e todas as suas coisas...

Orador: E se eu acredito que é isso nessa construção, então eu vivenciarei como não estando em casa... não estando no meu lar, mas querendo estar em casa. Você enxerga isso?

Participante 1: Você sabe que eu viajo tanto que onde quer que eu vá, eu me sinto em casa. Quando eu estou num quarto de hotel, este é o meu lar.

Orador: Exatamente, e isso é a aceitação ‘daquilo’ que é no momento. É a idéia conceitual em nossas mente que nos dá a experiência na consciência de alguma outra coisa em vez daquilo que é exatamente agora.

Participante 2: Se eu estivesse na minha mente certa e passasse por um sem teto, o que passaria pela minha cabeça?

Orador: Eu não sei. Não vamos tentar entrar nas coisas hipotéticas. Não há uma resposta para essa questão. Eu não sei o que entraria na sua cabeça, tudo o que eu posso dizer é para você prestar atenção em como você se sente com o que parece estar surgindo na sua consciência e o que você sente irá surgir... você só tem que observar isso.

Participante 2: E então tudo que surge tem que ser trabalhado, tudo.

Orador: Tudo! Então, apenas dê uma olhada... Ontem ou antes de ontem você mencionou a idéia do homem na televisão. Havia uma empatia lá e falsa inocência. Você ainda acredita que alguma coisa deu ‘errado’. Você queria perdoá-lo, mas você vê, ele não precisa de perdão. É o meu pensamento sobre ele que precisa de perdão.

Participante 4: Verdade.

Orador: Ele já é inocente. Percepção inocente é agora. É a minha interpretação da percepção que é distorcida.

Participante 2: Na verdade, eu estava confuso porque eu sei que isso é apenas uma ilusão... bem esse é um homem que parece ter matado uma menininha e eu não quero que ele seja culpado. Eu quero que ele seja inocente. Então, confusão vem mesmo sabendo que eu penso que ele é.

Orador: E é isso que precisamos olhar. Essa é a honestidade profunda, muito profunda que eu quero chegar. É por isso que temos que ser honestos com os nossos sentimentos. Como você se sente quanto a isso?

Participante 2: Eu estava muito confuso e não estava feliz.

Orador: E então você ainda se sente confuso com isso agora?

Participante 2: Eu me sinto um pouquinho melhor, um pouquinho.

Orador: Mas você não se sente em paz ou esclarecido quanto a isso.

Participante 2: Não.

Orador: Ok, então vamos olhar para isso desse jeito. Ou eu estou vivenciando amor ou medo. Então, eu tenho medo na minha mente. Não existe um pouquinho. Não existe pequena guerra, não existe grande guerra. Isso é o que nós vamos chegar. O ego separa todas essas coisas e faz com que sejam diferentes. E Jesus diz no Curso que ou existe amor ou guerra.

Participante 2: Ou um ou o outro.

Orador: Ou você está em guerra ou você está no amor. Então, bem agora você está em guerra e Jesus diz que quando eu estou transtornado, eu estou transtornado porque eu dei significado para alguma coisa que não está lá. O significado está na minha mente. Eu não estou vendo amor. O amor sempre está lá se ele é simultâneo e perfeito. Se ele está lá e eu não estou vendo-o, então isso significa que eu estou dando um significado a ele. Não importa quantas pessoas estejam ao seu redor concordando com a mesma interpretação doentia... “Oh, ele é um assassino. Mate-o!” É assim que o ego estabelece o mundo; concordância sobre a doença. Você tem que ver que tudo isso é um reflexo da sua mente e você tem dar uma nova interpretação a isso... uma interpretação que é íntegra.

E a fim de fazer isso não diga, “Eu sei que isso é uma ilusão.” Você não reagiria com medo a uma ilusão se você acreditasse que é uma ilusão. Então dizer, “Eu sei” é uma coisa muito perigosa. Eu quero dizer, é perigosa porque você não sabe. Há uma idéia que o mundo não quer admitir: Eu não sei que coisa eu sou. Nós vamos entrar nisso mais adiante hoje. O que está debaixo disso é um terror do não saber. Mas, você nunca “conhecerá” este sonho. Você não pode conhecer uma ilusão. Você só pode conhecer quem você é quando você reconhece que isso é uma ilusão e que saber é abstrato e não específico. Você não saberá como você é no sentido do seu nome ou seu corpo, mas você saberá quem você é através de um senso de propósito. Você é o seu propósito, este ser abstrato. Você é. E isso é um saber, mas saber não é conhecimento. Isto é somente uma aproximação do conhecimento. Você raramente me ouvirá usá-la. “Conhecer” é uma palavra poderosa.

Então, saber e não fazer, é não saber. Eu estou ciente de uma idéia intelectual que isto é um sonho. Eu preciso treinar a minha mente para realizar esta idéia. Mas, seguir em frente e dizer que eu já estou na idéia, porém quando eu presto atenção aos meus sentimentos e eu realmente não estou em paz... então esta é a confusão. E confusão, novamente, é confusão de nível. Toda confusão é confusão de nível.

Você só tem que olhar para isso muito profundamente de um jeito novo. Como eu me sinto exatamente agora? E então você olha para aquele sentimento e o entrega ao perdão. Mas você não pode entregá-lo se você realmente pensa que está fora de você. Você só pode liberar o sonho, você só pode perdoar verdadeiramente, quando você vê a conseqüência e a causa como uma. Mas na sua percepção bem agora, você pensa que a causa está fora de você e você é a conseqüência desta causa. Mas que na verdade é a conseqüência! Então você tem que reverter o efeito e a causa. Você tem que reverter isso. Na verdade isso é uma conseqüência do meu julgamento. Não a forma, mas a minha interpretação daquela forma.

Participante 3: Minha experiência é uma conseqüência da minha interpretação.

Orador: Como eu me sinto exatamente agora, e sentimentos são pensamentos... é tudo pensamento... é apenas um reflexo de um pensamento, só parece surgir através dos níveis. Sentimentos parecem ser um nível, mas o sentimento é um pensamento. Então você vê, é assim que você começa a desmanchar isso. E como você se sente quando você começa a desemaranhar isso?

Participante 2: Ah, eu tenho certeza que me sentiria confuso.

Orador: Você tem que se abrir para essa confusão e se entregar a ela. Não tenha medo e não tente lutar com ela. É a necessidade de saber que está na sua mente que luta com ela. Entregue-se. À medida que você se entrega à confusão e mantém o seu foco... é aqui que a confiança entra. A confiança resolveria todos os problemas agora. Apenas confie e se entregue. O milagre não faz nada.

Participante 1: Isso afrouxou a minha mente. Quando eu pensei sobre isso, ter um conceito diferente do corpo e o uso do corpo. E então eu pensei, “Ok, a razão que eu não sei para o que serve qualquer coisa é porque eu pensei que era tudo para o meu corpo. E se não for para o meu corpo, então eu não sei para o que serve.”
Orador: Aleluia! É isso aí.

Participante: Sim, eu não sei para o que isso serve.

Orador: E é aí onde começamos. ‘Eu não sei para o que coisa alguma serve. Eu não sei como olhar para o mundo...’ Mas é aqui que a praticidade deste ensinamento entra... ‘...mas eu acredito que eu acho que sei para o que tudo serve.’

Participante 2: Isso é uma crença do ego, não é?

Orador: Quando você começa a olhar para isso, é aí que você começa a entrar em contato com os pensamentos reais por trás disso, porque isso não é nada. Não é disso que você está se escondendo. Esse é apenas um show à parte. Você está começando a entrar. É assim que o ego trapaceia a mente e você tem que aprender a olhar para eles muito diretamente. É uma coisa boa não saber.

Participante 2: Sim, é e você sabe... é maravilhoso que eu tenha levantado essa questão porque eu tinha um profundo sentimento real sobre isso... sobre o cara que eles acusaram e consideraram culpado. E eu pensei, na minha mente, “Droga, eu queria que você não tivesse matado aquela menininha. Olha para você.” Então, eu estou acreditando que ele realmente a matou.

Orador: E por que eu acredito? Porque eu penso que eu sei alguma coisa e estou invocando testemunhas para a minha crença. Então, eu penso que eu sei o que é assassinato. Jesus define o assassinato. Quando eu estou transtornado com um irmão, eu o assassinei no campo de batalha.

Participante 2: Uau, uau.

Orador: Quando ele voltou, seu primeiro ensinamento sob as leis Judaicas... a lei ensinava que se você cometesse adultério, então você pecou. E um dos seus primeiros ensinamentos foi que o pensamento e o ato, o pensamento e a ação são uma coisa só. Se você pensa na cobiça, então não é diferente da ação. Está vendo, é nisso o que os ‘Níveis da Mente’ chega, no próximo workshop que nós faremos... ele entra mais profundamente na coisa do colapso. Você só começa a ver que você pensa que você sabe para o que serve, mas nós temos que redefinir isso. As definições são o que fazem o corpo parecer sólido. Agora eu uso esse corpo para o ataque e orgulho de manter a imagem do meu corpo, para o prazer também e a atração à culpa que vem com isso. Então, tudo isso é apenas para perpetuar a culpa na minha mente. Eu tenho uma idéia do assassinato na minha mente. Eu acho que eu sei o que é isso. E na verdade, eu simplesmente matei o meu irmão exatamente com esse pensamento e agora eu estou repulsivo com ele. Lembra que eu disse isso ontem, toda vez que você está transtornado com um irmão por tomar parte na fantasia... que era a fantasia dele. Porém você tem que se perdoar pela mesma defesa. Você tem que colapsar as ordens do erro na sua mente. Você nunca corrigirá com uma ordem de erros na sua mente, uma hierarquia. Você tem que permitir que o Espírito Santo re-ordene seus pensamentos e que ele veja tudo como? Amor e um pedido de amor, certo?

Participante 2: Sim.

Orador: E o amor só estende. Então isso significa que existem duas ordens de pensamento, então se eu estou invocando uma testemunha de três ordens de pensamento... existe o amor, um pedido de amor e então, espere, se eu não sinto amor isso significa que deve haver um terceiro... assassinato. Oh, isso é um sinal que eu não estou na minha mente certa. É um chamado para despertar, mas eu tenho que ver isso na minha mente, não na mente do seu corpo porque o seu cérebro não pode pensar. Ele não pode ter um pensamento. É impossível o seu cérebro pensar. Jesus diz que você pensa que o seu cérebro pensa. Ele não pensa. Você é o sonhador dos sonhos.

Participante 2: Então eu o assassinei quando eu pensei que ele fosse culpado.

Orador: Na sua mente, na sua fantasia sim. Psicologicamente você o assassinou. Tudo é psicológico. O que quer que pareça acontecer com os corpos se unindo e coisas como essa, é tudo a mesma coisa. É neutro. É só o que a mente designa a isso.

Lembra o que eu estava falando ontem quando o homem chegou e jogou meu amigo contra o poste e rachou a sua cabeça. Meu amigo nunca esqueceu, nem por um instante quem ele era, e amou aquele homem, o amou a tal ponto que o homem realmente o levou para casa e o limpou como Madre Teresa. Agora aquilo foi só um reflexo do amor do na mente do meu amigo. Mas aquele evento, do ponto de vista de uma mente destreinada, na perspectiva do ego, vê o ataque... julga, processaria o homem e o colocaria em julgamento e o poria na cadeia e o amaldiçoaria e pelo resto da vida a saga continuaria.

E é isso que nós fazemos psicologicamente o tempo todo. Mas a fim de aceitar a Expiação nós devemos trazer o passado numa forma purificada e colapsá-lo. Então é aqui que essas idéias entram. Quanto mais você se aprofunda nessas metafísicas, mais você é capaz de ver as bobagens do ego e ele não pode mais te fazer de bobo. E então basicamente é só você aceitar a solução de novo e de novo.

Participante 5: Posso fazer uma pergunta? Então, o homem cuidando do seu amigo é um reflexo do amor na mente do seu amigo. Mas anteriormente foi violência.

Orador: Mas ele ainda viu amor.

Participante 5: Mas de novo, a palavra reflexo foi usada. Refletindo amor.

Orador: Eu disse que é um símbolo do amor.

Participante 5: Então, a violência foi refletida um momento antes.

Orador: Bem, a mente curada não julga o que ela vê, e é isso que eu estou dizendo. Então, na mente do meu amigo violência é o ego. Violência não está na tela. O ego é um pensamento violento e então, existe um pensamento de amor. Existem dois...

Participante 5: Então você poderia dizer que apesar disso os reflexos permanecem o mesmo. Isso nunca muda, sempre foi amor.

Orador: Sim. Mas simbolicamente... É só um mundo de símbolos, um mundo de idéias. Você ainda pode ver alguma coisa que parece mudar. Um corpo pode parecer mudar. Os olhos do corpo ainda relatarão diferenças. Um corpo pode parecer mais feliz, isso é apenas um símbolo na sua mente. Sempre foi um símbolo do amor. Você tem colocar isso em perspectiva. Vamos usar o exemplo da prisão. Você poderia estar apaixonado agora, nas circunstâncias que o mundo chamaria de uma prisão. Quando realmente a prisão é o ego. Você está escravizado a um mestre que te mantém prisioneiro.

Hoje nós estávamos falamos sobre cultos. É engraçado. As pessoas pensam que sabem o que são cultos. Mas o ego é um culto. É um controle, é uma hierarquia. É como controlar e manipular as coisas. E as pessoas pensam que existem cultos separados e diferentes aí fora. Ou você está no culto do pensamento ou não está. Você não pode estar num culto num sentido específico. Culto de pensamento é pensamento específico! [risadas] Você vê como o ego trapaceia a mente? E o que Jesus está fazendo é lavar nossa mente com uma perspectiva nova e íntegra. Ele está te mostrando que você está se fazendo sólido através desse corpo. Você está se solidificando através dessas hierarquias fragmentadas que você tem. E então, você só está fazendo papel de bobo... Fazendo papel de bobo, você não é bobo, você é o Filho de Deus. E esquecido... “Eu não sei. Por que alguém faria isso comigo? Por que alguém roubaria uma carteira sendo eu um homem tão bom e vivo de doações... por que eles roubariam?” Você vê, isso é o que o ego faz. Ele faz esse joguinho, uma estorinha. Mas a estória precisa ser vista muito diretamente na mente, nós precisamos vê-la. E nós estamos chegando no mecanismo por trás da estória. A estória é apenas um ruge... apenas tentando fazer você acreditar nela... É apenas um truque de mágica, a parte do truque de mágica que realmente te pega. Olhe para aquela moça fazendo a sua dança! Se você assistir um truque de mágica, eles têm a moça mais bonita lá em suas roupas colantes, e todos estão... “Oooohh, oh ela é tão bela!” e nesse meio tempo o mágico está puxando as trancas e passando a chave.

E é assim que isso aqui é. Nós precisamos olhar para isso, só isso. E pode ser divertido. Não tem que ser sério, eu não estou pedindo para ninguém ser sério aqui. Estou pedindo para ser gentil, doce com você mesmo, honesto com você mesmo. Ser desonesto não é bom ou mau, mas há uma conseqüência psicológica para isso. E Deus não inspira isso para você. Você parece desconectar ou obscurecer a si mesmo da sua realidade imutável, mas você só está obscurecido. E ontem os olhos da Participante 5 estavam todo acesos e ela estava começando a reconhecer o poder da crença, que é só uma crença! Quão poderosa parece ser. Você tem uma mente poderosa e você está dando-a a uma crença e a crença precisa ser olhada diretamente. E é por isso que ao reunirmos dessa forma é extremamente útil para ficar esclarecido e honesto.

Participante 2: Eu gosto disso.
Orador: E você não tem que se sentir culpado. Não há razão para culpa em absoluto.

Participante 2: Apenas definições pré-concebidas com tudo.

Orador: Com tudo. Então eu me senti incentivado, e não é um engano começarmos a falar do “Herói” do Sonho aqui e todas essas coisas. Eu senti que seria mais útil para nós, nesta manhã ler este “Herói” do Sonho e então o ‘Auto-conceito versus Ser’. Nós já percorremos a idéia do Relacionamento Curado, isso não é necessariamente um relacionamento entre duas pessoas, é o relacionamento entre você e o Espírito Santo. Inicialmente pode parecer tomar certas formas de um grupo ou talvez duas pessoas ou não. Pode parecer disjuntivo, mas o propósito da união é desencobrir erros. Esse é o propósito, dar um espaço para liberar e ser o mais são do grupo ou dos dois. Apenas apreciar o propósito. Página 628. Seção 8, capítulo 27 - “A Cura do Sonho - O ‘Herói’ do Sonho”.

“O corpo é a figura central no sonhar do mundo. Não há sonho sem ele e nem ele existe sem o sonho no qual age como se fosse uma pessoa que se vê e na qual se acredita. Ele ocupa o lugar central em todos os sonhos, que contam a história de como ele foi feito por outros corpos, nasceu para o mundo do lado de fora, vive um pouco e depois morre para ser unido, no pó, a outros corpos que morrem como ele. No pequeno espaço de tempo que lhe é dado viver, ele busca outros corpos para serem seus amigos e seus inimigos. A sua segurança é a sua preocupação principal. Seu conforto é a regra que o guia. Ele procura buscar prazer e voltar as coisas que poderiam feri-lo. Acima de tudo, procura ensinar a si mesmo que as suas dores e alegrias são diferentes e que pode distinguir umas das outras.”

Nesse único parágrafo aí, Jesus está dizendo que você acredita que você foi criado por outros corpos e você está aqui agora, mas você irá voltar ao pó. Nós estávamos falando disso ontem. Nós acreditamos que somos esses nacos de barro e que isso é a nossa vida. Mas Jesus está dizendo que tudo isso está rodopiando dentro da mente e a mente apenas acredita em todas essas coisinhas... esses corpos fizeram aquele corpo, mas eles não fizeram aquele outro e então ele não é especial. E está dizendo que o papel principal do “herói” é manter os confortos e evitar as dores. E está dizendo que ele tenta ensinar a si mesmo que são diferentes. Mas ele está chegando nisso aqui... o buscador é a dor. O buscador, o sonho, o herói é o buscador. Isso é a dor, é aí que a culpa surge e onde a confusão surge. Pois qualquer coisa parecida com o amor vem disso. E se nós questionarmos todas essas coisas. Pode o espírito, se o espírito é imutável e eterno e íntegro, como ele pode entrar num corpo? E acreditem em mim, quando a percepção começa a se desmanchar, quando você começa a permitir que a percepção se desmanche, não há nada aí. Você pode ver isso, ‘Eu estou sempre aqui e eu sempre estarei aqui. Eu não posso estar num corpo’. Você é apenas um pensamento.

“O sonhar do mundo toma muitas formas porque o corpo busca de muitos modos provar que é autônomo e real.”

Isso é outra coisa que acontece quando temos um foco. A autonomia aparece! É aí que o compromisso entra. Isso nos ajuda a nos mover através da autonomia, porque existe um vício à autonomia. A autonomia de ter meu próprio lugar e então muda disso para viver com um bando de pessoas. Ter o meu próprio carro ou ter as coisas do meu jeito. Da autonomia à dependência ou emaranhado. O propósito do “herói” do sonho é ser autônomo embora ele possa procurar algumas amizades, ele busca amizades autônomas. ‘Só eu e você, meu bem. Só eu e você’. Então existem dois de vocês contra o mundo. [risadas]

Participante 2: Como a canção.

Orador: Eu tenho certeza que existem muitas canções que o ego fez em torno disso.

“Ele coloca sobre si mesmo coisas que comprou com pequenos discos de metal e tiras de papel que o mundo proclama como valiosas e reais. Trabalha para consegui-las, fazendo coisas sem sentido, e as joga fora em troca de coisas sem sentido das quais ele não precisa e nem mesmo quer. Ele emprega outros corpos de modo que eles o protejam e coleciona ainda mais coisas sem sentido que possa chamar de suas. Ele olha em volta procurando corpos especiais que possam compartilhar seu sonho. Às vezes, sonha que é um conquistador de corpos mais fracos do que ele. Mas em algumas fases do sonho, ele é o escravo de outros corpos que querem feri-lo e torturá-lo. A série de aventuras do corpo, da hora do nascimento até à morte, é o tema de todos os sonhos que o mundo jamais teve. O “herói” desse sonho nunca vai mudar e nem o seu propósito. Embora o sonho propriamente dito tome muitas formas e pareça mostrar uma grande variedade de locais e de eventos em que seu “herói” se encontra, o sonho tem apenas um propósito, ensinado de muitas formas. Essa única lição é o que ele tenta ensinar uma e outra vez e ainda mais uma vez: que ele é causa e não efeito. E tu és o seu efeito e não podes ser a sua causa.”

Aqui diz, “Eu não posso ser... Eu sou apenas uma pessoinha. Eu não pedi por isso. E eu não quis isso assim. Eu não sou a causa, a causa está aí fora. Ele fizeram isso. Eu sou impotente, apenas um pequenino personagem do sonho.”

“Assim tu não és o sonhador, mas o sonho.” Se você acredita nisso, então você não é o sonhador, você é o sonho. É nisso que eu estava chegando com vocês. Se você se sente transtornado com alguma coisa em sua consciência, então você pensa que você é o sonho e não o sonhador. Isso significa que você não sabe que você é o sonhador.

Participante 3: Existe uma razão para que ele diga que você é o “sonho” em vez de dizer que você é uma ‘figura no sonho’? Parece que você pensa que você é uma figura no sonho? Mas, ele diz que você é o sonho.

Orador: Ele só está dizendo isso no sentido de externo. Existe uma divisão aí. Você é o sonho.

Participante 2: Você pensa que você é.

Orador: Sim, você acredita nisso.

Participante 2: O herói, sempre o herói.

Participante 3: Se você pode ser um herói, você pode também ser um vilão. O “vilão” do sonho.

Orador: Certo. E é isso que ele está dizendo aqui. O ego somente mostra uma certa parte da imagem que ele quer mostrar e ele divide isso e os fazem diferentes. Como dor e prazer. Ele os mantém separados para que a mente seja feita de boba ao pensar que são diferentes. Porque se você vê isso como uma coisa só, você o pegou no flagrante. Mas, se você os mantém separados, então você é cegado. Esse é o bloqueio à consciência do Amor, é que nós os mantemos separados. A fim de remover os bloqueios, você deve uni-los, juntá-los, fechar a brecha entre os meus pensamentos do ‘você’ e ‘eu’. Fechar a brecha do que quer que seja. Mas a brecha está na mente. Eu estou fazendo mal uso dos meus poderes co-criativos, a causa, na minha mente. Eu sou a causa nesse sentido. Não é uma causa real porque é uma forma distorcida da causa, uma criação equivocada, uma fantasia.

Então, Jesus está dizendo, “Assim tu não és o sonhador, mas o sonho.” Assim, você não é a causa, mas o efeito. É uma outra maneira de dizer isso.

“E assim vagas em vão, entras e sais de lugares e acontecimentos que ele inventa. Que isso é tudo o que ó corpo faz é verdade, pois ele não é senão uma figura em um sonho. Mas quem reage às figuras em um sonho a não ser que as veja como reais? No instante em que ele as vê como são, elas não mais têm efeito sobre ele, porque compreende que foi ele que lhes deu os seus efeitos pelo fato de as causar e fazer com que parecessem reais. Quanto estás disposto a escapar dos efeitos de todos os sonhos que o mundo jamais teve? É teu desejo que nenhum sonho apareça como a causa daquilo que fazes?”

Então, novamente ele está dizendo que é o seu desejo. Tudo é o seu desejo, seu anseio. Anseio é uma forma distorcida de desejo. E Jesus diz,“Então, vamos simplesmente olhar para o início do sonho, pois a parte que tu vês não é senão a segunda parte, cuja causa está na primeira. Ninguém que esteja dormindo e sonhando no mundo se lembra de seu ataque a si mesmo. Ninguém acredita que houve, de fato, um tempo em que ele nada conhecia de um corpo e nunca poderia ter concebido esse mundo como algo real. Ele imediatamente teria visto que essas idéias são uma única ilusão, ridículas demais para qualquer coisa exceto o riso que as despede. Como elas parecem sérias agora! E ninguém é capaz de se lembrar do tempo em que teriam sido recebidas com riso e descrença. Podemos nos lembrar disso, se apenas olharmos diretamente para o que a causou. Então veremos justificativas para o riso, e não uma causa para o medo.”

Então se você vê isso como estando na mente, você começa a rir porque a idéia que alguma coisa possa acontecer do lado fora de você é ridículo. E é por isso que quando você começa a se aprofundar mais e mais, você irá chamar à tona as testemunhas. As pessoas virão para você e dizer, “Ei, eu realmente acredito que isso é uma coisa que transtorna, mas você está sorrindo.” Você irá sorrir porque você foi liberto e se alguém mais quiser isso, você pode compartilhar as boas novas, que tudo isso está na mente e que nós podemos nos libertar.

Continuar na parte 2 do Herói do Sonho


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