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Níveis da Mente: Olhando para as ‘Camadas’ da Mente que formam a Percepção

Parte 1 - Diagrama dos Níveis da Mente (PDF é necessário Adobe Reader)
Parte 2 - Introdução ao Níveis da Mente
Parte 3 - Pontos Chaves dos Cinco Níveis da Mente
Parte 4 - Níveis da Mente {Percepção | Emoção | Pensamento | Crença | Desejo}
Parte 5 - Não Busque Fora de Si Mesmo

Parte 4 - OS CINCO NÍVEIS DA MENTE
{Percepção | Emoção | Pensamento | Crença | Desejo}

DESEJO

T-3.VI.11. A vontade livre tem que conduzir à liberdade. O julgamento sempre aprisiona, porque separa segmentos da realidade pelas escalas instáveis do desejo. Desejos não são fatos. Desejar é inferir que o exercício da vontade não é suficiente. No entanto, ninguém em sua mente certa acredita que o que é desejado é tão real quanto aquilo que a vontade determina.

T-6.V.B.8:8 Desejar totalmente é criar e criar não pode ser difícil se o próprio Deus te criou como um criador.

T-10.1.4. Tu vais lembrar-te de tudo no instante em que desejares totalmente, pois se desejar totalmente é criar, o exercício d tua vontade terá afastado para longe a separação e ao mesmo tempo terá feito a tua mente retornar para o teu Criador e as tuas criações. Conhecendo-as, não sentirás desejo de dormir, mas apenas desejo de estar desperto e ser contente. Os sonho serão impossíveis, porque só vais querer a verdade e sendo afinal a tua vontade, ela será tua.

T-12.VIII.5:2 Todavia, a memória de Deus não pode bilhar na mente que a obliterou e quer mantê-la assim. Pois a memória de Deus só pode nascer na mente que escolhe lembrar e que abandonou o desejo insano de controlar a realidade.

T-15.IV.2. A tua prática, portanto, tem que basear-se na tua disponibilidade para permitir que toda a pequenez se vá. O instante em que a magnitude irá despontar sobre ti está tão distante quanto to teu desejo por ela. Na medida em que tu não a desejas, e em vez delas aprecias a pequenez, nessa medida ela está distante de ti. Na medida em que a quiseres, tu a trarás para mais perto.

T-15.VII.14:5 A disposição de comunicar-se atrai a si a comunicação e supera completamente a solidão. Existe perdão completo aqui, pois não existe nenhum desejo de excluir ninguém da tua completeza, reconhecendo repentinamente o valor da parte de cada um nela. Na proteção da tua integridade todos são convidados e bem-vindos.

T-15.VIII.2. Ouve-O com contentamento e aprende com Ele que não tens qualquer necessidade de relacionamentos especiais. Apenas buscas neles aquilo que jogaste fora. E através deles nunca aprenderás o valor do que deixaste de lado, mas ainda desejas com todo o teu coração. Vamos nos unir para fazer do instante santo tudo o que existe, desejando que ele seja tudo o que existe.

T-18.III.4:9 Aceitaste a Deus. A santidade do teu relacionamento está estabelecida no Céu. Não compreendes o que aceitaste, mas lembra-te de que a tua compreensão não é necessária. Tudo o que foi necessário foi simplesmente o desejo de compreender. Esse desejo era o desejo de ser santo. A Vontade de Deus te foi concedida. Pois desejas a única coisa que sempre tiveste ou sempre foste. Cada instante que passamos juntos vai te ensinar que essa meta é possível e fortalecera o teu desejo de alcançá-la. E no teu desejo está a sua realização. O teu desejo está agora em completo acordo com todo o poder da Vontade do Espírito Santo. Nenhum dos pequenos passos em falso que possas dar é capaz de separar o teu desejo da Sua Vontade e da Sua força. Eu seguro a tua mão com tanta segurança quanto tu concordaste em tomar a mão do teu irmão. Vós não vos separareis, pois eu estou convosco e caminho convosco em vosso progresso ruma à verdade.

T-18.III.7:4 Nós nos tornamos íntegros no nosso desejo de tornar íntegro. Não permitas que o tempo te preocupe, pois todo o medo que tu e teu irmão experimentam é realmente passado. O tempo foi reajustado para nos ajudar a fazer juntos aquilo que os vossos passados separados impediriam. Vós ultrapassastes o medo, pois duas mentes não se podem unir no desejo do amor sem que o amor se una a elas. Não há no Céu nem uma única luz que não vá convosco. Nem um único Raio que brilhe para sempre na Mente de Deus deixa de vos iluminar. O Céu está unido a vós no vosso avanço rumo ao Céu. Quando grandes luzes tais como estas estão unidas a vós para dar à pequena centelha do vosso desejo o poder do próprio Deus, será possível permanecerdes nas trevas? Tu e o teu irmão estão voltando ao lar juntos, após uma longa jornada sem significado que empreenderam um à parte do outro e que não levou à lugar nenhum. Tu achaste o teu irmão e vós iluminareis o caminho um para o outro.

T-18.IV.1. O instante santo é o resultado da tua determinação de ser santo. É a resposta. O desejo e a disponibilidade para permitir que ele venha precedem a sua vinda. Preparas a tua mente para ele apenas na medida em que reconheces que o queres acima de todas as outras coisas. Não é necessário fazer mais; na verdade, é necessário que reconheças não podes fazer mais.

T-18.V.7:3 Eu desejo esse instante santo para mim, para que eu possa compartilhá-o com o meu irmão, a quem eu amo. Não me é possível tê-lo sem ele e nem ele sem mim.

T-19.IV.D.5:3 O desejo de ficar livre da paz e expulsar o Espírito Santo de ti se apaga na presença do quieto reconhecimento de que tu O amas.

T-20.VII.5:6 O que se vê se adapta ao que se deseja, pois a vista sempre é secundaria ao desejo. E se vês o corpo, escolheste o julgamento e não a visão. Pois a visão, como os relacionamentos, não tem nenhuma ordem. Vês ou não vês. Aquele que vê o corpo de um irmão fez um julgamento sobre ele e não o vê. Ele não o vê realmente como um pecador, ele não o vê de jeito nenhum.

T-20.VIII.1:2 A verdade te é restituída através do teu desejo, assim como foi perdida para ti através do teu desejo por uma outra coisa. Abre o lugar santo que fechaste por valorizar essa “outra coisa” e aquilo que nunca foi perdido retornará em quietude. Foi guardado para ti. A visão não seria necessária se o julgamento não tivesse sido feito. Deseja agora que ele seja desfeito totalmente e isso será feito para ti.

T-20.VIII.3. A impecabilidade do teu irmão te é dada em luz brilhante, para ser contemplada com a visão do Espírito Santo e para que tu te regozijes nela junto com Ele. Pois a paz virá a todos os que pedem por ela com desejo real e sinceridade de propósito, propósito esse que é compartilhado com o Espírito Santo e uno com Ele no que é a salvação. Assim sendo, que estejas disposto a ver o teu irmão sem pecado, para que Cristo possa se erguer diante da tua visão e te dar alegria. E não deposites nenhum valor no corpo do teu irmão, que o prende à ilusões do que ele é.

T-21.II.8:6 A fé e o desejo caminham de mãos dadas, pois todas as pessoas acreditam naquilo que querem. Nós já dissemos que o ego faz de conta que a fantasia é real pois essa é a forma como ele lida com aquilo que quer para fazer com que seja assim. Não há melhor demonstração do poder do querer e, portanto, da fé para fazer com que suas metas pareçam reais e possíveis. A fé no irreal conduz a ajustes da realidade de forma a fazê-la adequar-se à meta da loucura. A meta do pecado induz à percepção de um mundo amedrontador para justificar seu propósito. O que desejas, tu verás.

T-21.III.6:5 Tu fizeste a percepção de tal modo que possas escolher entre os teus irmãos e buscar o pecado com eles. O Espírito Santo vê a percepção como um meio de te ensinar que a visão de um relacionamento santo é tudo o que queres ver. Então, darás a tua fé à santidade, desejando-a e acreditando nela devido ao teu desejo. A fé e a crença passam a ser ligadas à visão, assim como todos os meios que alguma vez serviram ao pecado são agora re-dirigidos para a santidade... Aqueles que querem libertar os seus irmãos do corpo não podem ter medo. Eles renunciaram ao meio para o pecado, escolhendo permitir que todas as limitações sejam removidas. Como desejam contemplar os seus irmãos em santidade, o poder da sua crença e fé vê muito além do corpo, dando apoio à visão e não obstruindo-a. Mas, em primeiro lugar, caso lhes fosse dado um outro ponto de vista. Os milagres que se seguem a essa decisão também nascem da fé. Pois a visão é dada a todos aqueles que escolhem olhar para longe do pecado e eles são conduzidos à santidade.

T-21.VI.11:5 Não se zomba de Deus; nem tampouco Seu Filho pode ser aprisionado a não ser pelo seu próprio desejo. E é pelo seu próprio desejo que ele é liberto. Tal é a sua força e não a sua fraqueza. Ele está à mercê de si mesmo.

T-21.VII.5:11 Desejo um mundo que eu governe ao invés de um mundo que me governe? Desejo um mundo no qual eu tenha poder ao invés de ser impotente? Desejo um mundo no qual não tenho inimigos e não posso pecar? E quero eu ver quilo que neguei porque é a verdade? Podes já ter respondido às primeiras três questões, mas ainda não à última. Pois esse ainda parece amedrontadora e distinta das outras. No entanto, a razão te asseguraria que todas elas são a mesma. Nos dissemos que esse ano enfatizaria a igualdade das coisas que são a mesma. Esse questão final, que é de fato a última pela qual tens que te decidir, ainda parece conter uma ameaça que as outras já não te trazem. E essa diferença imaginada testemunha o fato de que tu acreditas que a verdade pode ser o inimigo que ainda podes achar.

T-21.VII.10. Por que a questão final é tão importante? A razão te dirá porque. Ela é a mesma que as outras três, exceto no que diz respeito ao tempo. As outras três são decisões que podem ser tomadas e então desfeitas e refeitas outra vez. Mas a verdade é constante e implica um estado no qual as vacilações são impossíveis. Podes desejar um mundo que governes e que não te governe e depois mudar a tua mente. Podes desejar trocar a tua impotência por poder e perder esse desejo, assim que um pequeno lampejo de pecado te atrair. E podes querer ver um mundo sem pecado e permitir que um “inimigo” te tente a usar os olhos do corpo e mudar o que desejas. Em conteúdo, todas as questões são a mesma. Pois cada uma pergunta se estás disposto a trocar o mundo do pecado pelo que o Espírito Santo vê, já que é isso o que o mundo do pecado nega. E, portanto, aqueles que olham para o pecado estão vendo a negação do mundo real. Apesar disso, a última questão acrescenta o desejo por constância ao teu desejo de ver o mundo real, de tal modo que esse desejo vem a ser o único que tens. Respondendo “sim” à questão final, acrescentas sinceridade às decisões que já tomaste em relação a todo o resto. Pois somente então terás renunciado à opção de mais uma vez que mudares de idéia. Quando isso for o que não queres, o resto terá sido totalmente respondido.

T-21.VII.13:5 O poder do desejo do Filho de Deus permanece sendo a prova de que ele está errado quando se vê impotente. Deseja o que queres e o contemplarás e pensarás que é real. Todo pensamento tem apenas o poder de liberar ou matar. E nenhum pensamento pode deixar a mente do pensador ou deixar de afetá-lo.

T-21.VIII.2. A constância da alegria é uma condição bastante alheia à tua compreensão. Entretanto, se apenas pudesses imaginar o que ela não pode deixar de ser, tu a desejarias mesmo sem compreendê-la. A constância da felicidade não tem exceções, não muda de forma alguma. É inabalável como o Amor de Deus pela Sua criação. Segura em sua visão assim como o seu Criador no que Ele conhece, a felicidade olha para todas as coisas e vê que são a mesma. Ela não vê o efêmero, pois deseja que todas as coisas sejam como ela própria e as vê assim. Nada tem o poder de confundir sua constância, porque o seu próprio desejo não pode ser abalado. Ela vem com toda certeza àqueles que vêem que a questão final é necessária para o resto, assim como a paz não pode deixar de vir àqueles que escolhem curar e não julgar.

T-21.VIII.3. A razão te dirá que não podes pedir felicidade de maneira inconstante. Pois se recebes o que deseja e se a felicidade é constante, então só precisas pedir felicidade de uma única vez para tê-la sempre. E se não a tens sempre, sendo ela o que é, não a pediste. Pois ninguém falha em pedir o que deseja à qualquer coisa que ele acredite que possa oferecer alguma promessa de poder dar-lhe o que quer. Ele pode estar errado quanto ao que pede, aonde e a quê. Entretanto, ele pedira porque o desejo é uma solicitação, um pedido feito por alguém a quem o próprio Deus jamais falhará em responder. Deus já deu tudo o que ele realmente quer. Contudo, aquilo do qual ele está incerto, Deus não pode dar. Pois ele não o deseja enquanto permanece incerto e a dádiva de Deus não pode deixar de ser incompleta a menos que seja recebida.

T-21.VIII.5. O que é o instante santo senão o apelo de Deus para que reconheças o que Ele te deu? Aqui está o grande apelo à razão, a consciência do que está sempre presente para ser visto, a felicidade que poderia ser sempre tua. Aqui está a paz constante que poderias experimentar para sempre. Aqui o que a negação negou te é revelado. Pois aqui, a questão final já está respondida e o que pedes já foi dado. Aqui está o futuro agora, pois o tempo é impotente devido ao teu desejo por algo que nunca vai mudar. Isso é assim pois pediste que nada se interponha entre a santidade do teu relacionamento e a tua consciência dessa santidade.

T-22.II.12. Além do corpo que interpuseste entre tu e o teu irmão e brilhando na luz dourada que o alcança a partir do radiante círculo infinito que se estende para sempre, está o teu relacionamento santo, amado pelo próprio Deus. Como repousa em calma no tempo e ainda assim além, imortal mesmo na terra. Como é grande o poder que está nele! O tempo espera pela sua vontade e a terra será como ele quiser que seja. Aqui não há nenhuma vontade separada nem o desejo de que coisa alguma seja separada. A vontade do teu relacionamento santo não tem exceções e aquilo que ela determina é verdadeiro. Toda ilusão trazida ao perdão do teu relacionamento gentilmente deixa de ser vista e desaparece. Pois no centro dele, Cristo renasceu para iluminar o Seu próprio lar com a visão que não vê o mundo. Não queres que esse lar santo seja teu também? Não há miséria alguma aqui, mas só alegria.

T-25.I.5. Já que tu acreditas que estás separado, o Céu se apresenta a ti como se fosse separado também. Não que ele o seja na verdade, mas para que o elo que te foi dado para unir-te à verdade possa chegar a ti através de algo que compreendes. Pai, Filho e Espírito Santo são como Um só, assim como todos os teus irmãos se unem como um na verdade. Cristo e Seu Pai nunca foram separados e Cristo habita dentro da tua compreensão, na parte de ti que compartilha a Vontade do Seu Pai. O Espírito Santo liga a outra parte – o diminuto, louco desejo de ser separado, diferente e especial – com o Cristo, para fazer com que a unificação fique clara para o que é realmente um. Nesse mundo, isso não é compreendido, mas pode ser ensinado.

T-29.VI.1. Em que medida estás disposto a perdoar o teu irmão? Em que medida desejas a paz, ao invés da batalha, da miséria e da dor sem fim? Essas questões são a mesma, em formas diferentes.

T-30.VIII.4:5 Não há nenhum milagre que não possas ter quando desejas a cura. Mas não há nenhum milagre que possa te ser dado, a não ser que a queiras.

Ex-L20.5:5 O que desejas, tu verás. Tal é a lei real de causa e efeito assim como opera no mundo.

Ex-L133.13:4 Não darei valor àquilo que não tem valor, e só busco o que tem valor, pois é só isso que desejo achar.

Ex-L182.12. Não perdeste a tua inocência. É por isso que anseias. É esse o desejo do teu coração.

Ex-L253.1. É impossível que algo venha a mim sem que eu próprio o tenha chamado. Mesmo nesse mundo, sou eu que governo o meu destino. O que acontece é o que eu desejo. O que não ocorre é o que eu não quero que aconteça. Isso eu tenho que aceitar. Pois assim sou conduzido para além desse mundo, para as minhas criações, filhas da minh vontade, no Céu onde o meu Ser santo habita com elas e com Aquele Que me criou.

Ex-L287.2. Tu és a minha meta, meu Pai. O que poderia eu desejar ter além de Ti? Por que caminho desejaria eu caminhar além daquele que conduz a Ti? E o que, senão a memória de Ti, poderia significar para mim o fim dos sonhos e das fúteis substituições da verdade? Tu és a minha única meta.

M-28.1. Muito simplesmente, a ressurreição é a superação ou o domínio da morte. É um novo despertar ou um renascimento, uma mudança da mente a respeito do significado do mundo. É a aceitação da interpretação do Espírito Santo sobre o propósito do mundo, a aceitação da expiação para si mesmo. É o fim dos sonhos de miséria e a feliz consciência do sonho final do Espírito Santo. É o reconhecimento das dádivas de Deus. É o sonho no qual o corpo funciona perfeitamente, sem outra função que não seja a comunicação. É a lição na qual termina o aprendizado, pois ela é consumada e ultrapassada com isso. É o convite a Deus para que dê o Seu passo final. É o abandono de todos os outros propósitos, todos os outros interesses, todos os outros desejos e todas as outras preocupações. É o desejo único do Filho pelo Pai.

S-1.III.6. Não é fácil reconhecer que orações por coisas, por status, por amor humano, por dádivas externas de qualquer tipo são sempre feitas para instituir carcereiros e esconder-te da culpa. Essas coisas são utilizadas como substitutos para Deus e, portanto, distorcem o propósito da oração. O desejo por essas coisas é a oração. Não é preciso pedir explicitamente. A meta de Deus se perde na busca de metas menores de qualquer tipo, e a oração vem a ser um meio de requisitar inimigos. O poder da oração pode ser reconhecido bem claramente mesmo nisso.

Ninguém que queira um inimigo deixará de encontrá-lo. Mas, com essa certeza, ele perderá a única meta verdadeira que lhe é dada. Pensa no custo, e compreende-o bem. Todas as outras metas são obtidas às custas de Deus.

 


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