‘Professor dos Professores’
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O Sonhador do Sonho
Workshop / Estudo / Discussão Direcionada

(Seleções de Um Curso Em Milagres)

PARTE 1: O uso da terminologia metafísica e metáforas: Deus, Espírito, Conhecimento, Criação, Cristo, Céu, e a metáforas da mente dividida, causa e efeito, percepção, ego, Espírito Santo, milagre, revelação, consciência, mentalidade certa, mentalidade errada, escolhas, crenças, divisão do sujeito / objeto, nível de confusão, ordenação dos pensamentos, julgamento, cura, o abandono do julgamento.

PARTE 2: Os dois usos do tempo, relacionamentos e o corpo; os propósitos do ego e do Espírito Santo.

PARTE 3: Metas do ego: O que são elas? Por que é importante deixá-las partir?

PARTE 4: Examinando o Auto Conceito. Aproximando-se da verdade através da negação (vendo o falso como falso). Revelando todas as ilusões como uma. O fazedor de imagem e as imagens são uma. O Verdadeiro perdão: um novo propósito. Meditação: esvaziando a consciência de seus conteúdos. Ver completamente o auto-conceito é ser livre.

Parte 3 - Metas do Ego: O que são elas?
Por que é importante deixá-las partir?


O ego usa a projeção só par destruir a sua percepção tanto de ti próprio quanto de teus irmãos. O processo começa com a exclusão de algo que existe em ti, mas que não queres, e te conduz diretamente a excluir-te dos teus irmãos. Nós aprendemos, no entanto, que há uma alternativa para a projeção. Cada capacidade do ego é passível de melhor uso, porque suas capacidades são dirigidas pela mente que tem uma Voz melhor. O Espírito Santo estende e o ego projeta. Como as suas metas são opostas, assim também é o resultado.

No instante santo, onde os Grandes Raios substituem o corpo na consciência, o reconhecimento dos relacionamentos sem limites te é dado. Mas para ver isso, e necessário abrir mão de toda utilidade que o ego da ao corpo e aceitar o fato de que o ego não tem nenhum propósito que queiras compartilhar com ele. Pois o ego quer limitar todas as pessoas a um corpo para os seus próprios propósitos e enquanto pensas que ele tem um propósito, escolherás usar os meios pelos quais ele tenta transformar o próprio propósito em realização. Isso nunca será realizado. No entanto, terás certamente reconhecido que o ego, cujas metas são totalmente intangíveis, lutará por elas com todo o seu poder e fará isso com a força que tu lhe tens dado.

Tu percebes o mundo e tudo nele como significativo em termos das metas do ego. Essas metas não têm nada a ver com os teus maiores interesses, porque tu não és o ego. Essa falsa identificação faz com que sejas incapaz de compreender para que serve qualquer coisa. Como resultado, estás fadado a usá-las equivocadamente. Quando acreditares nisso, tentarás retirar as metas que designaste para o mundo, ao invés de tentares reforçá-las. Um outro modo de descrever as metas que ora percebes é dizer que estão todas relacionadas com interesses pessoais. Como não tens interesses pessoais, as tuas metas, na realidade, concernem o nada. Portanto, ao valorizá-las não tens absolutamente nenhuma meta. E assim, não sabes para que serve coisa alguma... É crucial para o teu aprendizado que estejas disposto a desistir das metas que estabeleceste para todas as coisas. O reconhecimento de que elas são sem significado, ao invés de boas ou más, é o único caminho para realizar isso.
Tens que ter notado uma característica marcante de todos os objetivos que o ego tem aceito para si mesmo. Quando o alcançaste, ele não te satisfez. É por isso que o ego é forçado a se deslocar incessantemente de uma meta para outra, de forma que continues a esperar que ele ainda possa te oferecer alguma outra coisa. A salvação não pode ser o teu único propósito enquanto ainda nutrires outros. A aceitação total da salvação como tua única função necessariamente envolve duas fases, o reconhecimento da salvação como tua função e o abandono de todas as outras metas que inventaste para ti mesmo. Esse é o único caminho para assumires o teu lugar de direito entre os salvadores do mundo. Esse é o único caminho para poderes dizer com real intenção: “A minha única função é a que Deus me deu.” Esse é o único caminho no qual podes achar paz para tua mente.

O fato de que a verdade e a ilusão não podem ser reconciliadas, independentemente de como tentes, dos meios que usas e de onde vês o problema. Até aceitares isso, tentarás uma série infindável de metas que não podes alcançar, uma série de dispêndios sem sentido de tempo e esforço, de esperanças e dúvidas, cada uma tão fútil quanto a anterior e destinada ao fracasso como a próxima certamente há de ser.

Não terás vontade de cooperar na prática da salvação somente se ela interferir com metas que valorizas mais. Quando retirares o valor que lhes deste, deixa que os teus períodos de prática substituam as tuas litanias a elas. Elas nada te deram. Mas a tua prática pode te oferecer tudo.

O fracasso está em tudo à tua volta quando buscas metas que não podem ser conseguidas. Procuras permanência no impermanente, o amor onde não há nenhum, a segurança em meio ao perigo, a imortalidade dentro da escuridão do sonho da morte. Quem poderia ter sucesso onde a contradição é o cenário da sua busca e o lugar aonde vem para achar estabilidade? Metas sem significado não são atingidas. Não há nenhum modo de alcançá-las, pois os meios pelos quais lutas por elas são tão sem significado quanto elas próprias; quem pode usar tais meios sem sentido e esperar ganhar alguma coisa através deles? Aonde podem conduzir? E o que poderiam conseguir que oferecesse qualquer esperança de ser real? A procura do imaginado conduz à morte, porque é a busca do nada e enquanto buscas a vida pedes a morte. Procuras estar a salvo e em segurança, enquanto em teu coração rezas pelo perigo e pela proteção do pequeno sonho que fizeste. No entanto, a busca é inevitável aqui. Foi para isso que vieste e certamente farás o que é a razão da tua vinda. Mas o mundo não pode ditar a meta que buscas, a menos que lhe dês o poder de fazê-lo. Caso contrário, ainda és livre para escolher uma meta que esteja além do mundo e de todo pensamento mundano e que te venha de uma idéia que abandonaste, mas que ainda é lembrada, uma idéia velha e no entanto nova, um eco de uma herança esquecida, mas que contém tudo o que realmente queres.

Tu não pedes muito da vida, mas pouco demais. Quando deixas que tua mente seja atraída para o que concerne ao corpo, por coisas que compras, por prestígio tal como é valorizado pelo mundo, estás pedindo o pesar e não a felicidade. Esse curso não tenta tirar de ti o pouco que tens. Não tenta substituir as satisfações que o mundo contém com idéias utópicas. Não há nenhuma satisfação no mundo.

Não nos importamos com nossas metas futuras. E o que vimos no instante anterior nos é indiferente durante esse intervalo de tempo em que praticamos mudar a nossa intenção. Buscamos a inocência e nada mais. Nós a buscamos agora sem outra preocupação que não seja o agora. Um dos maiores obstáculos ao êxito tem sido o envolvimento com as tuas metas passadas e futuras. Tu tens te preocupado bastante reconhecendo o quão extremamente diferentes são as metas propostas por esse curso em relação àquelas que tinhas antes. E também ficaste consternado diante do pensamento deprimente e restritivo de que, mesmo que venhas a ter êxito, inevitavelmente perderás o caminho de novo. Como isso poderia ter importância? Pois o passado se foi; o futuro é apenas imaginário. Essas preocupações não passam de defesas contra uma mudança no atual enfoque da percepção. Nada mais. Deixamos essas limitações sem sentido de lado por um momento.

Qualquer coisa nesse mundo que acredites seja boa, de valor e digna de se lutar por ela, pode te ferir e o fará. Não porque tenha o poder de ferir, mas apenas porque negaste que ela não passa de uma ilusão e fizeste com que fosse real. E é real para ti. Ela deixou de ser nada. E através da realidade que é percebida nela introduziu-se todo o mundo das ilusões doentias. Toda crença no pecado, no poder do ataque, no ferimento e no dano, no sacrifício e na morte, veio a ti. Pois ninguém pode fazer com que uma única ilusão seja real e escapar ao resto. Pois quem pode escolher manter aquelas que prefere e achar a segurança que só a verdade pode dar? Quem pode acreditar que todas as ilusões são a mesma e ainda assim afirmar que uma delas é melhor? Nesse mundo, acreditas que és sustentado por tudo, menos por Deus. A tua fé é colocada nos símbolos mais insanos e triviais: pílulas, dinheiro, roupa ‘protetora’, influência, prestígio, que gostem de ti, conhecer as pessoas ‘certas’ e uma lista infindável de formas do nada que dotas com poderes mágicos. Todas essas coisas são os teus substitutos para o Amor de Deus. Todas essas coisas são apreciadas para assegurar uma identificação com o corpo. São cantos de louvor ao ego. Não ponhas tua fé no que não tem valor. Isso não vai sustentar-te. Só o Amor de Deus te protegerá em todas as circunstâncias. Ele te elevará fazendo com que saias de todas as provações e te erguerá para o alto, acima de todos os perigos percebidos nesse mundo a um clima de perfeita paz e segurança. Ele te transportará a um estado mental em que nada pode ameaçar, nada pode perturbar e onde nada pode interferir na calma eterna do Filho de Deus.

Já observamos antes quantas coisas sem sentido te pareceram ser a salvação. Cada uma tem te aprisionado com leis tão sem sentido quanto ela mesma. Não estás preso por elas. Mas para compreenderes que isso é assim, em primeiro lugar é preciso que reconheças que a salvação não está lá. Enquanto queres buscá-la em coisas que não tem significado, tu te prendes a leis que não fazem nenhum sentido. Assim, buscas provar que a salvação está onde não está. Hoje, ficaremos contentes por não poderes provar isso. Pois, se pudesses, estarias para sempre buscando a salvação onde não está e jamais a acharias. A idéia para o dia de hoje mais uma vez te diz quão simples é a salvação. Procura-a onde ela espera por ti e lá será achada. Não procures em nenhum outro lugar, pois ela não está em nenhum outro lugar. Pensa na liberdade que há no reconhecimento de que não estás preso a todas as estranhas leis distorcidas que tens estabelecido para salvar-te. Realmente pensas que morrerás de fome se não tiveres montes de tiras de papel verde e pilhas de discos de metal (o papel verde e os discos de metal são referências à moeda dos EUA). Realmente pensas que uma pequena pílula redonda ou um pouco de líquido introduzido na tua veia por uma agulha pontiaguda afastará a doença e a morte. Realmente pensas que estás só, se não houver outro corpo contigo. É a insanidade que pensa nessas coisas. Tu as chamas de leis e as dispõe sob diferentes nomes num longo catálogo de ritos que não tem nenhuma utilidade e não serve a nenhum propósito. Pensas que tens que obedecer às “leis” da medicina, da economia e da saúde. Protege o corpo e serás salvo. Essas não são leis, mas loucura. O corpo é colocado em perigo pela mente, que fere a si mesma. O corpo só sofre para que a mente deixe de ver que é vítima de si mesma. O sofrimento do corpo é uma máscara mantida pela mente para ocultar o que realmente sofre. Ela não quer compreender que é a sua própria inimiga, que ataca a si mesma e quer morrer. É disso que as tuas “leis” querem salvar o corpo. É por isso que pensas que és um corpo. Não há outras leis senão as leis de Deus. É preciso repetir isso muitas e muitas vezes, até que reconheças que se aplica a tudo o que tens feito em oposição à Vontade de Deus. A tua magia não tem significado. O que ela pretende salvar não existe. Só o que ela pretende esconder te salvará. As leis de Deus nunca podem ser substituídas. Dedicaremos o dia de hoje a nos regozijarmos por ser assim. Já não é mais uma verdade que queremos esconder. Em vez disso, reconheceremos que é uma verdade que nos mantém livres para sempre. A magia aprisiona, mas as leis de Deus libertam. A luz veio porque não há outras leis senão as de Deus. Começaremos os períodos de prática mais longos de hoje com uma breve revisão dos vários tipos de “leis” que acreditamos ter que obedecer. Esses incluiriam, por exemplo, as “leis” da nutrição, da imunização, da medicação e da proteção ao corpo de inúmeras maneiras. Pensa ainda mais; tu acreditas nas “leis” da amizade, dos “bons” relacionamentos e reciprocidade. Talvez até penses que existam leis estabelecendo o que é de Deus e o que é teu. Muitas “religiões” tem sido baseadas nisso. Não pretendem salvar, mas condenar em nome do Céu. No entanto, elas não são mais estranhas do que outras “leis” que insistes ter que obedecer para fazer com que te salves. Não há outras leis senão as de Deus. Afasta todas as tolas crenças mágicas hoje e mantém a tua mente em silenciosa prontidão para ouvir a Voz Que te fala a verdade. Estarás escutando Aquele Que diz que não há perda sob as leis de Deus.

O mundo que vês não te oferece nada do que precisas, nada que te possa ser de algum modo útil a ti e absolutamente nada que sirva para te dar alegria. Acredita nesse pensamento e serás salvo de anos de miséria, de inúmeros desapontamentos e de esperanças que se tornam amargas cinzas de desespero. Ninguém pode deixar de aceitar esse pensamento como verdadeiro, se quiser deixar o mundo para trás e elevar-se acima de suas mesquinhas dimensões e de seus caminhos curtos. Aqui, cada coisa que valorizas não passa de uma corrente que te prende ao mundo e não servirá a nenhum outro fim senão esse. Pois tudo não pode deixar de servir ao propósito que tu lhe dás, até que vejas lá um propósito diferente. O único propósito digno da tua mente que o mundo contém é o de que passes por ele sem te deteres para perceber alguma esperança onde não há nenhuma. Não te enganes mais. O mundo que vês não contém nada do que queres. Hoje, escapa das correntes que colocas na tua mente quando percebes a salvação aqui. Pois aquilo que valorizas, fazes com que seja parte de ti na tua percepção de ti mesmo. Todas as coisas que buscas para fazer com que o teu valor seja maior aos teus olhos te limitam ainda mais, escondem de ti o teu próprio valor e acrescentam mais um obstáculo diante da porta que conduz à verdadeira consciência do teu Ser. “Além desse mundo há um mundo que eu quero”. Esse é o pensamento que se segue àquele que praticamos ontem. Tu não podes deter-te na idéia de que o mundo é sem valor, pois se não vires que existe algo mais por que esperar, só ficarás deprimido. A nossa ênfase não está em desistir do mundo, mas em trocá-lo pelo que é muito mais satisfatório, cheio de alegria e capaz de te oferecer paz. Pensas que esse mundo pode te oferecer isso? Talvez valha a pena dedicares um breve período de tempo para pensar uma vez mais sobre o valor desse mundo. Talvez admitas que não há perda em abandonar qualquer pensamento de valor aqui. O mundo que vês é de fato sem misericórdia, instável, cruel, indiferente a ti, rápido na vingança e implacável em seu ódio. Ele só dá para tirar e leva embora todas as coisas que te foram caras por um momento. Nenhum amor duradouro é encontrado, pois não há nenhum aqui. Esse é o mundo do tempo, em que todas as coisas chegam ao fim. Será uma perda achar, ao invés desse, um mundo em que é impossível perder? Em que o amor dura para sempre, o ódio não pode existir e a vingança não tem significado? Será uma perda achar todas as coisas que realmente queres e saber que elas não têm fim e que permanecerão exatamente como as queres através do tempo? Porém, até mesmo estas coisas serão finalmente trocadas por algo de que não podemos falar, pois daí em diante vais para um lugar em que as palavras fracassam inteiramente, para um silêncio no qual a linguagem não é falada mas certamente compreendida. A comunicação, sem ambigüidades e clara como o dia, permanece ilimitada por toda a eternidade. E o próprio Deus fala com o Seu Filho como o Seu Filho fala com Ele. A Sua linguagem não tem palavras, pois o que dizem não pode ser simbolizado. O Seu conhecimento é direto, totalmente compartilhado e totalmente uno. Como tu, que permaneces preso a esse mundo, estás longe disso! E, no entanto, como estás perto quando o trocas pelo mundo que queres.

Continuar na Parte 4

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